[{"kind":"trilha","title":"Ambiente e sociedade","href":"/trilhas/meio-ambiente-medio","area":"Meio ambiente","context":"Ensino médio","text":"Quem destrói, quem sofre e quem defende. "},{"kind":"aula","title":"Efeito estufa e aquecimento global","href":"/trilhas/meio-ambiente-medio/efeito-estufa-e-aquecimento-global","area":"Meio ambiente","context":"Ambiente e sociedade","text":"O cobertor de gases que torna a Terra habitável, o que acontece quando ele engrossa e quem é responsável. O cobertor do planeta A luz do Sol atravessa a atmosfera e aquece a superfície da Terra. A superfície devolve parte dessa energia na forma de calor. Alguns gases do ar, como o vapor d'água , o gás carbônico (CO₂) e o metano (CH₄), seguram uma parte desse calor antes que ele escape para o espaço. Isso é o efeito estufa , e ele é natural e necessário. Sem ele, a temperatura média do planeta ficaria em torno de 18 graus negativos, em vez dos cerca de 15 graus positivos que permitem a vida como a conhecemos. O problema não é o cobertor. É que ele está ficando mais grosso . O que mudou Carvão, petróleo e gás natural são restos de seres vivos enterrados há milhões de anos, cheios de carbono. Quando são queimados para mover fábricas, usinas e veículos, esse carbono vai para o ar como CO₂. O desmatamento faz o mesmo: a floresta derrubada e queimada libera o carbono que guardava. Desde a Revolução Industrial, a concentração de CO₂ na atmosfera subiu de cerca de 280 para mais de 410 partes por milhão. Mais gás, mais calor retido. Segundo o relatório de síntese do IPCC , o painel de cientistas organizado pela ONU, publicado em 2023: - a temperatura média da superfície do planeta na década de 2011 a 2020 foi 1,1 °C mais alta que no fim do século XIX; - as atividades humanas são, de forma inequívoca, a causa desse aquecimento. Um grau parece pouco. Mas é uma média do planeta inteiro, e pequenas mudanças na média significam grandes mudanças nos extremos. O que já está acontecendo - Ondas de calor mais frequentes e mais intensas. - Chuvas extremas e enchentes em alguns lugares, secas prolongadas em outros. - Derretimento de geleiras e subida do nível do mar. - Perda de colheitas e de espécies. Quem causou e quem paga As emissões não são divididas por igual. Os países ricos, que se industrializaram primeiro, são responsáveis pela maior parte do carbono acumulado na atmosfera. E, dentro de cada país, os mais ricos emitem muito mais que os mais pobres: viajam mais de avião, consomem mais, são donos das empresas que mais poluem. Já as consequências caem com mais força sobre quem menos contribuiu: quem mora em encostas e beiras de rio, agricultores familiares, povos indígenas, países pobres e ilhas ameaçadas pelo mar. Essa desigualdade é o centro da ideia de justiça climática . O caso brasileiro No Brasil, a maior fonte de emissões não são as chaminés nem os escapamentos: é a mudança no uso da terra , principalmente o desmatamento da Amazônia e do Cerrado, seguida pela agropecuária (o gado emite metano). Por isso, proteger a floresta e quem vive nela é a medida climática mais importante do país. O INPE acompanha o desmatamento por satélite desde o fim dos anos 1980. O que se pode fazer Em 2015, pelo Acordo de Paris , quase todos os países se comprometeram a manter o aquecimento bem abaixo de 2 °C, buscando limitá-lo a 1,5 °C. Para isso, as emissões precisam cair depressa: trocar os combustíveis fósseis por fontes renováveis, zerar o desmatamento, mudar a forma de produzir alimentos e de transportar pessoas e mercadorias. Atitudes individuais ajudam, mas não bastam: a maior parte das emissões depende de decisões de governos e de grandes empresas. É uma disputa política, e não só técnica. Para praticar 1. Procure os dados mais recentes de desmatamento da Amazônia divulgados pelo INPE. O número subiu ou caiu em relação ao ano anterior? 2. Liste três eventos climáticos extremos que atingiram o Brasil nos últimos anos. Quem foram os mais afetados?"},{"kind":"trilha","title":"Aprender a perguntar","href":"/trilhas/filosofia-fundamental","area":"Filosofia","context":"Ensino fundamental","text":"Pensar com clareza, argumentar e desconfiar das respostas fáceis. "},{"kind":"aula","title":"Argumento e falácia","href":"/trilhas/filosofia-fundamental/argumento-e-falacia","area":"Filosofia","context":"Aprender a perguntar","text":"Como reconhecer um bom argumento e oito truques de raciocínio que parecem convincentes, mas não provam nada. Argumentar não é brigar No dia a dia, \"argumento\" virou sinônimo de discussão. Em filosofia, é outra coisa: argumento é um conjunto de afirmações em que algumas, as premissas , são apresentadas como razões para aceitar outra, a conclusão . Todo trabalhador tem direito a descanso semanal. (premissa) Marta é trabalhadora. (premissa) Logo, Marta tem direito a descanso semanal. (conclusão) Para avaliar um argumento, fazem-se duas perguntas: 1. As premissas são verdadeiras? 2. A conclusão decorre mesmo delas? Se a resposta for \"sim\" às duas, o argumento é bom. Se falhar em qualquer uma, não é, por mais bonito que soe. O que é uma falácia Falácia é um raciocínio que parece válido, mas não é. É perigosa justamente porque convence. Algumas são erros honestos; outras são usadas de propósito por quem quer ganhar a discussão sem ter razão. Conhecer as mais comuns é uma vacina. Oito falácias para reconhecer 1. Ataque à pessoa ( ad hominem ). Em vez de rebater a ideia, ataca-se quem a defende. \"Ela fala de fome, mas olha a roupa que usa.\" 2. Espantalho. Distorce-se a posição do outro para derrubá-la mais facilmente. \"Você quer regular as redes sociais? Então defende a censura.\" 3. Falso dilema. Só duas opções são apresentadas, como se não houvesse outras. \"Ou cortamos direitos, ou o país quebra.\" 4. Generalização apressada. Conclui-se sobre todos a partir de poucos casos. \"Conheço um sujeito que recebia auxílio e não queria trabalhar. Esse povo não quer nada.\" 5. Apelo à autoridade. Algo seria verdade só porque alguém famoso disse, mesmo fora da sua área. \"Um ator muito conhecido falou que essa vacina faz mal.\" 6. Apelo à maioria. Algo seria verdade porque muita gente acredita. \"Todo mundo sabe que é assim.\" 7. Ladeira escorregadia. Afirma-se, sem provas, que um passo levará inevitavelmente a uma catástrofe. \"Se aumentarem o salário mínimo, as empresas fecham, vem o desemprego e o país acaba.\" 8. Depois disso, logo por causa disso. Se B aconteceu depois de A, A teria causado B. \"Tomei o chá e a gripe passou. O chá cura gripe.\" (A gripe passaria de qualquer modo.) Dois cuidados Apontar uma falácia não prova que a conclusão é falsa. Alguém pode defender uma ideia verdadeira com um argumento ruim. O que a falácia mostra é que aquele argumento não serve. Use o espelho. É fácil ver falácias no adversário e difícil vê-las em quem pensa como a gente. Quem quer mesmo a verdade examina primeiro os próprios argumentos. Como discutir bem - Repita com as suas palavras a posição do outro, e pergunte se entendeu certo. Só então critique. - Peça as fontes, e ofereça as suas. - Separe a pessoa da ideia. - Admita quando não sabe. \"Vou pesquisar\" é uma resposta honesta. Para praticar 1. Encontre três falácias em comentários de redes sociais ou em propagandas, e diga de que tipo são. 2. Reescreva uma delas como um argumento honesto: que premissas seriam necessárias para a conclusão se sustentar? 3. Veja os cartões de debate do instituto e identifique as falácias a que eles respondem."},{"kind":"trilha","title":"Aprender junto","href":"/trilhas/educacao-popular-fundamental","area":"Educação popular","context":"Ensino fundamental","text":"O que é educação popular e como organizar o estudo coletivo. "},{"kind":"aula","title":"Quem foi Paulo Freire","href":"/trilhas/educacao-popular-fundamental/quem-foi-paulo-freire","area":"Educação popular","context":"Aprender junto","text":"O educador pernambucano que ensinou trabalhadores rurais a ler em 40 horas e mudou a forma de pensar a educação no mundo. Do Recife para o mundo Paulo Reglus Neves Freire nasceu no Recife, em 19 de setembro de 1921. Conheceu a fome ainda criança, quando a crise de 1929 empobreceu a família. Contava que aprendeu a ler no quintal de casa, escrevendo no chão com gravetos, à sombra das mangueiras, com palavras do seu próprio mundo. Essa lembrança marcaria tudo o que fez depois. Formou-se em direito, mas quase não advogou. Tornou-se professor de português e, depois, trabalhou com a educação de operários e de suas famílias. Angicos: 40 horas No começo dos anos 1960, cerca de 40% dos brasileiros adultos não sabiam ler nem escrever, e analfabeto não podia votar. Em 1963, na pequena cidade de Angicos , no sertão do Rio Grande do Norte, Freire e uma equipe de estudantes alfabetizaram cerca de 300 trabalhadores rurais em 40 horas de aula. O segredo não era uma técnica mágica. Era partir da vida dos alunos. O método 1. Ouvir. Antes das aulas, os educadores conviviam com a comunidade e anotavam as palavras e os assuntos que mais importavam ali. 2. Palavras geradoras. Dessas conversas saía uma lista de palavras carregadas de sentido: tijolo , enxada , salário , voto . 3. Círculo de cultura. Em vez de fileiras, uma roda. Em vez de aula expositiva, uma conversa a partir de uma imagem: quem faz o tijolo? De quem é a casa? Quem mora nela? 4. Só então, as sílabas. Ti-jo-lo : ta-te-ti-to-tu, ja-je-ji-jo-ju, la-le-li-lo-lu. Com esses pedaços, o próprio grupo formava palavras novas. Aprendia-se a ler a palavra discutindo o mundo. Para Freire, as duas coisas eram inseparáveis: \"A leitura do mundo precede a leitura da palavra\". Prisão e exílio O governo federal preparava-se para levar o método ao país inteiro quando veio o golpe militar de 1964. O programa foi cancelado. Para a ditadura, ensinar o povo a ler discutindo a própria realidade era \"subversão\". Freire ficou preso por cerca de 70 dias e partiu para o exílio, que durou dezesseis anos: Bolívia, Chile, Estados Unidos, Suíça. Trabalhou em campanhas de alfabetização na América Latina e em países africanos recém-libertados do colonialismo, como a Guiné-Bissau. No Chile, em 1968, escreveu a sua obra mais conhecida, Pedagogia do Oprimido , proibida no Brasil durante anos e hoje uma das obras mais citadas do mundo nas ciências humanas. As ideias centrais - Educação bancária × educação libertadora. Na escola \"bancária\", o professor deposita conteúdos e o aluno os guarda e devolve na prova. Na educação libertadora, educador e educando investigam juntos a realidade. - Ninguém é ignorante de tudo. O pedreiro que não sabe ler sabe levantar uma parede. Todo mundo ensina e todo mundo aprende. - Educar é um ato político. Não existe educação neutra: ou ela ajuda as pessoas a se adaptar ao mundo como ele é, ou as ajuda a compreendê-lo para transformá-lo. - Diálogo. Sem escuta e sem respeito pelo saber do outro, não há educação, só adestramento. A volta Com a anistia, Freire voltou ao Brasil em 1980. Deu aulas em universidades e, de 1989 a 1991, foi secretário de Educação da cidade de São Paulo. Morreu em 2 de maio de 1997. Desde 2012, é por lei o Patrono da Educação Brasileira . Por que ele importa aqui Este instituto tenta seguir o que ele ensinou: partir das perguntas reais de quem trabalha, usar linguagem simples, respeitar o tempo de cada pessoa e lembrar que quem aprende também tem o que ensinar. Se você sabe algo que não está aqui, contribua."},{"kind":"trilha","title":"As revoluções socialistas","href":"/trilhas/revolucoes-socialistas","area":"Socialismo","context":"Ensino médio","text":"Da Rússia de 1917 a Cuba, à China e à África: o que aconteceu, com conquistas, erros e debates. O século XX foi marcado por revoluções que tentaram construir sociedades sem exploração. Esta trilha conta essas histórias a partir de documentos e de historiadores, mostrando o que foi conquistado, o que deu errado e o que continua em debate."},{"kind":"aula","title":"Socialismo utópico e socialismo científico","href":"/trilhas/revolucoes-socialistas/socialismo-utopico-e-socialismo-cientifico","area":"Socialismo","context":"As revoluções socialistas","text":"Dos primeiros sonhadores de uma sociedade igualitária à análise de Marx e Engels sobre como ela pode nascer. Um mundo novo e brutal No começo do século XIX, a Revolução Industrial tinha enchido a Inglaterra e a França de fábricas, e as fábricas, de miséria. Jornadas de 14 horas, crianças de seis anos nas tecelagens, bairros operários sem esgoto. A Revolução Francesa prometera liberdade e igualdade, mas a igualdade tinha ficado só no papel. Foi nesse cenário que surgiram os primeiros pensadores chamados de socialistas : gente que dizia que a sociedade inteira, e não só os donos, deveria se beneficiar da riqueza produzida. Os utópicos Três nomes se destacam: - Henri de Saint-Simon (1760–1825), francês, defendia uma sociedade dirigida por quem produz, e não por nobres e rentistas. - Charles Fourier (1772–1837), francês, propôs comunidades cooperativas, os falanstérios, e foi um dos primeiros a dizer que o grau de liberdade de uma sociedade se mede pela liberdade das mulheres. - Robert Owen (1771–1858), industrial galês, reduziu a jornada, proibiu o trabalho de crianças pequenas e abriu escolas na sua fábrica de New Lanark, na Escócia. Depois tentou criar comunidades igualitárias, como New Harmony, nos Estados Unidos. Eles fizeram críticas certeiras ao capitalismo e imaginaram em detalhe como seria uma sociedade melhor. O limite estava no caminho: acreditavam que bastaria convencer as pessoas, inclusive os ricos e os governantes, com bons argumentos e experiências-modelo. As comunidades fracassaram, e nenhum poderoso abriu mão da sua fortuna por ter sido convencido. O nome \"utópico\" vem de Utopia (1516), livro em que Thomas More descreve uma ilha imaginária sem propriedade privada. A virada de Marx e Engels Karl Marx e Friedrich Engels reconheciam o valor desses pensadores, mas mudaram a pergunta. Em vez de \"como deveria ser a sociedade ideal?\", perguntaram: como a sociedade realmente funciona e muda? A resposta deles tem duas partes, que você encontra na trilha Introdução ao marxismo: 1. O materialismo histórico : as sociedades mudam quando a forma de produzir entra em choque com a forma como a riqueza é apropriada, e essa mudança se dá pela luta entre as classes. 