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Instituto Lúcia

Astronomia e astronáutica · Ensino médio · aula 1 de 2 · ~3 min de leitura

O Sputnik e o começo da era espacial

A esfera de metal que a União Soviética pôs em órbita em 1957 e por que ela mudou o mundo.

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Bip, bip, bip

Na noite de 4 de outubro de 1957, um foguete decolou de uma base no Cazaquistão, então parte da União Soviética. Minutos depois, soltou no espaço uma esfera de alumínio polido de 58 centímetros de diâmetro e 83,6 quilos, com quatro antenas compridas. Era o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da Terra.

Sputnik quer dizer "companheiro de viagem" em russo. O satélite dava uma volta no planeta a cada 96 minutos, aproximadamente, e transmitia um sinal de rádio simples, um "bip-bip" que radioamadores do mundo inteiro conseguiam captar. As baterias duraram três semanas. O satélite continuou em órbita, em silêncio, até se desintegrar na atmosfera em 4 de janeiro de 1958.

Como se põe algo em órbita

Jogue uma pedra para a frente: ela faz uma curva e cai. Jogue com mais força: cai mais longe. Se fosse possível lançá-la a cerca de 28 mil quilômetros por hora, ela cairia sem nunca chegar ao chão, porque a superfície da Terra se curva por baixo dela na mesma medida. Isso é estar em órbita: cair o tempo todo em volta do planeta.

Para atingir essa velocidade é preciso um foguete muito potente. O que lançou o Sputnik era o R-7, desenvolvido pela equipe do engenheiro Serguei Koroliov, cuja identidade o governo soviético manteve em segredo até a sua morte, em 1966.

Por que um satélite em órbita não cai no chão?

Por que foi a União Soviética

Doze anos antes, o país saíra da Segunda Guerra com cidades em ruínas e 27 milhões de mortos. Mesmo assim, o Estado soviético investiu de forma planejada em educação científica e em engenharia. Os foguetes tinham também um objetivo militar: o R-7 foi projetado como míssil capaz de levar uma bomba nuclear a outro continente, em plena Guerra Fria.

O lançamento ocorreu durante o Ano Geofísico Internacional (1957–1958), em que cientistas de dezenas de países estudavam a Terra em conjunto. Os Estados Unidos também haviam anunciado que lançariam um satélite, e a opinião pública do Ocidente dava como certo que seriam os primeiros.

O susto

A notícia caiu como uma bomba nos Estados Unidos. Se os soviéticos podiam pôr um satélite em órbita, podiam atingir qualquer ponto do planeta. E um mês depois, em 3 de novembro, lançaram o Sputnik 2, com a cadela Laika a bordo.

A reação foi rápida:

  • em janeiro de 1958, os Estados Unidos lançaram o seu primeiro satélite, o Explorer 1;
  • no mesmo ano, criaram a NASA;
  • o governo aumentou muito as verbas para o ensino de ciências e de matemática.

Começava a corrida espacial, que levaria seres humanos à órbita em 1961 e à Lua em 1969.

O que ficou

Hoje há milhares de satélites em funcionamento. Eles fazem a previsão do tempo, transmitem televisão e internet, guiam navios, aviões e celulares, monitoram o desmatamento e as queimadas. Tudo começou com uma esfera que só sabia fazer bip.

Para praticar

  1. Calcule: se o Sputnik dava uma volta a cada 96 minutos, quantas voltas dava em um dia?
  2. Pesquise que satélites o Brasil opera e para que servem. Anote as fontes.

Teste o que você aprendeu

  1. 1. Em que data o Sputnik 1 foi lançado?

  2. 2. O que significa a palavra russa sputnik?

  3. 3. Qual foi uma consequência do Sputnik nos Estados Unidos?

Fontes desta aula

Por Instituto Lúcia · Última alteração em 08/10/2026 · 1 versão guardada · Licença CC BY-SA 4.0

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