2. A mais-valia : o lucro vem do trabalho não pago. A exploração não é maldade de um patrão; é o funcionamento normal do sistema. Daí a conclusão: o socialismo não será um presente dos de cima. Quem pode construí-lo é a classe trabalhadora , que produz tudo, não é dona de nada e é reunida aos milhares pelo próprio capitalismo. Engels chamou essa abordagem de socialismo científico . \"Científico\" aqui não quer dizer infalível: quer dizer que parte do estudo da realidade, e não de um desenho do mundo perfeito. Por que isso importa A diferença continua atual. Diante de um problema social, há quem proponha um bom projeto e espere a adesão de todos, e há quem pergunte: quem ganha com a situação atual, quem perde, e quem tem força para mudá-la?"},{"kind":"aula","title":"A Revolução Russa de 1917","href":"/trilhas/revolucoes-socialistas/a-revolucao-russa-de-1917","area":"Socialismo","context":"As revoluções socialistas","text":"Como operários, soldados e camponeses derrubaram um império e criaram o primeiro Estado socialista. A Rússia em 1917 No início do século XX, o Império Russo era governado por um czar com poder quase absoluto. A grande maioria da população era de camponeses pobres, muitos sem terra. Nas cidades, uma indústria recente concentrava milhares de operários em fábricas enormes, com salários baixos e jornadas longas. Em 1914 a Rússia entrou na Primeira Guerra Mundial. Em três anos, milhões de soldados russos tinham sido mortos, feridos ou capturados. Faltava pão nas cidades. O regime estava desmoralizado. Fevereiro: cai o czar Em 23 de fevereiro de 1917 (8 de março no calendário usado no resto da Europa), operárias têxteis de Petrogrado, a capital, entraram em greve no Dia Internacional da Mulher, pedindo pão. Em poucos dias a greve era geral. Os soldados enviados para reprimir passaram para o lado dos grevistas. Em 2 de março, o czar Nicolau II abdicou. Terminavam três séculos da dinastia Romanov. Surgiram então dois centros de poder: - o governo provisório , formado por políticos liberais e depois por socialistas moderados, que manteve a Rússia na guerra e adiou a reforma agrária; - os sovietes , conselhos eleitos nas fábricas, nos quartéis e nas aldeias, onde estava a confiança da população. Os historiadores chamam essa situação de duplo poder . De abril a outubro Em abril, Vladimir Lenin, dirigente do Partido Bolchevique, voltou do exílio e defendeu, nas Teses de Abril , que não se devia apoiar o governo provisório. As palavras de ordem dos bolcheviques resumiam o que a maioria queria: \"Paz, pão e terra\" e \"Todo o poder aos sovietes\" . A guerra continuava, a fome aumentava, os camponeses começavam a ocupar terras por conta própria. Em agosto, o general Kornilov tentou um golpe militar, barrado pela mobilização dos operários e soldados. Em setembro, os bolcheviques conquistaram a maioria nos sovietes de Petrogrado e de Moscou. Outubro: os sovietes tomam o poder Na noite de 24 para 25 de outubro (6 para 7 de novembro), destacamentos de operários armados, soldados e marinheiros, dirigidos pelo Comitê Militar Revolucionário do Soviete de Petrogrado, ocuparam pontes, estações, o telégrafo e, por fim, o Palácio de Inverno, sede do governo. Houve pouca resistência na capital. O II Congresso dos Sovietes, reunido naquela mesma noite, aprovou os primeiros decretos: - o Decreto sobre a Paz , que propunha a todos os países o fim imediato da guerra; - o Decreto sobre a Terra , que aboliu a propriedade dos grandes latifundiários e entregou a terra aos camponeses. Nos meses seguintes vieram a jornada de oito horas, o controle operário nas fábricas, a igualdade de direitos entre mulheres e homens, o divórcio e a separação entre Igreja e Estado. Guerra civil e fundação da União Soviética A revolução não terminou ali. Em janeiro de 1918, a Assembleia Constituinte, na qual os bolcheviques eram minoria, foi dissolvida depois de um único dia de sessão. Em março, o novo governo assinou a paz com a Alemanha, cedendo grandes territórios. Logo começou a guerra civil (1918–1921): de um lado, o Exército Vermelho; de outro, os exércitos \"brancos\", de antigos generais do czar, apoiados por tropas enviadas por vários países, entre eles Reino Unido, França, Estados Unidos e Japão. Os vermelhos venceram, mas o país saiu arrasado: milhões de mortos pela guerra, pela fome e por epidemias. Foram anos de medidas duras, de repressão aos opositores e de crises, como a revolta dos marinheiros de Kronstadt, em 1921, esmagada pelo governo. Em dezembro de 1922 foi fundada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas . Por que ela importa Pela primeira vez, um Estado dirigido em nome dos trabalhadores durava mais que alguns meses (a Comuna de Paris tinha resistido 72 dias). A revolução inspirou movimentos operários e de libertação nacional em todo o mundo e obrigou governos de muitos países a conceder direitos sociais. Os caminhos que ela tomou depois, com conquistas e tragédias, são o assunto das próximas aulas."},{"kind":"aula","title":"Quem foi Lenin","href":"/trilhas/revolucoes-socialistas/quem-foi-lenin","area":"Socialismo","context":"As revoluções socialistas","text":"A vida e as ideias do principal dirigente da Revolução Russa. Da juventude ao exílio Vladimir Ilitch Ulianov nasceu em 1870, em Simbirsk, cidade do rio Volga, em uma família de professores. Quando tinha 17 anos, seu irmão mais velho, Aleksandr, foi enforcado por participar de um plano para matar o czar. Vladimir formou-se em direito, aproximou-se dos círculos marxistas de São Petersburgo e, em 1895, foi preso por organizar operários. Passou três anos desterrado na Sibéria. Livre, viveu a maior parte dos dezessete anos seguintes no exílio, na Suíça, na Alemanha, na Inglaterra e na França, escrevendo e organizando o partido à distância. Foi nessa época que adotou o pseudônimo Lenin . As ideias principais O partido. Em Que Fazer? (1902), Lenin sustentou que a luta por salários, sozinha, não leva à consciência socialista, e que os trabalhadores precisam de um partido disciplinado, formado por militantes dedicados, capaz de ligar cada luta local à luta pelo poder. Em 1903, uma divergência sobre a organização dividiu os socialistas russos em bolcheviques (a \"maioria\" naquela votação, com Lenin) e mencheviques (a \"minoria\"). O imperialismo. Em 1916, em plena guerra mundial, escreveu que o capitalismo havia entrado na fase dos monopólios e do capital financeiro, em que as grandes potências disputam o planeta. A guerra não era um acidente: era consequência dessa disputa. O Estado. Em O Estado e a Revolução (1917), retomou Marx e Engels para afirmar que o Estado não é neutro: é um instrumento da classe dominante. Os trabalhadores não poderiam simplesmente assumir a máquina existente; teriam de substituí-la por um poder próprio, baseado em conselhos, como na Comuna de Paris. No poder Em 1917, Lenin dirigiu o Partido Bolchevique na Revolução de Outubro e tornou-se o chefe do primeiro governo soviético. Nos anos seguintes: - insistiu na paz imediata com a Alemanha, assinada em março de 1918 à custa de grandes perdas de território; - sobreviveu, em agosto de 1918, a um atentado a tiros que o deixou gravemente ferido; - dirigiu o país durante a guerra civil, período em que o governo recorreu à repressão política, à polícia secreta (a Tcheka) e à proibição dos outros partidos; - em 1921, diante da fome e de revoltas, propôs a Nova Política Econômica (NEP), que voltou a permitir o pequeno comércio. Os últimos anos A partir de 1922, uma série de derrames o afastou do trabalho. Em notas ditadas no fim daquele ano, conhecidas como \"Carta ao Congresso\", avaliou os principais dirigentes do partido e sugeriu que Stalin fosse retirado do cargo de secretário-geral, por concentrar poder demais e ser \"demasiado rude\". O texto só foi divulgado amplamente décadas depois. Lenin morreu em 21 de janeiro de 1924, aos 53 anos. Contra a vontade de sua companheira, Nadejda Krupskaia, o corpo foi embalsamado e está exposto até hoje em um mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou. Como é lembrado Poucos personagens do século XX dividem tanto as opiniões. Para milhões, foi o dirigente que mostrou que os trabalhadores podiam governar e que deu impulso à luta contra o colonialismo. Seus críticos apontam que o regime de partido único e a repressão dos primeiros anos abriram caminho para o que veio depois. Conhecer os seus textos é o melhor ponto de partida para formar a própria opinião."},{"kind":"aula","title":"A União Soviética: da revolução à dissolução","href":"/trilhas/revolucoes-socialistas/a-uniao-sovietica-da-revolucao-a-dissolucao","area":"Socialismo","context":"As revoluções socialistas","text":"Sete décadas em uma aula: industrialização, guerra, conquistas sociais, repressão, estagnação e fim. Os anos 1920: reconstrução e disputa A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi fundada em dezembro de 1922, ao fim da guerra civil. Reunia a Rússia e outras repúblicas do antigo império; chegaria a ter quinze. A economia, arrasada, foi reanimada pela Nova Política Econômica, que permitia o pequeno comércio. Com a doença e a morte de Lenin, em 1924, abriu-se uma disputa pelos rumos do país, assunto da próxima aula. No fim da década, Josef Stalin, secretário-geral do partido, havia concentrado o poder. Os anos 1930: planos quinquenais e terror A partir de 1928, os planos quinquenais dirigiram toda a economia para a indústria pesada. Em dez anos, um país agrário tornou-se a segunda potência industrial do mundo, enquanto o Ocidente afundava na crise de 1929. Milhões de pessoas aprenderam a ler, o ensino e a saúde tornaram-se públicos e gratuitos, o desemprego desapareceu. O custo humano foi imenso. A coletivização forçada da agricultura (1929–1933) desorganizou o campo e, somada às requisições de grãos, provocou uma fome que matou milhões de pessoas, sobretudo na Ucrânia, no Cazaquistão e no sul da Rússia. Entre 1936 e 1938, o período conhecido como Grande Terror , a polícia política prendeu e fuzilou centenas de milhares de pessoas, entre elas a maior parte dos antigos dirigentes bolcheviques. Milhões passaram pelos campos de trabalho forçado, o Gulag. A guerra contra o nazismo Em 22 de junho de 1941, a Alemanha nazista invadiu a URSS com mais de três milhões de soldados. A guerra na frente oriental foi a mais destrutiva da história. O cerco de Leningrado durou quase 900 dias. Em Stalingrado (1942–1943), o Exército Vermelho impôs aos nazistas a derrota que mudou o rumo da guerra, e, em maio de 1945, tomou Berlim. Cerca de 27 milhões de soviéticos morreram. A maior parte das forças armadas alemãs foi destruída nessa frente. Depois de 1945: superpotência A URSS saiu da guerra como uma das duas superpotências, em disputa com os Estados Unidos: era a Guerra Fria. Stalin morreu em 1953. Em 1956, o novo dirigente, Nikita Khruschov, denunciou em um relatório ao congresso do partido os crimes e o \"culto à personalidade\" de Stalin; milhares de presos foram libertados. Vieram anos de avanços visíveis: o primeiro satélite artificial, o Sputnik (1957); o primeiro ser humano no espaço, Yuri Gagarin (1961); moradia, educação superior e saúde ao alcance da maioria. A URSS também apoiou movimentos de independência na África e na Ásia. Ao mesmo tempo, não havia liberdade de imprensa nem de organização fora do partido, e os levantes na Hungria (1956) e na Tchecoslováquia (1968) foram reprimidos por tropas soviéticas. Estagnação e fim Nos anos 1970, sob Leonid Brejnev, o crescimento econômico perdeu fôlego. A corrida armamentista e a guerra no Afeganistão (1979–1989) pesavam no orçamento; faltavam bens de consumo; a burocracia se distanciava da população. Em 1985, Mikhail Gorbatchov chegou ao poder e lançou a perestroika (reestruturação econômica) e a glasnost (transparência). As reformas não reverteram a crise e abriram espaço para movimentos de independência nas repúblicas. Em 1989 caíram os governos aliados do Leste Europeu. Em agosto de 1991, uma tentativa de golpe contra Gorbatchov fracassou; em dezembro, os presidentes da Rússia, da Ucrânia e de Belarus declararam extinta a União. No dia 25, Gorbatchov renunciou. Nos anos seguintes, a privatização acelerada na Rússia derrubou a produção e a expectativa de vida e criou uma camada de bilionários. Como avaliar Não existe um balanço único. Há quem destaque a industrialização, a derrota do nazismo, os direitos sociais e o apoio às lutas anticoloniais. Há quem destaque a repressão, a falta de liberdades políticas e o peso da burocracia. Há quem afirme que as duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo. Entre os próprios marxistas, as explicações para o fim da URSS são muitas. O importante é estudar os fatos e as fontes antes de repetir qualquer conclusão pronta."},{"kind":"aula","title":"Stalin e Trotsky: o debate sobre os rumos da revolução","href":"/trilhas/revolucoes-socialistas/stalin-e-trotsky-o-debate-sobre-os-rumos-da-revolucao","area":"Socialismo","context":"As revoluções socialistas","text":"Duas respostas diferentes à pergunta que dividiu o movimento comunista: o que fazer depois de tomar o poder em um país isolado? Dois revolucionários Leon Trotsky (1879–1940), nascido Lev Bronstein na Ucrânia, presidiu o Soviete de Petrogrado em 1905 e em 1917, dirigiu o Comitê Militar Revolucionário que organizou a insurreição de outubro e criou e comandou o Exército Vermelho na guerra civil. Era orador e escritor brilhante. Josef Stalin (1878–1953), nascido Iossif Djugashvili na Geórgia, era militante bolchevique desde o início do século, passou anos preso e desterrado e, em abril de 1922, tornou-se secretário-geral do partido. O cargo, de aparência administrativa, controlava as nomeações em todo o país. Os dois faziam parte da direção quando Lenin adoeceu. O problema: uma revolução isolada Os bolcheviques esperavam que a revolução na Rússia fosse o primeiro passo de uma revolução europeia. Não foi: os levantes na Alemanha e na Hungria foram derrotados. Em 1924, a URSS estava sozinha, pobre, cercada de países hostis, com uma classe operária pequena e exausta. O que fazer? As duas respostas Tema Stalin e a maioria da direção Trotsky e a Oposição de Esquerda --- --- --- Revolução mundial A URSS pode construir o socialismo com as próprias forças: socialismo em um só país Sem vitórias em países mais desenvolvidos, a revolução russa degenera: revolução permanente Economia Primeiro, manter a aliança com os camponeses; a partir de 1928, industrialização acelerada e coletivização forçada Industrialização planejada desde cedo, mas sem coletivização à força Partido Unidade e disciplina; proibição das frações Mais debate interno; crítica ao crescimento da burocracia Para os partidários de Stalin, a outra linha era aventureira e colocava em risco o único Estado operário do mundo. Para os de Trotsky, a linha oficial subordinava a revolução mundial aos interesses de uma camada de funcionários. O desfecho A disputa foi decidida dentro do aparelho do partido. Trotsky foi afastado do comando do exército em 1925, expulso do partido em 1927, desterrado em 1928 e banido da URSS em 1929. Viveu na Turquia, na França, na Noruega e, por fim, no México, onde foi recebido pelos pintores Diego Rivera e Frida Kahlo. No exílio escreveu A Revolução Traída (1936) e fundou, em 1938, a Quarta Internacional. Na URSS, os Processos de Moscou (1936–1938) condenaram à morte antigos dirigentes da revolução, acusados de conspirar com Trotsky e com potências estrangeiras. As confissões foram obtidas sob coação, e as vítimas foram reabilitadas décadas depois pelo próprio Estado soviético. Em 20 de agosto de 1940, Trotsky foi atacado em casa por Ramón Mercader, agente da polícia secreta soviética, e morreu no dia seguinte. Stalin dirigiu a URSS até morrer, em 1953: os anos da industrialização, do Grande Terror e da vitória sobre o nazismo, vistos na aula anterior. Um debate que continua Até hoje, organizações de esquerda no mundo inteiro se definem em parte por sua posição nesse debate. Algumas reivindicam o legado de Stalin, lembrando a construção da indústria e a derrota de Hitler. Outras reivindicam o de Trotsky, lembrando a sua crítica à burocracia. Outras ainda criticam os dois. Os historiadores, por sua vez, discutem o quanto o resultado dependeu das pessoas e o quanto dependeu das condições de um país atrasado e isolado. Este instituto não toma partido nessa disputa. A recomendação é a de sempre: leia os dois, nas fontes indicadas acima, e compare com o trabalho dos historiadores."},{"kind":"aula","title":"Che Guevara e a Revolução Cubana","href":"/trilhas/revolucoes-socialistas/che-guevara-e-a-revolucao-cubana","area":"Socialismo","context":"As revoluções socialistas","text":"Como um pequeno grupo de guerrilheiros derrubou uma ditadura a 150 quilômetros dos Estados Unidos, e quem foi o médico argentino que se tornou símbolo. Cuba antes de 1959 No começo dos anos 1950, Cuba era formalmente independente, mas a sua economia girava em torno do açúcar vendido aos Estados Unidos, e empresas norte-americanas controlavam grande parte das terras, das usinas e dos serviços. Em 1952, o general Fulgencio Batista deu um golpe de Estado e instalou uma ditadura. Em 26 de julho de 1953, um grupo de jovens liderado pelo advogado Fidel Castro atacou o quartel Moncada, em Santiago de Cuba. O ataque fracassou; muitos foram mortos e Fidel foi preso. Sua defesa no tribunal ficou conhecida pela frase final: \"A história me absolverá\". Anistiado em 1955, exilou-se no México. O médico argentino Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 14 de junho de 1928, em Rosário, na Argentina. Asmático desde criança, formou-se em medicina. Ainda estudante, percorreu a América do Sul de motocicleta e viu de perto a pobreza de mineiros, camponeses e doentes de hanseníase. Em 1954 estava na Guatemala quando o governo eleito de Jacobo Árbenz, que fazia uma reforma agrária, foi derrubado por um golpe apoiado pelos Estados Unidos. No México, em 1955, conheceu Fidel Castro e entrou para o grupo como médico. \"Che\" é uma interjeição típica dos argentinos; os cubanos fizeram dela o seu apelido. Do Granma à vitória Em dezembro de 1956, 82 homens desembarcaram em Cuba vindos do México no pequeno iate Granma . Foram atacados logo depois; os poucos sobreviventes se refugiaram na Sierra Maestra . Ali, com apoio dos camponeses e de uma rede clandestina nas cidades, a guerrilha cresceu. Guevara tornou-se comandante. No fim de 1958, a coluna de Che tomou a cidade de Santa Clara. Em 1º de janeiro de 1959 , Batista fugiu do país. As transformações Nos primeiros anos, o governo revolucionário: - fez a reforma agrária , limitando o tamanho das propriedades; - nacionalizou usinas, refinarias, bancos e empresas estrangeiras; - realizou, em 1961, a campanha de alfabetização , com cerca de 250 mil voluntários, muitos deles adolescentes; - criou sistemas públicos e gratuitos de saúde e de educação. Os Estados Unidos reagiram com um bloqueio econômico, em vigor até hoje e condenado todos os anos pela Assembleia Geral da ONU, e apoiaram, em abril de 1961, a invasão da Baía dos Porcos , derrotada em três dias. Cuba aproximou-se da União Soviética. Em outubro de 1962, a instalação de mísseis soviéticos na ilha levou o mundo à beira de uma guerra nuclear, na chamada Crise dos Mísseis. Che no governo e fora dele Guevara presidiu o Banco Nacional e foi ministro da Indústria. Defendia que o socialismo não era só uma mudança econômica: exigia formar um ser humano novo, movido pela solidariedade. É a ideia central de O socialismo e o homem em Cuba (1965). Também comandou a fortaleza de La Cabaña nos primeiros meses de 1959, quando tribunais revolucionários julgaram e condenaram ao fuzilamento integrantes da ditadura de Batista acusados de tortura e assassinato; esses julgamentos são criticados até hoje por organizações de direitos humanos. Em 1965, Che deixou os cargos para apoiar movimentos guerrilheiros em outros países: primeiro no Congo, depois na Bolívia . Ali, isolado, foi capturado pelo exército boliviano, que contava com assessoria da CIA, em 8 de outubro de 1967. Foi executado no dia seguinte, no povoado de La Higuera, aos 39 anos. Seus restos mortais foram localizados em 1997 e levados para Santa Clara. Símbolo e debate A fotografia feita por Alberto Korda em 1960 tornou o rosto de Che uma das imagens mais reproduzidas do mundo. Para muitos, ele representa a coerência entre o que se diz e o que se faz, e a solidariedade entre os povos. Seus críticos apontam os fuzilamentos de 1959 e o regime de partido único que se consolidou em Cuba. Os defensores da revolução lembram os indicadores de saúde e de educação da ilha e as décadas de bloqueio. Como sempre, vale conhecer os fatos e as fontes antes de formar opinião."},{"kind":"trilha","title":"Astronáutica e a corrida espacial","href":"/trilhas/corrida-espacial","area":"Astronomia e astronáutica","context":"Ensino médio","text":"Como a humanidade saiu da Terra: foguetes, satélites e os primeiros voos. "},{"kind":"aula","title":"O Sputnik e o começo da era espacial","href":"/trilhas/corrida-espacial/o-sputnik-e-o-comeco-da-era-espacial","area":"Astronomia e astronáutica","context":"Astronáutica e a corrida espacial","text":"A esfera de metal que a União Soviética pôs em órbita em 1957 e por que ela mudou o mundo. Bip, bip, bip Na noite de 4 de outubro de 1957 , um foguete decolou de uma base no Cazaquistão, então parte da União Soviética. Minutos depois, soltou no espaço uma esfera de alumínio polido de 58 centímetros de diâmetro e 83,6 quilos, com quatro antenas compridas. Era o Sputnik 1 , o primeiro satélite artificial da Terra. Sputnik quer dizer \"companheiro de viagem\" em russo. O satélite dava uma volta no planeta a cada 96 minutos, aproximadamente, e transmitia um sinal de rádio simples, um \"bip-bip\" que radioamadores do mundo inteiro conseguiam captar. As baterias duraram três semanas. O satélite continuou em órbita, em silêncio, até se desintegrar na atmosfera em 4 de janeiro de 1958. Como se põe algo em órbita Jogue uma pedra para a frente: ela faz uma curva e cai. Jogue com mais força: cai mais longe. Se fosse possível lançá-la a cerca de 28 mil quilômetros por hora , ela cairia sem nunca chegar ao chão, porque a superfície da Terra se curva por baixo dela na mesma medida. Isso é estar em órbita: cair o tempo todo em volta do planeta. Para atingir essa velocidade é preciso um foguete muito potente. O que lançou o Sputnik era o R-7 , desenvolvido pela equipe do engenheiro Serguei Koroliov , cuja identidade o governo soviético manteve em segredo até a sua morte, em 1966. Por que foi a União Soviética Doze anos antes, o país saíra da Segunda Guerra com cidades em ruínas e 27 milhões de mortos. Mesmo assim, o Estado soviético investiu de forma planejada em educação científica e em engenharia. Os foguetes tinham também um objetivo militar: o R-7 foi projetado como míssil capaz de levar uma bomba nuclear a outro continente, em plena Guerra Fria. O lançamento ocorreu durante o Ano Geofísico Internacional (1957–1958), em que cientistas de dezenas de países estudavam a Terra em conjunto. Os Estados Unidos também haviam anunciado que lançariam um satélite, e a opinião pública do Ocidente dava como certo que seriam os primeiros. O susto A notícia caiu como uma bomba nos Estados Unidos. Se os soviéticos podiam pôr um satélite em órbita, podiam atingir qualquer ponto do planeta. E um mês depois, em 3 de novembro, lançaram o Sputnik 2, com a cadela Laika a bordo. A reação foi rápida: - em janeiro de 1958, os Estados Unidos lançaram o seu primeiro satélite, o Explorer 1; - no mesmo ano, criaram a NASA ; - o governo aumentou muito as verbas para o ensino de ciências e de matemática. Começava a corrida espacial , que levaria seres humanos à órbita em 1961 e à Lua em 1969. O que ficou Hoje há milhares de satélites em funcionamento. Eles fazem a previsão do tempo, transmitem televisão e internet, guiam navios, aviões e celulares, monitoram o desmatamento e as queimadas. Tudo começou com uma esfera que só sabia fazer bip. Para praticar 1. Calcule: se o Sputnik dava uma volta a cada 96 minutos, quantas voltas dava em um dia? 2. Pesquise que satélites o Brasil opera e para que servem. Anote as fontes."},{"kind":"aula","title":"Laika, Gagarin e Tereshkova","href":"/trilhas/corrida-espacial/laika-gagarin-e-tereshkova","area":"Astronomia e astronáutica","context":"Astronáutica e a corrida espacial","text":"Os primeiros seres vivos a ir ao espaço: uma cadela das ruas de Moscou, o filho de camponeses e a operária têxtil. Laika Antes de arriscar uma vida humana, era preciso saber se um ser vivo aguentaria o lançamento e a falta de peso. Os soviéticos fizeram os testes com cães recolhidos das ruas de Moscou, acostumados ao frio e à fome. Em 3 de novembro de 1957 , um mês depois do Sputnik, o Sputnik 2 levou ao espaço a cadela Laika . Ela foi o primeiro animal a entrar em órbita da Terra e provou que um organismo sobrevivia ao lançamento. Mas a missão não tinha como trazê-la de volta: a tecnologia de retorno ainda não existia. Durante décadas, a versão oficial dizia que ela vivera vários dias. Em 2002, um cientista do programa revelou que Laika morreu poucas horas depois da decolagem, por superaquecimento da cabine. Em agosto de 1960, as cadelas Belka e Strelka passaram um dia em órbita e voltaram vivas. O caminho estava aberto. Gagarin Yuri Gagarin nasceu em 1934 em uma aldeia perto de Smolensk. O pai era carpinteiro e a mãe trabalhava em uma fazenda coletiva. Na infância viveu a ocupação nazista. Foi aprendiz de fundidor, entrou para um aeroclube e tornou-se piloto militar. Em 12 de abril de 1961 , aos 27 anos, decolou a bordo da nave Vostok 1 . No momento do lançamento, disse uma palavra que entrou para a história: \"Poiekhali!\" (\"Vamos lá!\"). Deu uma volta completa em torno da Terra e pousou 108 minutos depois da decolagem. Como estava previsto, ejetou-se da cápsula a sete quilômetros de altura e desceu de paraquedas em um campo, para espanto de uma camponesa e de sua neta. Tornou-se o homem mais famoso do planeta e viajou por dezenas de países, entre eles o Brasil. Morreu em 27 de março de 1968, aos 34 anos, na queda de um avião de treinamento. O dia 12 de abril é hoje, por decisão da ONU, o Dia Internacional do Voo Espacial Tripulado. Tereshkova Valentina Tereshkova nasceu em 1937 em uma aldeia da região de Iaroslavl. O pai, tratorista, morreu na guerra; a mãe era operária têxtil. Valentina começou a trabalhar aos 17 anos e logo estava, como a mãe, em uma fábrica de tecidos. Estudava à noite e, nas horas vagas, saltava de paraquedas em um aeroclube. Depois do voo de Gagarin, o programa espacial selecionou um grupo de mulheres. A experiência com paraquedas contava muito, porque os cosmonautas da Vostok se ejetavam antes do pouso. Tereshkova foi a escolhida. Em 16 de junho de 1963 , ela decolou na Vostok 6 . Ficou quase três dias no espaço e deu 48 voltas em torno da Terra: mais tempo em órbita do que todos os astronautas norte-americanos tinham somado até então. Seu código de chamada era Tchaika , \"gaivota\". Continua sendo a única mulher a ter feito um voo espacial sozinha. Os Estados Unidos só enviariam uma mulher ao espaço vinte anos depois, em 1983. O que essas histórias dizem Um piloto filho de carpinteiro e uma operária têxtil foram os primeiros representantes da humanidade no espaço. Isso não aconteceu por acaso: foi resultado de um sistema de ensino público que levava filhas e filhos de trabalhadores até a universidade e os aeroclubes. A corrida espacial tinha um lado militar e de propaganda, dos dois lados. Mas também mostrou o que um país consegue quando investe em ciência e em educação para todos. Para praticar 1. Monte uma linha do tempo de 1957 a 1969 com os principais marcos da corrida espacial, soviéticos e norte-americanos. 2. Pesquise quem foi Aleksei Leonov e o que ele fez em 18 de março de 1965."},{"kind":"trilha","title":"Chinês do zero","href":"/trilhas/chines-do-zero","area":"Chinês (mandarim)","context":"Ensino fundamental","text":"Tons, pinyin e os primeiros caracteres do mandarim. "},{"kind":"aula","title":"Pinyin e os quatro tons","href":"/trilhas/chines-do-zero/pinyin-e-os-quatro-tons","area":"Chinês (mandarim)","context":"Chinês do zero","text":"O alfabeto que ensina a pronunciar o mandarim e a melodia que muda o sentido de cada sílaba. Uma língua, dois sistemas O chinês é escrito com caracteres : 你好 (olá), 中国 (China), 谢谢 (obrigado). Cada caractere corresponde a uma sílaba e tem um sentido, mas o seu desenho não diz como ele é pronunciado. Para resolver isso existe o pinyin : um sistema que escreve os sons do mandarim com as letras do nosso alfabeto. Ele foi adotado oficialmente pela China em 1958 e é hoje o padrão internacional. É com o pinyin que as crianças chinesas aprendem a ler e é com ele que se digita chinês no celular. 你好 escreve-se, em pinyin, nǐ hǎo . O mandarim padrão, baseado na fala de Pequim, chama-se pǔtōnghuà (普通话), \"língua comum\". A sílaba chinesa Toda sílaba tem até três partes: - uma inicial (a consoante do começo); - uma final (a vogal ou o grupo de vogais, às vezes terminado em n ou ng); - um tom . Em hǎo : inicial h , final ao , terceiro tom. Os quatro tons Em português, mudar a melodia de uma palavra muda a intenção: \"Pronto.\" e \"Pronto?\". Em mandarim, a melodia faz parte da própria palavra: a mesma sílaba, com tons diferentes, forma palavras diferentes . Tom Marca Como soa Exemplo Sentido --- --- --- --- --- 1º ā alto e reto, como uma nota sustentada mā 妈 mãe 2º á sobe, como em \"Hã?\" má 麻 cânhamo 3º ǎ desce e sobe mǎ 马 cavalo 4º à desce de uma vez, como uma ordem: \"Já!\" mà 骂 repreender, xingar neutro a curto e leve, sem marca ma 吗 partícula de pergunta O acento do pinyin não indica sílaba forte, como em português: ele desenha a melodia . A linha reta do primeiro tom, a subida do segundo, o \"v\" do terceiro, a descida do quarto. Letras que enganam O pinyin usa as nossas letras, mas algumas representam sons bem diferentes dos do português: Pinyin Som aproximado Exemplo --- --- --- q \"tch\" com sopro qī (sete) x \"ch\" suave, com a língua atrás dos dentes de baixo xièxie (obrigado) zh \"dj\" com a ponta da língua virada para trás Zhōngguó (China) c \"ts\" com sopro cài (prato, verdura) z \"dz\" zài (estar em) r parecido com o \"r\" do inglês rén (pessoa) h \"r\" de \"rato\", mais leve hǎo (bom) ü \"i\" com os lábios em bico, como o \"u\" francês nǚ (mulher) Primeiras palavras Caracteres Pinyin Sentido --- --- --- 你好 nǐ hǎo olá 谢谢 xièxie obrigado, obrigada 再见 zàijiàn até logo 中国 Zhōngguó China 巴西 Bāxī Brasil Uma curiosidade útil: quando dois terceiros tons se encontram, o primeiro vira segundo. Por isso nǐ hǎo se pronuncia \"ní hǎo\". Para praticar 1. Abra a ferramenta de pronúncia, escolha \"中文\" e cole: 妈 麻 马 骂. Ouça devagar várias vezes e tente imitar a melodia. 2. Faça o mesmo com 你好, 谢谢 e 再见. 3. Desenhe no ar, com a mão, a linha de cada tom enquanto fala. Parece bobo, e funciona."},{"kind":"trilha","title":"Cidadania","href":"/trilhas/politica-fundamental","area":"Política e cidadania","context":"Ensino fundamental","text":"Como o país é governado e como participar. "},{"kind":"aula","title":"Os três poderes","href":"/trilhas/politica-fundamental/os-tres-poderes","area":"Política e cidadania","context":"Cidadania","text":"Quem faz as leis, quem as executa e quem julga: como o poder é dividido no Brasil e por quê. Por que dividir o poder Quando uma só pessoa ou um só grupo faz as leis, aplica as leis e julga quem as descumpre, nada o impede de abusar. Foi pensando nos reis absolutos do seu tempo que o francês Montesquieu defendeu, em 1748, que o poder do Estado fosse repartido, de modo que \"o poder freie o poder\". A Constituição brasileira de 1988 adota essa ideia logo no artigo 2º: são poderes da União, independentes e harmônicos entre si , o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Legislativo: faz as leis e fiscaliza No plano federal é o Congresso Nacional , com duas casas: Câmara dos Deputados Senado Federal --- --- --- Representa a população os estados e o Distrito Federal Quantos 513 deputados 81 senadores (3 por unidade) Mandato 4 anos 8 anos O número de deputados de cada estado depende da sua população, com um mínimo de 8 e um máximo de 70. Além de votar leis e o orçamento, o Legislativo fiscaliza o Executivo, com a ajuda do Tribunal de Contas, e pode investigar por meio de comissões parlamentares de inquérito (CPIs). Executivo: governa e administra É chefiado pelo presidente da República , eleito por voto direto para um mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição seguida. Com os ministros, ele executa as leis e o orçamento, administra os serviços públicos e conduz a política externa. Também pode propor leis e editar medidas provisórias, que precisam ser confirmadas pelo Congresso. Judiciário: julga Decide os conflitos com base nas leis e na Constituição. No topo está o Supremo Tribunal Federal (STF), com 11 ministros, guardião da Constituição: cabe a ele dizer se uma lei ou um ato do governo a contraria. Juízes não são eleitos; ingressam por concurso, e os ministros do Supremo são indicados pelo presidente e aprovados pelo Senado. O Ministério Público e a Defensoria Pública não são poderes, mas são instituições independentes: um defende a sociedade e fiscaliza o cumprimento da lei; a outra defende quem não pode pagar advogado. Um freia o outro Quem Pode Sobre quem --- --- --- Presidente vetar um projeto de lei Legislativo Congresso derrubar o veto; julgar o presidente em processo de impeachment Executivo Supremo declarar uma lei inconstitucional Legislativo e Executivo Senado aprovar ou rejeitar os indicados ao Supremo Judiciário e Executivo Nos estados e nos municípios A divisão se repete, com outros nomes: Legislativo Executivo Judiciário --- --- --- --- União Congresso Nacional presidente tribunais federais e superiores Estado Assembleia Legislativa governador Tribunal de Justiça Município Câmara de Vereadores prefeito não tem Judiciário próprio E o povo? O artigo 1º da Constituição diz que todo o poder emana do povo , que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. O voto é só uma das formas. Há também o plebiscito, o referendo, os projetos de lei de iniciativa popular, os conselhos de políticas públicas e as audiências. No papel, os três poderes se equilibram. Na prática, o dinheiro pesa nas eleições, o acesso à Justiça é desigual e grupos econômicos pressionam os três. Por isso a organização popular, em sindicatos, associações e movimentos, sempre foi a forma de quem trabalha fazer valer a sua parte desse poder. Para praticar 1. Descubra quem são os três senadores do seu estado e quantos deputados federais ele elege. 2. Quantos vereadores tem a câmara do seu município? Quando ela se reúne? As sessões são abertas ao público."},{"kind":"trilha","title":"Economia do dia a dia","href":"/trilhas/economia-fundamental","area":"Economia","context":"Ensino fundamental","text":"Dinheiro, preço, salário, juros e dívida, sem economês. "},{"kind":"aula","title":"Juros: o preço do dinheiro","href":"/trilhas/economia-fundamental/juros-o-preco-do-dinheiro","area":"Economia","context":"Economia do dia a dia","text":"O que são juros, por que os compostos fazem a dívida explodir e como se defender. Aluguel de dinheiro Quem aluga uma casa paga pelo tempo em que a usa. Com o dinheiro é igual: quem pega emprestado paga um aluguel a quem emprestou. Esse aluguel se chama juro . Você paga juros quando parcela uma compra, usa o cheque especial, deixa a fatura do cartão para depois ou faz um empréstimo. Você recebe juros quando guarda dinheiro na poupança ou em outra aplicação: nesse caso, é você quem está emprestando ao banco. O tamanho do juro é dado pela taxa , uma porcentagem por período: 2% ao mês, 12% ao ano. (Se porcentagem ainda é um problema, veja a aula Porcentagem.) Juros simples Nos juros simples, a taxa incide sempre sobre o valor inicial . R$ 1.000 emprestados a 10% ao mês rendem R$ 100 de juros por mês. Em 12 meses: R$ 1.200 de juros. Total: R$ 2.200 . Juros compostos Nos juros compostos, a taxa incide sobre tudo o que já se acumulou : o valor inicial mais os juros dos meses anteriores. É o \"juro sobre juro\". É assim que funcionam, na vida real, o cartão de crédito, o cheque especial, os empréstimos e também as aplicações. Os mesmos R$ 1.000 a 10% ao mês: Mês Dívida --- --- 0 R$ 1.000,00 1 R$ 1.100,00 2 R$ 1.210,00 3 R$ 1.331,00 6 R$ 1.771,56 12 R$ 3.138,43 No segundo mês, os 10% já são calculados sobre R$ 1.100, e não sobre R$ 1.000. Parece pouca diferença no começo. No fim de um ano, a dívida mais que triplicou. Por que isso pesa no Brasil As taxas cobradas das famílias brasileiras estão entre as mais altas do mundo. Segundo os dados do Banco Central, os juros do rotativo do cartão de crédito , cobrados de quem paga só uma parte da fatura, têm ficado acima de 400% ao ano. Desde janeiro de 2024, uma lei limita o total de juros e encargos dessa modalidade ao valor original da dívida: ela pode, no máximo, dobrar. Juros altos não são um fenômeno da natureza. São uma transferência de renda: de quem precisa de crédito para pagar as contas para quem tem dinheiro sobrando para emprestar. Quando a taxa básica de juros do país sobe, cresce também a parte do orçamento público que vai para os credores da dívida pública. Como se defender 1. Fuja do rotativo e do cheque especial. São os créditos mais caros que existem. 2. Compare o custo total , e não só a parcela. Peça sempre o Custo Efetivo Total (CET), que os bancos são obrigados a informar. 3. Desconfie de \"sem juros\". Pergunte o preço à vista: a diferença, muitas vezes, são juros embutidos. 4. Se a dívida já existe , procure trocar uma dívida cara por outra mais barata e renegocie. Os Procons e a Defensoria Pública orientam de graça. 5. Faça a conta antes. Use a ferramenta de juros compostos do instituto com os seus próprios números. Para praticar 1. Na ferramenta de juros compostos, simule uma dívida de R$ 500 a 12% ao mês por 12 meses, sem depósitos. Quanto se paga de juros? 2. Agora simule R$ 100 guardados todo mês, a 0,6% ao mês, por 10 anos. Quanto você depositou e quanto ganhou de juros? 3. Compare os dois resultados. O que eles dizem sobre quem ganha com os juros?"},{"kind":"trilha","title":"Espanhol do zero","href":"/trilhas/espanhol-do-zero","area":"Espanhol","context":"Ensino fundamental","text":"A língua dos nossos vizinhos, a partir do que o português já nos dá. "},{"kind":"aula","title":"Saudações e apresentações em espanhol","href":"/trilhas/espanhol-do-zero/saudacoes-e-apresentacoes-em-espanhol","area":"Espanhol","context":"Espanhol do zero","text":"Cumprimentar, dizer o nome, perguntar como a pessoa está e se despedir. Parecido, mas não igual Quem fala português entende muita coisa em espanhol sem nunca ter estudado. Isso ajuda a ler e atrapalha a falar: a tendência é misturar as duas línguas, o famoso \"portunhol\". Nesta trilha, o cuidado será sempre com os detalhes que mudam. Cumprimentar Espanhol Português Quando --- --- --- ¡Hola! Olá! a qualquer hora Buenos días Bom dia de manhã Buenas tardes Boa tarde à tarde Buenas noches Boa noite à noite (ao chegar e ao sair) Dois detalhes: - as saudações vão no plural : buenos días , e não \"buen día\" (que só se ouve em alguns países, como a Argentina); - o h nunca é pronunciado: hola soa \"ola\". A pontuação dupla Em espanhol, perguntas e exclamações são marcadas no começo e no fim : ¿ Cómo estás ? ¡ Qué bien ! O sinal invertido avisa o leitor, desde a primeira palavra, sobre a entonação da frase. Perguntar como a pessoa está - ¿Qué tal? (E aí? Tudo bem?) Serve para qualquer situação informal. - ¿Cómo estás? (Como você está?) Informal, com tú . - ¿Cómo está usted? (Como o senhor ou a senhora está?) Formal. Respostas: Muy bien, gracias. ¿Y tú? (Muito bem, obrigado. E você?) / Bien. / Más o menos. / Regular. Tú é o tratamento entre amigos, familiares e jovens. Usted mostra respeito ou distância. Na dúvida, com uma pessoa mais velha ou desconhecida, comece por usted . Apresentar-se Espanhol Português --- --- Me llamo Ana. Eu me chamo Ana. Soy Ana. Sou a Ana. ¿Cómo te llamas? Como você se chama? ¿Cómo se llama usted? Como o senhor (a senhora) se chama? Soy de Brasil. Sou do Brasil. ¿De dónde eres? De onde você é? Mucho gusto. Muito prazer. Encantado. / Encantada. Encantado. / Encantada. A letra dupla ll soa, na maior parte dos países, como o \"i\" de \"maio\" ou como \"dj\": me llamo é algo como \"me iamo\" ou \"me djamo\". Nunca como o \"l\" do português. Repare também: Soy de Brasil , sem artigo. Em espanhol, a maior parte dos nomes de países dispensa o \"o\" e o \"a\". Despedir-se - Adiós : tchau, adeus. - Hasta luego : até logo. - Hasta mañana : até amanhã. - Nos vemos : a gente se vê. - Chao (ou chau ): tchau, muito usado na América do Sul. Um diálogo — ¡Hola! Buenos días. Me llamo Carlos. ¿Y tú? — Hola, Carlos. Soy Marta. Mucho gusto. — Encantado. ¿De dónde eres, Marta? — Soy de Brasil, de Recife. ¿Y tú? — Yo soy de Chile. — ¡Qué bien! Bueno, hasta luego. — Hasta luego, Marta. Para praticar 1. Cole o diálogo na ferramenta de pronúncia, escolha \"Español\" e ouça devagar. Depois repita em voz alta. 2. Escreva a sua apresentação: nome, de onde você é e uma despedida. 3. Reescreva o diálogo no tratamento formal, com usted ."},{"kind":"trilha","title":"Física do dia a dia","href":"/trilhas/fisica-fundamental","area":"Física","context":"Ensino fundamental","text":"Movimento, energia, calor, som, luz e eletricidade, a partir do que se vê em casa. "},{"kind":"aula","title":"Movimento e velocidade média","href":"/trilhas/fisica-fundamental/movimento-e-velocidade-media","area":"Física","context":"Física do dia a dia","text":"O que significa estar em movimento, como calcular a velocidade média e como passar de km/h para m/s. Parado ou em movimento? Você está sentado em um ônibus na estrada. Está parado ou em movimento? As duas respostas estão certas: parado em relação ao banco, em movimento em relação ao poste lá fora. Em física, um corpo está em movimento quando a sua posição muda em relação a um referencial , isto é, um ponto ou objeto escolhido para comparação. Não existe movimento \"absoluto\": é sempre em relação a alguma coisa. A própria Terra, que parece imóvel, gira e viaja em volta do Sol. O caminho que o corpo percorre chama-se trajetória . Velocidade média Velocidade diz o quanto a posição muda em certo tempo. Para uma viagem inteira, calcula-se a velocidade média : velocidade média = distância percorrida ÷ tempo gasto Um ônibus que percorre 120 quilômetros em 2 horas: 120 km ÷ 2 h = 60 km/h Isso não quer dizer que o velocímetro marcou 60 o tempo todo. O ônibus parou no semáforo, acelerou na descida, ficou preso atrás de um caminhão. A média é a velocidade constante que faria o mesmo percurso no mesmo tempo. A velocidade em cada instante, a que o velocímetro mostra, é a velocidade instantânea . As três perguntas A mesma relação responde a três perguntas diferentes: Quero saber Faço --- --- a velocidade distância ÷ tempo a distância velocidade × tempo o tempo distância ÷ velocidade A 80 km/h, quanto tempo leva uma viagem de 200 km? 200 ÷ 80 = 2,5 horas, ou seja, duas horas e meia. Unidades: km/h e m/s No dia a dia usamos quilômetros por hora . Na ciência, a unidade padrão é o metro por segundo (m/s). Como 1 km tem 1000 metros e 1 hora tem 3600 segundos: - de km/h para m/s : divida por 3,6; - de m/s para km/h : multiplique por 3,6. Um carro a 72 km/h anda 72 ÷ 3,6 = 20 metros a cada segundo. É por isso que uma distração de dois segundos ao volante, para olhar o celular, significa 40 metros percorridos às cegas. Algumas velocidades para comparar O quê Velocidade aproximada --- --- Pessoa caminhando 5 km/h Ciclista na cidade 15 a 20 km/h Som no ar 1.235 km/h (343 m/s) Terra em volta do Sol 107.000 km/h Luz no vácuo 300.000 km por segundo Para praticar 1. Você caminha 3 km em 40 minutos. Qual é a sua velocidade média em km/h? (Atenção: transforme os minutos em hora.) 2. Um trem viaja a 90 km/h. Que distância percorre em 20 minutos? 3. A luz do Sol leva cerca de 500 segundos para chegar à Terra. A que distância está o Sol, aproximadamente?"},{"kind":"trilha","title":"História Antiga","href":"/trilhas/historia-antiga","area":"História","context":"Ensino fundamental","text":"Das primeiras cidades da Mesopotâmia à Biblioteca de Alexandria. Por que as primeiras cidades surgiram à beira de rios? Quem inventou a escrita, e para quê? Esta trilha percorre as primeiras civilizações e termina na biblioteca que inspira este projeto. As datas da Antiguidade costumam ser aproximadas. Quando você ler \"c.\" antes de um ano, leia \"cerca de\". A sigla a.C. significa \"antes de Cristo\" e d.C. , \"depois de Cristo\"."},{"kind":"aula","title":"Mesopotâmia: o berço da escrita","href":"/trilhas/historia-antiga/mesopotamia","area":"História","context":"História Antiga","text":"Como as primeiras cidades, a escrita e as leis escritas nasceram entre dois rios. Uma terra entre rios Mesopotâmia é uma palavra grega que significa \"terra entre rios\". Os rios são o Tigre e o Eufrates , e a região fica, em sua maior parte, onde hoje está o Iraque. Chovia pouco ali, mas as cheias dos rios deixavam o solo fértil. Para aproveitar essa água era preciso cavar canais e construir diques, um trabalho que exigia muita gente organizada. Dessa organização nasceram, por volta de 3500 a.C., algumas das primeiras cidades do mundo, como Uruk e Ur , erguidas pelos sumérios . Cada cidade funcionava como um pequeno país, com governo, exército e deus protetor próprios. Por isso são chamadas de cidades-estado . No centro delas ficava o zigurate , um templo em forma de torre com degraus. A invenção da escrita Com cidades grandes vieram depósitos de grãos, rebanhos e impostos, e ficou impossível guardar tudo de cabeça. Por volta de 3300 a.C., em Uruk, administradores começaram a fazer marcas em tabuletas de argila úmida para registrar quantidades. Com o tempo, esses sinais passaram a representar também sons e ideias. O instrumento usado, uma haste de junco, deixava marcas em forma de cunha, e daí vem o nome da escrita: cuneiforme (do latim cuneus , cunha). A escrita nasceu, portanto, como ferramenta de contabilidade. Só depois passou a registrar leis, cartas, orações e histórias. Leis e histórias - O Código de Hamurábi. Por volta de 1750 a.C., o rei Hamurábi, da Babilônia, mandou gravar em pedra um conjunto de quase 300 leis. Não é o código mais antigo que se conhece, mas é o mais completo e mais bem preservado da época. Ele trata de comércio, família, trabalho e crimes, e as punições variavam conforme a posição social dos envolvidos. - A Epopeia de Gilgamesh. Narra as aventuras de um rei de Uruk em busca da imortalidade. É uma das obras literárias mais antigas que chegaram até nós. O que ficou Os povos da Mesopotâmia contavam em base 60 . É por causa deles que a hora tem 60 minutos, o minuto tem 60 segundos e o círculo tem 360 graus. Também nos deixaram uma lição que atravessa esta trilha: o conhecimento só sobrevive quando é registrado. As tabuletas de argila, endurecidas pelo tempo e pelo fogo, duraram milhares de anos. Para refletir A escrita surgiu para resolver um problema prático de administração. Que outras invenções você conhece que nasceram para uma coisa e acabaram servindo para muitas outras?"},{"kind":"aula","title":"Egito Antigo: a civilização do Nilo","href":"/trilhas/historia-antiga/egito-antigo","area":"História","context":"História Antiga","text":"Como um rio no meio do deserto sustentou três mil anos de história. Um presente do Nilo O Egito fica em um dos lugares mais secos do planeta. O que tornou a vida possível ali foi o rio Nilo . Todo ano ele transbordava e, ao recuar, deixava nas margens uma camada de lama escura e fértil. O historiador grego Heródoto resumiu isso dizendo que o Egito era um presente do Nilo. O rio também era a grande estrada do país: a corrente levava os barcos para o norte, e o vento, que sopra para o sul, trazia-os de volta à vela. O faraó e a unificação Por volta de 3100 a.C., os reinos do Alto Egito (ao sul) e do Baixo Egito (ao norte, na foz do rio) foram unidos sob um só governante. A tradição atribui a unificação a um rei chamado Narmer . O governante do Egito, que conhecemos como faraó , era visto como um intermediário entre os deuses e os homens. Dele dependiam a ordem do país e, acreditava-se, o próprio ritmo das cheias. As pirâmides As pirâmides eram túmulos de faraós. As mais famosas, em Gizé , foram erguidas por volta de 2500 a.C. A maior delas, a de Quéops , tinha cerca de 146 metros de altura e foi a construção mais alta do mundo por quase quatro mil anos. Uma ideia muito repetida é que elas foram construídas por escravos. As escavações apontam outra coisa: perto das pirâmides foi encontrada uma vila de trabalhadores, com padarias, alojamentos e túmulos. Eram operários e camponeses organizados em turmas, alimentados e sustentados pelo Estado. Hieróglifos e papiro Os egípcios criaram uma escrita com centenas de sinais, os hieróglifos , e um material leve para escrever: o papiro , feito com as fibras de uma planta das margens do Nilo. É da palavra \"papiro\" que vem \"papel\". Depois que o Egito antigo desapareceu, ninguém mais sabia ler hieróglifos. A chave veio com a Pedra de Roseta , encontrada em 1799: ela traz o mesmo decreto escrito em hieróglifos, em demótico (uma escrita egípcia mais simples) e em grego. Comparando os textos, o francês Jean-François Champollion anunciou a decifração em 1822. O fim do Egito dos faraós Ao longo de três milênios, o Egito passou por períodos de unidade e de divisão, e foi dominado por vários povos. Em 332 a.C. foi conquistado por Alexandre, o Grande . Depois da morte dele, um de seus generais, Ptolomeu , fundou uma dinastia de origem grega que governou o país até a morte de Cleópatra VII , em 30 a.C., quando o Egito se tornou província de Roma. Foi essa dinastia, a dos Ptolomeus, que criou a Biblioteca de Alexandria, tema da próxima aula. Para refletir A ideia de que escravos construíram as pirâmides é repetida há séculos, embora as evidências digam outra coisa. Como você faria para conferir uma informação histórica que \"todo mundo sabe\"?"},{"kind":"aula","title":"A Biblioteca de Alexandria","href":"/trilhas/historia-antiga/biblioteca-de-alexandria","area":"História","context":"História Antiga","text":"O maior centro de conhecimento da Antiguidade, e o que seu desaparecimento ensina. Uma cidade nova Em 331 a.C., Alexandre, o Grande, fundou no litoral do Egito uma cidade com seu nome: Alexandria . Depois de sua morte, o Egito ficou com o general Ptolomeu , cujos descendentes governaram por quase trezentos anos e fizeram de Alexandria um dos maiores portos e centros culturais do Mediterrâneo. A ambição de reunir tudo No começo do século III a.C., os primeiros Ptolomeus criaram o Museu (o \"templo das Musas\"), uma instituição onde estudiosos viviam e pesquisavam sustentados pelo rei. A biblioteca fazia parte dele. O objetivo era ambicioso: reunir todos os livros do mundo conhecido. Um relato antigo conta que os navios que chegavam ao porto tinham seus rolos confiscados para cópia. A biblioteca ficava com o original, e o dono recebia a cópia. Ninguém sabe ao certo quantos rolos de papiro ela chegou a ter. As fontes antigas falam de dezenas a centenas de milhares, e os historiadores tratam esses números com cautela. Quem trabalhou ali - Calímaco organizou os Pínakes , um catálogo das obras por assunto e autor, considerado um ancestral dos catálogos de biblioteca. - Eratóstenes , que dirigiu a biblioteca, calculou a circunferência da Terra por volta de 240 a.C. Comparando o ângulo das sombras ao meio-dia em duas cidades egípcias, chegou a um resultado surpreendentemente próximo do valor real. - Euclides , autor de Os Elementos , viveu e ensinou em Alexandria nessa mesma época. O que realmente aconteceu com ela A imagem mais conhecida é a de um incêndio que destrói tudo em uma noite. A história real é mais lenta e, de certo modo, mais triste. - Em 145 a.C., o rei Ptolomeu VIII expulsou de Alexandria muitos estudiosos, e a instituição perdeu parte de seu brilho. - Em 48 a.C., durante a guerra de Júlio César no Egito, um incêndio atingiu a cidade e destruiu parte dos livros. As fontes antigas divergem sobre o tamanho do estrago. - Sob o domínio romano, o apoio à instituição foi diminuindo. - Por volta de 272 d.C., o bairro onde ficava o Museu foi arrasado em uma guerra do imperador Aureliano. - Em 391 d.C., foi destruído o Serapeu , templo que havia abrigado uma biblioteca \"filha\" da principal. A versão de que a biblioteca teria sido queimada na conquista árabe, em 642 d.C., aparece apenas em relatos escritos séculos depois e é considerada lenda pela maioria dos historiadores. Ou seja: a biblioteca não morreu de uma vez. Ela definhou por séculos de guerras, perseguições e falta de recursos. A lição Papiro estraga. Para um texto sobreviver, alguém precisava copiá-lo de novo a cada poucas gerações. Quando o dinheiro e o interesse acabaram, as cópias pararam, e a maior parte da literatura antiga se perdeu para sempre. O que chegou até nós sobreviveu porque existia em muitas cópias, em muitos lugares . É essa a ideia por trás desta biblioteca: conhecimento aberto, que qualquer pessoa pode copiar, com todo o histórico guardado. Se quiser ler um autor que trabalhou em Alexandria, Os Elementos, de Euclides, está no acervo. Para refletir Hoje guardamos quase tudo em formato digital. O que pode fazer um conhecimento digital se perder? E o que ajuda a preservá-lo?"},{"kind":"trilha","title":"História da arte","href":"/trilhas/historia-da-arte","area":"Artes","context":"Ensino médio","text":"Das pinturas rupestres ao grafite, com atenção à arte que nasce da luta. "},{"kind":"aula","title":"O muralismo mexicano: Rivera, Orozco e Siqueiros","href":"/trilhas/historia-da-arte/o-muralismo-mexicano-rivera-orozco-e-siqueiros","area":"Artes","context":"História da arte","text":"Depois da Revolução Mexicana, três pintores levaram a arte dos salões para as paredes dos prédios públicos, à vista de todo o povo. Uma revolução precisa de imagens Entre 1910 e 1920, o México viveu a primeira grande revolução social do século XX. Camponeses liderados por Emiliano Zapata e Pancho Villa pegaram em armas por \"terra e liberdade\"; a ditadura de Porfirio Díaz caiu; cerca de um milhão de pessoas morreram. Terminada a guerra, o país precisava se reinventar. A maioria da população não sabia ler. Em 1921, o secretário de Educação, José Vasconcelos , teve uma ideia: entregar as paredes das escolas, dos ministérios e dos palácios a jovens pintores, para que contassem ao povo a sua própria história. Nascia o muralismo . Por que a parede Um quadro pode ser comprado, levado para uma sala particular e nunca mais ser visto. Um mural, não. Ele está no lugar por onde todos passam, é de graça e é grande o bastante para ser visto de longe. Em 1923, os artistas reunidos em um sindicato de pintores e escultores lançaram um manifesto que rejeitava a \"pintura de cavalete\", feita para os salões da elite, e defendia a arte monumental , por ser de propriedade pública. Diziam que a arte do povo mexicano, de raiz indígena, era a mais sadia do mundo. Os murais passaram a mostrar o que a pintura oficial escondia: indígenas, camponeses, operários, a conquista espanhola vista pelos conquistados. Os três grandes Diego Rivera (1886–1957) é o mais conhecido. Depois de anos na Europa, onde conviveu com o cubismo, voltou ao México e desenvolveu um estilo claro e narrativo, de cores fortes e figuras arredondadas. No Palácio Nacional, na Cidade do México, pintou uma imensa história do país, das civilizações indígenas à revolução. Foi casado com a pintora Frida Kahlo. José Clemente Orozco (1883–1949) é o mais sombrio e crítico. Seus murais mostram a dor da guerra e desconfiam de todos os poderes. Sua obra mais célebre é O homem em chamas , na cúpula do Hospício Cabañas, em Guadalajara. David Alfaro Siqueiros (1896–1974) é o mais experimental e o mais militante. Usou tintas industriais, pistola de pintura e perspectivas que mudam conforme o espectador caminha. Combateu na Revolução Mexicana e na Guerra Civil Espanhola e foi preso várias vezes por sua atuação política. O mural destruído Em 1933, a família Rockefeller contratou Rivera para pintar um mural no saguão do Rockefeller Center, em Nova York. O tema era o ser humano diante do futuro. Rivera incluiu na cena um retrato de Lenin . Pediram que o retirasse; ele se recusou. Foi dispensado, e o mural foi destruído no ano seguinte. Rivera refez a obra no Palácio de Belas Artes, na Cidade do México, onde ela pode ser vista até hoje. O episódio resume a tensão que acompanha toda arte pública: quem paga pela parede quer decidir o que ela diz. A influência O muralismo espalhou-se pela América. Nos Estados Unidos, inspirou os programas públicos de arte dos anos 1930. No Brasil, marcou Candido Portinari , filho de imigrantes pobres que trabalhavam em uma fazenda de café, autor de painéis sobre os trabalhadores brasileiros e de Guerra e Paz , na sede das Nações Unidas. Os murais e grafites das periferias de hoje são, de certo modo, herdeiros dessa ideia: a parede é de todos. Para praticar 1. Procure na internet imagens dos murais de Rivera no Palácio Nacional. Que grupos sociais aparecem? Quem está no centro e quem está nas bordas? 2. Existe algum mural ou grafite no seu bairro? O que ele conta? Quem o fez? 3. Se você pudesse pintar a história da sua comunidade em uma parede, o que não poderia faltar?"},{"kind":"trilha","title":"História do movimento","href":"/trilhas/historia-do-movimento-lgbtqia","area":"Luta LGBTQIA+","context":"Ensino médio","text":"De Stonewall às conquistas no Brasil. "},{"kind":"aula","title":"A Rebelião de Stonewall","href":"/trilhas/historia-do-movimento-lgbtqia/a-rebeliao-de-stonewall","area":"Luta LGBTQIA+","context":"História do movimento","text":"A noite de 1969 em que os frequentadores de um bar de Nova York resistiram à polícia, e o que ela mudou. Como era a vida antes Nos Estados Unidos dos anos 1960, relações entre pessoas do mesmo sexo eram crime em quase todos os estados. Uma pessoa podia ser demitida, despejada ou internada à força por ser homossexual. Em Nova York, bares eram proibidos de servir bebida a \"desordeiros\", palavra que a fiscalização aplicava a gays e lésbicas, e a polícia prendia quem estivesse usando roupas consideradas \"do sexo oposto\". Por isso, os bares que aceitavam esse público funcionavam de forma precária, muitas vezes controlados pela máfia, e as batidas policiais eram rotina: a polícia entrava, pedia documentos, humilhava e levava presos. A noite de 28 de junho de 1969 O Stonewall Inn ficava no bairro de Greenwich Village. Era frequentado sobretudo pelos mais pobres e mais marginalizados: jovens expulsos de casa, travestis, pessoas trans, lésbicas e gays negros e latinos. Na madrugada de 28 de junho de 1969, a polícia fez mais uma batida. Dessa vez, as pessoas não se dispersaram. Uma multidão se juntou na rua e, quando os policiais começaram a empurrar os detidos para as viaturas, reagiu: moedas, garrafas e pedras voaram, e os policiais acabaram encurralados dentro do bar. Os protestos se repetiram por várias noites. Entre as pessoas ligadas àqueles dias e ao movimento que nasceu deles estão Marsha P. Johnson , mulher negra, e Sylvia Rivera , de origem porto-riquenha e venezuelana, que depois fundaram uma organização de apoio a jovens trans em situação de rua. Por que Stonewall mudou tudo Stonewall não foi o primeiro protesto. Já havia organizações discretas desde os anos 1950 e outras revoltas, como a da lanchonete Compton's, em São Francisco, em 1966. Mas Stonewall marcou uma virada de atitude: em vez de pedir tolerância, o movimento passou a afirmar com orgulho a própria existência e a exigir direitos. Nas semanas seguintes surgiram novas organizações, inspiradas também nos movimentos negro, feminista e contra a Guerra do Vietnã. Em 28 de junho de 1970 , um ano depois, milhares de pessoas marcharam em Nova York e em outras cidades. Nasciam as paradas do orgulho, hoje realizadas em todo o mundo. Em 2016, o local foi declarado monumento nacional dos Estados Unidos. E no Brasil? Aqui o movimento se organizou no fim dos anos 1970, ainda sob a ditadura militar. Em 1978 surgiram, em São Paulo, o grupo Somos e, no Rio de Janeiro, o jornal Lampião da Esquina , que circulou até 1981. Algumas datas das décadas seguintes: - 1990 : em 17 de maio, a Organização Mundial da Saúde retira a homossexualidade da lista de doenças. A data tornou-se o Dia Internacional contra a LGBTfobia. - 1997 : primeira Parada do Orgulho de São Paulo, hoje uma das maiores do mundo. - 2011 : o Supremo Tribunal Federal reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Dois anos depois, os cartórios passam a ser obrigados a celebrar o casamento. - 2018 : o Supremo garante a pessoas trans o direito de mudar nome e gênero nos documentos sem cirurgia nem decisão judicial. - 2019 : o Supremo decide que a LGBTfobia deve ser punida como crime de racismo. Apesar dessas conquistas, o Brasil continua entre os países em que mais pessoas trans são assassinadas, segundo os levantamentos de organizações como a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. A luta que ganhou as ruas em 1969 não terminou."},{"kind":"trilha","title":"Ideologia e Política","href":"/trilhas/ideologia-e-politica-medio","area":"Ideologia e política","context":"Ensino médio","text":"O currículo de formação política do ensino médio chinês, módulo a módulo. "},{"kind":"aula","title":"Como é o currículo de Ideologia e Política na China","href":"/trilhas/ideologia-e-politica-medio/como-e-o-curriculo-de-ideologia-e-politica-na-china","area":"Ideologia e política","context":"Ideologia e Política","text":"O que os estudantes chineses do ensino médio estudam na disciplina de formação política, módulo a módulo. Por que estudar isso A China tem cerca de 1,4 bilhão de habitantes e um sistema escolar que forma, todos os anos, milhões de jovens. Em todas as etapas, do primeiro ano à universidade, existe uma disciplina obrigatória de formação moral e política. Conhecer o que ela ensina ajuda a entender como o país pensa a si mesmo. Esta aula descreve esse currículo a partir dos documentos oficiais do Ministério da Educação chinês. Descrever não é endossar nem condenar: é o primeiro passo para discutir com conhecimento de causa. A disciplina em cada etapa Etapa Nome da disciplina Em chinês --- --- --- Ensino básico (1º ao 9º ano) Moral e Estado de Direito 道德与法治 Ensino médio Ideologia e Política 思想政治 Ensino superior Cursos de teoria ideológica e política 思想政治理论课 As três etapas são tratadas em trilhas separadas aqui no instituto. Esta aula cuida do ensino médio . Os quatro módulos obrigatórios Segundo o padrão curricular publicado em 2017 e revisado em 2020, todo estudante do ensino médio cursa quatro módulos: 1. Socialismo com características chinesas (中国特色社会主义). A história das formas de sociedade, o surgimento do socialismo e o caminho seguido pela China desde 1949, incluindo a política de reforma e abertura iniciada em 1978. 2. Economia e sociedade (经济与社会). O sistema econômico do país, que combina propriedade pública predominante com outras formas de propriedade, o papel do mercado e do Estado, distribuição de renda e seguridade social. 3. Política e Estado de direito (政治与法治). A direção do Partido Comunista, o sistema de assembleias populares, a consulta política com outros partidos, a autonomia das regiões de minorias étnicas e o governo conforme a lei. 4. Filosofia e cultura (哲学与文化). Materialismo dialético e materialismo histórico, teoria do conhecimento, valores e a herança cultural chinesa. Os módulos de aprofundamento Quem vai prestar o exame de ingresso à universidade nessa área cursa mais três módulos: - Política e economia internacionais contemporâneas ; - Direito e vida cotidiana (contratos, família, trabalho, consumo); - Lógica e pensamento . Há ainda módulos optativos, oferecidos conforme a escola. O que a disciplina pretende formar O documento oficial define quatro \"competências centrais\" (核心素养): Competência Em chinês O que significa, segundo o currículo --- --- --- Identificação política 政治认同 apoiar a direção do Partido Comunista e o socialismo com características chinesas Espírito científico 科学精神 analisar a realidade com o método do marxismo Consciência do Estado de direito 法治意识 conhecer e respeitar a Constituição e as leis Participação pública 公共参与 envolver-se de forma organizada nos assuntos coletivos Como ler esse currículo Algumas observações para quem estuda o assunto de fora: - Todo país ensina valores. A educação moral e cívica existe, com outros nomes e conteúdos, na maior parte dos sistemas escolares. O Brasil já teve Educação Moral e Cívica obrigatória durante a ditadura militar, com orientação oposta. - O currículo chinês é explícito. Ele declara abertamente a sua orientação política, coisa que outros currículos fazem de forma implícita. - Há debate. Seus defensores veem nele um instrumento de coesão nacional e de formação teórica. Seus críticos apontam que deixa pouco espaço para o questionamento das posições oficiais. - O conteúdo teórico é extenso. Um estudante chinês termina o ensino médio tendo tido contato com noções de economia política, filosofia e direito que, em muitos países, só aparecem na universidade. As próximas aulas desta trilha percorrem cada módulo. A trilha Teoria política no ensino superior chinês apresenta as disciplinas universitárias, entre elas as que tratam do pensamento de Mao Tsé-tung, da teoria de Deng Xiaoping e do pensamento de Xi Jinping."},{"kind":"trilha","title":"Igualdade","href":"/trilhas/feminismo-fundamental","area":"Feminismo","context":"Ensino fundamental","text":"O que é feminismo e por que ele interessa a todo mundo. "},{"kind":"aula","title":"A Lei Maria da Penha","href":"/trilhas/feminismo-fundamental/a-lei-maria-da-penha","area":"Feminismo","context":"Igualdade","text":"A história da mulher que deu nome à lei, o que a lei considera violência e como pedir ajuda. Quem é Maria da Penha Maria da Penha Maia Fernandes é uma farmacêutica cearense. Em 1983, o então marido tentou matá-la duas vezes: primeiro com um tiro nas costas, enquanto ela dormia, que a deixou paraplégica; depois, tentando eletrocutá-la no banho. Ela denunciou. O processo se arrastou por anos: o agressor foi julgado e condenado, mas recorreu e continuou em liberdade. Em 1998, com o apoio de organizações de direitos humanos, Maria da Penha levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos. Em 2001, a Comissão responsabilizou o Estado brasileiro por omissão e tolerância diante da violência contra as mulheres e recomendou mudanças nas leis. O agressor só foi preso em 2002, dezenove anos depois do crime. A lei que resultou dessa pressão foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e leva o nome dela. O que a lei diz Antes de 2006, bater na companheira costumava ser tratado como crime \"de menor potencial ofensivo\", e a pena podia ser o pagamento de cestas básicas. A Lei Maria da Penha mudou isso. Ela afirma que a violência doméstica e familiar contra a mulher é uma violação dos direitos humanos e descreve cinco formas de violência: Forma Exemplos --- --- Física bater, empurrar, queimar, estrangular Psicológica ameaçar, humilhar, vigiar, isolar da família e dos amigos Sexual forçar relações, impedir o uso de anticoncepcional Patrimonial tomar o salário, destruir documentos, objetos ou instrumentos de trabalho Moral caluniar, difamar, xingar A lei vale para a violência cometida dentro de casa, na família ou em qualquer relação íntima, mesmo que os dois nunca tenham morado juntos e mesmo depois do fim da relação. Vale também para casais de mulheres, e os tribunais já a aplicam a mulheres trans. Medidas protetivas Um dos pontos mais importantes da lei são as medidas protetivas de urgência . A mulher pode pedi-las na delegacia, e o juiz deve decidir em até 48 horas. Entre elas: - afastar o agressor de casa; - proibir que ele se aproxime da mulher, dos filhos e das testemunhas, ou que faça contato; - suspender a posse de armas. Descumprir uma medida protetiva é crime. A lei também criou juizados especializados, previu casas-abrigo e proibiu que a pena seja apenas uma multa ou uma cesta básica. Como pedir ajuda - Ligue 180 : Central de Atendimento à Mulher. Gratuita, 24 horas, todos os dias. Orienta e encaminha denúncias. - 190 : Polícia Militar, em caso de emergência. - Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia: para registrar a ocorrência e pedir a medida protetiva. - Defensoria Pública : atendimento jurídico gratuito. Quem presencia a violência também pode e deve denunciar. O que ainda falta A lei é considerada uma das mais avançadas do mundo sobre o tema, mas lei no papel não basta. Faltam delegacias especializadas e casas-abrigo na maior parte dos municípios, e os números de feminicídio continuam altos. Em 2015, o assassinato de mulheres por razões de gênero passou a ter nome na lei: feminicídio . Fazer a lei valer, em cada cidade, continua sendo uma luta dos movimentos de mulheres."},{"kind":"trilha","title":"Inclusão","href":"/trilhas/inclusao","area":"Pessoas com deficiência","context":"Ensino fundamental","text":"Como falar, como conviver e o que é acessibilidade. "},{"kind":"aula","title":"Como falar: os termos corretos","href":"/trilhas/inclusao/como-falar-os-termos-corretos","area":"Pessoas com deficiência","context":"Inclusão","text":"Por que se diz pessoa com deficiência, quais expressões evitar e o que elas revelam. As palavras contam uma história O jeito de nomear as pessoas com deficiência mudou muitas vezes, e cada mudança mostra como a sociedade as enxergava. Já foram chamadas de \"inválidas\" (sem valor), \"incapazes\", \"excepcionais\", \"portadoras de deficiência\", \"pessoas com necessidades especiais\". A expressão usada hoje é pessoa com deficiência . Ela não foi inventada por especialistas: foi escolhida pelo próprio movimento das pessoas com deficiência e adotada pela Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência , de 2006. No Brasil, essa convenção tem força de norma constitucional desde 2009. Por que essa expressão? - Ela põe a pessoa em primeiro lugar. - Não esconde a deficiência atrás de eufemismos, nem a transforma na identidade inteira de alguém. O lema do movimento resume a ideia: \"Nada sobre nós sem nós.\" O que evitar Em vez de Diga Por quê --- --- --- portador de deficiência pessoa com deficiência deficiência não se \"porta\" como um objeto deficiente (como rótulo) pessoa com deficiência a pessoa não se resume a isso pessoa especial, necessidades especiais pessoa com deficiência são eufemismos vagos; todo mundo tem necessidades pessoa normal (para quem não tem deficiência) pessoa sem deficiência \"normal\" sugere que o outro é anormal surdo-mudo pessoa surda a surdez não impede a fala; muitas pessoas surdas se comunicam em Libras, que é uma língua preso a uma cadeira de rodas pessoa que usa cadeira de rodas a cadeira dá liberdade de movimento; não prende retardado, mongol, aleijado pessoa com deficiência intelectual, pessoa com síndrome de Down, pessoa com deficiência física são termos ofensivos sofre de, é vítima de tem a deficiência não é, por si só, sofrimento Na dúvida, o melhor caminho é simples: pergunte à pessoa como ela prefere ser chamada. Onde está a deficiência? A Lei Brasileira de Inclusão , de 2015, define a pessoa com deficiência como aquela que tem um impedimento de longo prazo (físico, mental, intelectual ou sensorial) que, em interação com uma ou mais barreiras , pode dificultar a sua participação na sociedade em igualdade de condições. Repare na mudança: a dificuldade não está só no corpo. Ela aparece quando o corpo encontra uma barreira : a calçada sem rampa, o ônibus sem elevador, o vídeo sem legenda nem intérprete, o site que não funciona com leitor de tela, o preconceito de quem contrata. Tirando a barreira, a participação acontece. Esse jeito de entender chama-se modelo social da deficiência, e é assunto de uma aula da trilha seguinte. Capacitismo Capacitismo é o preconceito contra pessoas com deficiência: tratá-las como incapazes, como dignas de pena ou como \"exemplos de superação\" só por viverem a própria vida. Ele aparece em atitudes como falar com o acompanhante em vez de falar com a pessoa, ajudar sem perguntar se ela quer ajuda, ou usar a deficiência como xingamento. Quantas são Segundo a pesquisa domiciliar do IBGE de 2022, o Brasil tinha cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência com dois anos de idade ou mais, perto de 9% da população. Não é um assunto \"de minoria distante\": é a vizinha, o colega de trabalho, alguém da família e, com o envelhecimento, possivelmente cada um de nós."},{"kind":"trilha","title":"Informática essencial","href":"/trilhas/informatica-essencial","area":"Informática","context":"Ensino fundamental","text":"O que acontece dentro do computador e como a internet funciona. Usar um computador não exige entender como ele funciona. Mas quem entende resolve problemas com mais facilidade, desconfia de golpes e aprende ferramentas novas mais rápido. Esta trilha explica as ideias que estão por trás de qualquer computador, do celular ao servidor."},{"kind":"aula","title":"Como funciona um computador","href":"/trilhas/informatica-essencial/como-funciona-um-computador","area":"Informática","context":"Informática essencial","text":"As peças principais, o que cada uma faz e o papel do sistema operacional. Hardware e software Todo computador tem duas partes que dependem uma da outra: - Hardware é a parte física: as peças que você pode tocar. - Software é a parte lógica: os programas, ou seja, as instruções que dizem ao hardware o que fazer. Um celular, um notebook e um videogame são todos computadores. Mudam o tamanho e o formato, mas as peças principais são as mesmas. As peças principais Uma boa comparação é uma cozinha. Peça O que faz Na cozinha --- --- --- Processador (CPU) Executa as instruções dos programas, uma a uma, muito rápido O cozinheiro Memória RAM Guarda o que está sendo usado agora A bancada de trabalho Armazenamento (SSD ou HD) Guarda arquivos e programas de forma permanente A despensa Placa-mãe Liga todas as peças entre si A própria cozinha O cozinheiro trabalha com o que está na bancada. Buscar algo na despensa demora mais, e a bancada tem espaço limitado. RAM não é armazenamento Essa é a confusão mais comum. - A RAM é rápida, mas temporária . Quando o computador é desligado, tudo o que estava nela se apaga. É por isso que um trabalho não salvo se perde quando falta luz. - O armazenamento é mais lento, mas permanente . Salvar um arquivo é copiá-lo da RAM para o armazenamento. Quando se abrem programas demais, a RAM enche e o computador fica lento: a bancada ficou sem espaço. Entrada e saída O computador se comunica com o mundo por meio de dispositivos: - De entrada , que levam informação para dentro: teclado, mouse, microfone, câmera. - De saída , que trazem informação para fora: tela, alto-falante, impressora. Alguns fazem as duas coisas. A tela sensível ao toque do celular mostra a imagem (saída) e recebe os toques (entrada). O sistema operacional O sistema operacional é o programa que administra todo o resto. Ele controla o hardware, organiza os arquivos, decide quanto do processador e da memória cada programa pode usar e oferece a interface que você vê. Os mais conhecidos são Windows , macOS e Linux nos computadores, e Android e iOS nos celulares. Os outros programas, como navegadores, editores de texto e jogos, são chamados de aplicativos . Eles pedem ao sistema operacional tudo de que precisam: \"abra este arquivo\", \"mostre isto na tela\", \"envie isto pela rede\". Pratique Descubra três informações sobre o aparelho que você está usando agora: qual é o sistema operacional, quanta memória RAM ele tem e quanto de armazenamento. Em geral, elas ficam em \"Configurações\", na parte \"Sobre\"."},{"kind":"aula","title":"Bits e bytes","href":"/trilhas/informatica-essencial/bits-e-bytes","area":"Informática","context":"Informática essencial","text":"Como textos, fotos e músicas viram zeros e uns. Por que só zeros e uns Por dentro, um computador é feito de bilhões de interruptores minúsculos. Cada um só pode estar em dois estados: ligado ou desligado. Representamos esses dois estados com 1 e 0 . Cada 0 ou 1 é um bit , a menor unidade de informação. Sozinho, um bit diz pouco: sim ou não. O segredo está em juntar muitos. Contando em binário No dia a dia usamos o sistema decimal , com dez algarismos (0 a 9). Cada posição vale dez vezes a anterior: unidade, dezena, centena. O computador usa o sistema binário , com dois algarismos (0 e 1). Cada posição vale o dobro da anterior: 1, 2, 4, 8, 16... Decimal Binário Como ler --- --- --- 0 0 1 1 2 10 um 2 e nenhum 1 3 11 um 2 e um 1 4 100 um 4 5 101 um 4 e um 1 6 110 um 4 e um 2 7 111 um 4, um 2 e um 1 8 1000 um 8 Para converter um binário em decimal, some o valor das posições que têm 1. Em 1101 , da direita para a esquerda as posições valem 1, 2, 4 e 8. Estão ligadas as de 8, 4 e 1: 8 + 4 + 1 = 13 . O byte Um grupo de 8 bits forma um byte . Com 8 bits é possível formar 256 combinações diferentes (de 00000000 a 11111111 ), o suficiente para representar, por exemplo, uma letra. Como o texto vira número O computador só guarda números. Para guardar texto, usa-se uma tabela que dá um número a cada caractere. Na tabela ASCII , criada nos anos 1960: - A é o número 65, em binário 01000001 - B é o número 66, em binário 01000010 - a é o número 97, em binário 01100001 A tabela ASCII só cobria o alfabeto inglês. Hoje o padrão é o Unicode , que dá um número a cada caractere de praticamente todos os sistemas de escrita, incluindo letras acentuadas, ideogramas e emojis. A forma mais comum de gravá-lo é a codificação UTF-8 . O mesmo princípio vale para tudo: uma foto é uma grade de pontos, cada um com números que indicam a cor. Uma música é uma longa lista de números que descrevem a onda sonora. Medindo tamanhos Unidade Vale cerca de Exemplo --- --- --- Kilobyte (KB) mil bytes Uma página de texto simples Megabyte (MB) um milhão de bytes Uma foto de celular tem alguns MB Gigabyte (GB) um bilhão de bytes Um filme em alta definição tem alguns GB Terabyte (TB) um trilhão de bytes Um disco rígido grande Você talvez encontre a informação de que 1 KB são 1.024 bytes, e não 1.000. As duas convenções existem: os fabricantes de discos contam de mil em mil, e alguns sistemas operacionais contam de 1.024 em 1.024. É por isso que um disco vendido como \"500 GB\" pode aparecer com um número menor no computador. Atenção: bit não é byte Velocidade de internet costuma ser medida em megabits por segundo (Mb/s, com b minúsculo), e tamanho de arquivo em megabytes (MB, com B maiúsculo). Como um byte tem 8 bits, uma conexão de 100 megabits por segundo baixa, no máximo, cerca de 12,5 megabytes por segundo. Pratique Converta para decimal: 110 , 1010 e 1111 . As respostas são 6, 10 e 15."},{"kind":"aula","title":"Como funciona a internet","href":"/trilhas/informatica-essencial/como-funciona-a-internet","area":"Informática","context":"Informática essencial","text":"O caminho que uma página percorre do servidor até a sua tela. Uma rede de redes A internet não é uma nuvem nem um lugar. É uma enorme quantidade de computadores ligados entre si por cabos, fibras ópticas e ondas de rádio. O nome vem de interconnected networks : redes interconectadas. A rede da sua casa se liga à do seu provedor, que se liga a outras maiores, que cruzam países e oceanos por cabos submarinos. Internet não é o mesmo que web - A internet é a infraestrutura: a rede em si. - A web é um dos serviços que funcionam sobre ela: as páginas que você abre no navegador. E-mail, chamadas de vídeo, jogos online e aplicativos de mensagem também usam a internet, mas não são a web. Endereços: o IP Para que os dados cheguem ao destino certo, cada aparelho conectado recebe um endereço numérico, o endereço IP . Um exemplo é 203.0.113.42 . Funciona como o endereço de uma casa: sem ele, a correspondência não tem como chegar. Nomes: o DNS Ninguém quer decorar números. Por isso existe o DNS , um sistema que traduz nomes, como wikipedia.org , em endereços IP. Ele funciona como uma lista telefônica: você informa o nome e recebe o número. Clientes e servidores - Servidor é o computador que guarda um site e o entrega a quem pede. - Cliente é o aparelho que faz o pedido: o seu celular ou computador, por meio do navegador. Pacotes Os dados não viajam inteiros. Uma página, uma foto ou um vídeo são divididos em pedaços pequenos, chamados pacotes . Cada pacote leva o endereço de origem e o de destino e pode seguir um caminho diferente pela rede. No destino, eles são reunidos na ordem certa. Se algum se perde, é pedido de novo. Essa ideia torna a internet resistente: se um caminho falha, os pacotes vão por outro. O que acontece quando você abre um site 1. Você digita o endereço no navegador. 2. O navegador pergunta ao DNS qual é o IP daquele nome. 3. Com o IP em mãos, o navegador envia um pedido ao servidor. 4. O servidor responde com os arquivos da página, divididos em pacotes. 5. O navegador junta os pacotes e desenha a página na tela. Tudo isso leva, em geral, menos de um segundo. HTTP e HTTPS O conjunto de regras que navegador e servidor usam para conversar se chama HTTP . A versão segura é o HTTPS : nela a conversa é criptografada , ou seja, embaralhada de modo que só as duas pontas consigam ler. O cadeado ao lado do endereço indica HTTPS. Ele garante que ninguém no meio do caminho consegue ler ou alterar os dados. Ele não garante que o site seja honesto : páginas de golpe também usam HTTPS. Por isso, confira sempre se o endereço é mesmo o do site que você queria visitar. Pratique Pense no último site que você abriu hoje e descreva, com suas palavras, as cinco etapas que aconteceram entre digitar o endereço e ver a página."},{"kind":"trilha","title":"Inglês do zero","href":"/trilhas/ingles-do-zero","area":"Inglês","context":"Ensino fundamental","text":"Do alfabeto às primeiras conversas, para quem nunca estudou inglês. Esta trilha parte do começo absoluto. Em cada aula você aprende um bloco pequeno, vê exemplos com a pronúncia aproximada em português e testa o que aprendeu. Uma dica vale para todas as aulas: leia os exemplos em voz alta . Idioma se aprende com a boca e com o ouvido, não só com os olhos."},{"kind":"aula","title":"Alfabeto e sons","href":"/trilhas/ingles-do-zero/alfabeto-e-sons","area":"Inglês","context":"Inglês do zero","text":"As 26 letras, como se chamam em inglês e os sons que não existem em português. O inglês usa as mesmas 26 letras do português. O que muda é o nome de cada letra e, principalmente, o som que elas fazem dentro das palavras. O nome das letras A pronúncia abaixo é aproximada, escrita do jeito que um brasileiro leria. Letra Nome Letra Nome --- --- --- --- A ei N én B bi O ou C si P pi D di Q kiú E i R ar F éf S és G dji T ti H eitch U iú I ai V vi J djei W dâbliu K kei X éks L él Y uai M ém Z zi Três armadilhas clássicas para quem fala português: - A, E e I trocam de lugar. O A se chama \"ei\", o E se chama \"i\" e o I se chama \"ai\". - G e J se parecem. G é \"dji\" e J é \"djei\". - Z é \"zi\" nos Estados Unidos e \"zéd\" no Reino Unido. Para que serve saber soletrar Em inglês, a escrita de uma palavra nem sempre revela a pronúncia. Por isso é comum pedir para soletrar nomes, e-mails e endereços: — How do you spell your name? — M-A-R-I-A. How do you spell...? significa \"Como se soletra...?\". Sons que não existem em português - TH : a ponta da língua encosta nos dentes de cima. Em think (pensar) o som é soprado, quase um \"f\". Em this (este) ele vibra, quase um \"d\". - H : no começo das palavras é um sopro leve, parecido com o nosso \"r\" de \"rato\". House (casa) soa como \"rauss\". - R : nunca é raspado na garganta. A língua se curva para trás sem encostar no céu da boca, como o \"r\" caipira de \"porta\". Pratique Soletre em voz alta, com os nomes em inglês: o seu nome, o nome da sua cidade e a palavra computer ."},{"kind":"aula","title":"Saudações e apresentações","href":"/trilhas/ingles-do-zero/saudacoes-e-apresentacoes","area":"Inglês","context":"Inglês do zero","text":"Como cumprimentar, dizer seu nome e se despedir. Cumprimentar Inglês Significado Quando usar --- --- --- Hello Olá Qualquer situação Hi Oi Informal Good morning Bom dia Até o meio-dia Good afternoon Boa tarde Do meio-dia ao fim da tarde Good evening Boa noite Ao chegar , à noite Good night Boa noite Ao sair ou ir dormir Repare que o português usa \"boa noite\" para chegar e para sair. O inglês separa: Good evening abre a conversa, Good night encerra. Perguntar como a pessoa está — How are you? — I'm fine, thanks. And you? How are you? é \"Como vai você?\". A resposta padrão é I'm fine, thanks (Estou bem, obrigado). Outras respostas comuns: I'm good (Estou bem) e Not bad (Nada mal). Apresentar-se — What's your name? — My name is Ana. And you? — I'm Pedro. Nice to meet you. — Nice to meet you too. - What's your name? — Qual é o seu nome? - My name is... ou I'm... — Meu nome é... / Eu sou... - Nice to meet you — Prazer em conhecer você. - Where are you from? — De onde você é? - I'm from Brazil — Eu sou do Brasil. Despedir-se - Bye ou Goodbye — Tchau / Adeus - See you later — Até mais tarde - See you tomorrow — Até amanhã - Take care — Cuide-se Pratique Monte, em voz alta, um diálogo completo: cumprimente, pergunte como a pessoa está, diga seu nome, diga de onde você é e se despeça."},{"kind":"aula","title":"O verbo to be","href":"/trilhas/ingles-do-zero/verbo-to-be","area":"Inglês","context":"Inglês do zero","text":"O verbo mais usado do inglês, que vale por \"ser\" e por \"estar\". Em português existem dois verbos: ser (\"eu sou alto\") e estar (\"eu estou cansado\"). Em inglês, os dois são o mesmo verbo: to be . As três formas Pronome Verbo Forma curta Exemplo --- --- --- --- I (eu) am I'm I'm Brazilian. You (você, vocês) are You're You're my friend. He (ele) is He's He's a doctor. She (ela) is She's She's at home. It (ele, ela: coisas e animais) is It's It's cold. We (nós) are We're We're happy. They (eles, elas) are They're They're students. São só três formas para decorar: am (só com I ), is (com he , she , it ) e are (com o resto). Na fala e na escrita informal, quase sempre se usa a forma curta. Negar Coloque not depois do verbo: - I am not tired. — Eu não estou cansado. - She is not here. (ou She isn't here. ) — Ela não está aqui. - They are not ready. (ou They aren't ready. ) — Eles não estão prontos. Perguntar Inverta a ordem: o verbo vai para a frente. - You are from Brazil. → Are you from Brazil? - He is a teacher. → Is he a teacher? Respostas curtas: Yes, I am. / No, I'm not. / Yes, he is. / No, he isn't. Um detalhe importante Em inglês, a frase sempre precisa de sujeito. Em português dizemos \"Está frio\". Em inglês, não se pode dizer só \"Is cold\": é preciso o it . - It is cold. — Está frio. - It is late. — Está tarde. Pratique Escreva três frases sobre você, uma afirmativa, uma negativa e uma pergunta para alguém. Por exemplo: I'm a student. I'm not a doctor. Are you a student?"},{"kind":"aula","title":"Números e idade","href":"/trilhas/ingles-do-zero/numeros-e-idade","area":"Inglês","context":"Inglês do zero","text":"Contar de 0 a 100 e dizer quantos anos você tem. De 0 a 12 Número Inglês Número Inglês --- --- --- --- 0 zero 7 seven 1 one 8 eight 2 two 9 nine 3 three 10 ten 4 four 11 eleven 5 five 12 twelve 6 six De 13 a 19 Terminam em -teen : thirteen (13), fourteen (14), fifteen (15), sixteen (16), seventeen (17), eighteen (18), nineteen (19). É daí que vem a palavra teenager (adolescente): quem tem de 13 a 19 anos. As dezenas Terminam em -ty : twenty (20), thirty (30), forty (40), fifty (50), sixty (60), seventy (70), eighty (80), ninety (90). Cem é one hundred . Para os números intermediários, junte a dezena e a unidade com um hífen: twenty-one (21), thirty-five (35), ninety-nine (99). Cuidado com os pares que soam parecido: thir teen (13) e thir ty (30), fif teen (15) e fif ty (50). Nos números com -teen , a força da voz vai para o final. Dizer a idade Em português a gente tem uma idade. Em inglês a gente é uma idade: usa-se o verbo to be , que você viu na aula anterior. — How old are you? — I'm twenty years old. - How old are you? — Quantos anos você tem? - I'm twenty years old ou só I'm twenty — Eu tenho vinte anos. - She is eight years old. — Ela tem oito anos. Dizer I have twenty years é um dos erros mais comuns de quem fala português. Pratique Diga em voz alta: a sua idade, a idade de alguém da sua família e o número da sua casa, algarismo por algarismo."},{"kind":"trilha","title":"Inteligência artificial: para entender","href":"/trilhas/ia-fundamental","area":"Inteligência artificial","context":"Ensino fundamental","text":"O que essas máquinas fazem, onde erram e como usá-las com senso crítico. "},{"kind":"aula","title":"O que é inteligência artificial","href":"/trilhas/ia-fundamental/o-que-e-inteligencia-artificial","area":"Inteligência artificial","context":"Inteligência artificial: para entender","text":"O que essas máquinas fazem de verdade, de onde veio o nome e por que elas erram. Um nome de 1956 A expressão inteligência artificial (IA) foi criada em 1956 pelo cientista da computação John McCarthy, para um encontro de pesquisadores nos Estados Unidos. Seis anos antes, o matemático inglês Alan Turing já havia perguntado, em um artigo famoso: \"As máquinas podem pensar?\". O nome impressiona, mas a definição é modesta: IA é o campo que constrói sistemas de computador capazes de realizar tarefas que costumam exigir inteligência humana , como reconhecer um rosto, traduzir um texto, sugerir uma rota ou responder a uma pergunta. Como ela funciona hoje Um programa tradicional segue regras escritas por alguém: \"se o saldo for menor que zero, mostre um aviso\". Para tarefas como reconhecer um gato em uma foto, ninguém consegue escrever todas as regras. A saída foi inverter o método. No aprendizado de máquina , mostram-se ao sistema milhões de exemplos (fotos com e sem gato, frases e suas traduções) e ele ajusta sozinho milhões de números internos até acertar a maioria dos casos. O resultado é chamado de modelo . O modelo não recebeu uma definição de gato. Ele encontrou padrões estatísticos nos exemplos. Os assistentes de texto funcionam assim: foram treinados com uma quantidade gigantesca de textos e calculam, palavra por palavra, qual é a continuação mais provável. Onde ela já está - Na recomendação de vídeos e de músicas. - No filtro de mensagens indesejadas do e-mail. - No teclado do celular, que sugere a próxima palavra. - Na tradução automática e nas legendas geradas por voz. - Na análise de crédito dos bancos e na triagem de currículos. - No reconhecimento facial de câmeras de segurança. Os três últimos mostram que não se trata só de comodidade: decisões que afetam a vida das pessoas já são tomadas com a ajuda desses sistemas. O que ela não é - Não é consciente. Não há evidência de que esses sistemas sintam, queiram ou entendam. Eles calculam. - Não é neutra. Aprende com dados produzidos por uma sociedade desigual e pode repetir racismo, machismo e outros preconceitos presentes neles. - Não é infalível. Pode afirmar algo falso com total segurança, inventar uma citação, uma lei ou um livro que não existem. Isso ficou conhecido como \"alucinação\". - Não surge do nada. Depende do trabalho de milhares de pessoas que rotulam dados, muitas vezes por pagamentos baixíssimos, de centros de dados que consomem muita energia e água, e de textos e imagens produzidos por gente que quase nunca foi consultada. As perguntas certas Diante de qualquer sistema de IA, vale perguntar: 1. Quem o construiu e quem lucra com ele? 2. Com que dados foi treinado? De quem eram? 3. O que acontece quando ele erra, e quem responde pelo erro? 4. Dá para conferir a resposta em outra fonte? Em 2021, os países-membros da UNESCO aprovaram uma recomendação sobre a ética da IA que parte de princípios parecidos: transparência, responsabilidade humana, proteção de dados e respeito aos direitos. A tecnologia não decide sozinha o seu uso. A mesma ferramenta pode servir para diagnosticar doenças mais cedo ou para vigiar trabalhadores. Quem decide é a sociedade, e por isso entender o assunto é uma questão de cidadania. Para praticar 1. Liste cinco situações do seu dia em que um sistema desses tomou uma decisão por você ou sobre você. 2. Faça a um assistente de texto uma pergunta sobre algo que você conhece muito bem. Ele acertou tudo? Onde errou?"},{"kind":"trilha","title":"Introdução ao marxismo","href":"/trilhas/introducao-ao-marxismo","area":"Marxismo","context":"Ensino médio","text":"Classes sociais, mais-valia e materialismo histórico, explicados do começo. Marx é um dos autores mais citados e menos lidos do mundo. Esta trilha apresenta três das suas ideias centrais com exemplos do dia a dia, sem exigir leitura prévia. O objetivo não é decorar conceitos. É ganhar ferramentas para entender por que quem mais trabalha costuma ser quem menos tem. Ao final de cada aula há a indicação de um texto original, disponível gratuitamente no acervo."},{"kind":"aula","title":"Classes sociais e capitalismo","href":"/trilhas/introducao-ao-marxismo/classes-sociais-e-capitalismo","area":"Marxismo","context":"Introdução ao marxismo","text":"O que é o capitalismo, quem são a burguesia e o proletariado e por que seus interesses se chocam. O que é o capitalismo Capitalismo é o modo de organizar a economia em que vivemos. Ele tem três características centrais: 1. Os meios de produção são propriedade privada. Fábricas, terras, máquinas e grandes empresas pertencem a indivíduos ou a grupos de acionistas, e não a quem trabalha nelas. 2. A maioria das pessoas vive de salário. Quem não é dono de meios de produção precisa vender a sua capacidade de trabalhar para poder comer, morar e se vestir. 3. Produz-se para o lucro. Uma fábrica de remédios não existe para curar doenças, e sim para dar lucro. Curar é o meio. Se um remédio não dá lucro, deixa de ser fabricado, mesmo que haja gente precisando dele. O capitalismo não existiu sempre. Ele se formou na Europa ao longo de alguns séculos e se espalhou pelo mundo. Como teve um começo, pode também ter um fim. Meios de produção Meios de produção são tudo o que é necessário para produzir, além do trabalho humano: terra, ferramentas, máquinas, prédios, matérias-primas. É importante não confundir com bens de uso pessoal . Sua casa, sua roupa, seu celular e sua bicicleta não são meios de produção. Quando o marxismo critica a propriedade privada, está falando da propriedade das fábricas, das terras e dos bancos, e não da sua escova de dentes. Duas classes Para Marx, o que define a classe de uma pessoa não é quanto ela ganha, e sim a sua relação com os meios de produção . No capitalismo, isso forma duas classes fundamentais: - A burguesia é dona dos meios de produção. Não precisa trabalhar para viver: vive do lucro gerado pelo trabalho de quem contrata. - O proletariado não possui meios de produção. Para viver, precisa vender a única coisa que tem: a sua força de trabalho. Pertence ao proletariado o operário de fábrica, mas também a caixa de supermercado, o entregador de aplicativo, a enfermeira e o programador contratado. O que têm em comum é depender de um salário. Existem ainda camadas intermediárias, como o pequeno comerciante e o agricultor que trabalha a própria terra com a família. Eles possuem algum meio de produção, mas vivem do próprio trabalho. Luta de classes Burguesia e proletariado dependem um do outro: sem trabalhadores não há produção, e, no capitalismo, sem emprego não há salário. Mas seus interesses são opostos. Para o dono da empresa, salário é custo . Quanto menos pagar e quanto mais horas conseguir, maior o lucro. Para quem trabalha, salário é vida . Quanto maior o salário e menor a jornada, melhor se vive. Esse conflito não depende de o patrão ser bom ou mau. Ele está na própria relação. É o que Marx e Engels chamaram de luta de classes , e é com essa ideia que eles abrem o Manifesto de 1848: A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. A luta de classes não acontece só em greves. Está na discussão do salário mínimo, na reforma da previdência, no preço da passagem de ônibus e na lei que define quantas horas dura a jornada. Para refletir A jornada de oito horas, as férias, o descanso semanal e a proibição do trabalho infantil existem hoje em muitos países. Você sabe como cada um desses direitos foi conquistado no seu? Para ler O Manifesto do Partido Comunista é curto e foi escrito para ser lido por operários. A primeira parte, \"Burgueses e proletários\", aprofunda tudo o que você viu aqui."},{"kind":"aula","title":"Mais-valia","href":"/trilhas/introducao-ao-marxismo/mais-valia","area":"Marxismo","context":"Introdução ao marxismo","text":"De onde vem o lucro: a parte da jornada que o trabalhador entrega sem receber. A pergunta Um empresário compra máquinas, matéria-prima e contrata trabalhadores. No fim do mês, vende os produtos e fica com mais dinheiro do que gastou. De onde vem essa diferença? A resposta mais comum é: \"ele compra barato e vende caro\". Mas isso não explica o lucro da sociedade inteira. Se todos vendessem acima do valor, o que um ganha como vendedor perderia como comprador. Alguém precisa estar produzindo esse valor a mais. A mercadoria especial Marx percebeu que, entre todas as mercadorias que o capitalista compra, uma é diferente das outras: a força de trabalho , ou seja, a capacidade de trabalhar das pessoas. Uma máquina só transfere ao produto o valor que ela mesma custou, pouco a pouco, até se desgastar. O algodão vira tecido, mas não cria valor novo. Só o trabalho humano cria valor novo. E aqui está o ponto central: o trabalhador não vende ao patrão o produto do seu trabalho. Ele vende a sua força de trabalho por um certo tempo . O salário paga o que o trabalhador precisa para viver e voltar a trabalhar no dia seguinte. Mas, durante a jornada, ele produz mais do que isso. Um exemplo Uma costureira trabalha 8 horas por dia em uma confecção. - Em 8 horas, o trabalho dela acrescenta R$ 400 de valor às peças. - O salário dela corresponde a R$ 100 por dia. Isso quer dizer que, nas 2 primeiras horas , ela já produziu o equivalente ao próprio salário. Nas 6 horas restantes , continua trabalhando, mas o valor que produz fica inteiro com o dono da confecção. Parte da jornada Duração Valor produzido Fica com --- --- --- --- Trabalho necessário 2 horas R$ 100 a trabalhadora (salário) Trabalho excedente 6 horas R$ 300 o patrão Esses R$ 300 são a mais-valia : a diferença entre o valor que o trabalhador produz e o que ele recebe. É dela que saem o lucro do empresário, os juros do banco e o aluguel do proprietário. Repare que não houve roubo no sentido da lei. O contrato foi cumprido e o salário combinado foi pago. A exploração está dentro da relação de trabalho assalariado, e por isso é tão difícil de enxergar. Duas maneiras de aumentar a mais-valia - Mais-valia absoluta. O patrão estica a jornada: de 8 para 10 horas, com o mesmo salário. As horas a mais são todas de trabalho excedente. Horas extras não pagas e \"banco de horas\" seguem essa lógica. - Mais-valia relativa. A jornada continua igual, mas a produtividade aumenta com novas máquinas ou com um ritmo mais intenso. O trabalhador passa a produzir o equivalente ao seu salário em menos tempo, e sobra mais tempo de trabalho excedente. É por isso que a história do movimento operário é, em grande parte, a história da luta pela redução da jornada e pelo aumento do salário : as duas coisas diminuem a parte do dia trabalhada de graça. Para refletir Quando a tecnologia permite produzir o mesmo em metade do tempo, o que costuma acontecer: as pessoas passam a trabalhar a metade, ou metade das pessoas perde o emprego? Quem decide isso? Para ler Em Salário, Preço e Lucro, o próprio Marx explica a mais-valia em uma conferência para trabalhadores. Para ir fundo, o caminho é O Capital."},{"kind":"aula","title":"Materialismo histórico","href":"/trilhas/introducao-ao-marxismo/materialismo-historico","area":"Marxismo","context":"Introdução ao marxismo","text":"Um método para entender a história a partir de como as pessoas produzem a própria vida. Por onde começar a explicar a história Por que a escravidão existiu durante milênios e depois foi abolida? Por que os reis perderam o poder? Há muitas maneiras de responder: a vontade divina, o gênio dos grandes homens, o progresso das ideias. Marx e Engels propuseram começar por outro lugar. Antes de fazer política, filosofia ou arte, os seres humanos precisam comer, beber, vestir-se e morar . Para isso, precisam produzir. Então a primeira pergunta sobre qualquer sociedade é: como ela produz o que precisa para viver, e quem fica com o que é produzido? Esse modo de estudar a história se chama materialismo histórico . \"Materialismo\", aqui, não tem nada a ver com gostar de dinheiro. Significa partir das condições materiais, concretas, em que as pessoas vivem. Forças produtivas e relações de produção Toda sociedade combina duas coisas: - As forças produtivas : as ferramentas, as máquinas, as técnicas e o conhecimento com que se produz. - As relações de produção : a forma como as pessoas se organizam para produzir. Quem é dono do quê? Quem trabalha para quem? Como o resultado é dividido? O conjunto forma um modo de produção . Ao longo da história europeia, que Marx estudou mais de perto, sucederam-se alguns deles: Modo de produção Quem trabalha Quem fica com o excedente --- --- --- Escravista Pessoas escravizadas Senhores de escravos Feudal Servos presos à terra Senhores feudais Capitalista Trabalhadores assalariados Donos do capital Esse quadro é um esquema simplificado. Marx não o considerava uma escada obrigatória pela qual todos os povos teriam de passar, e outras regiões do mundo seguiram caminhos próprios. Base e superestrutura Marx usa a imagem de um edifício: - A base é a economia: as forças produtivas e as relações de produção. - A superestrutura é o que se ergue sobre ela: o Estado, as leis, a religião, a escola, a moral, as ideias dominantes. A base condiciona a superestrutura. Em uma sociedade escravista, as leis tratam pessoas como propriedade, e os filósofos explicam por que isso seria \"natural\". Quando a economia muda, essas leis e ideias entram em crise. Como Marx e Engels escreveram: Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência. Isso não quer dizer que as ideias não importem. A superestrutura também age sobre a base: leis podem acelerar ou frear mudanças, e ideias, quando ganham milhões de pessoas, tornam-se uma força real. Como as sociedades mudam As forças produtivas se desenvolvem o tempo todo. Em certo momento, as relações de produção existentes passam a atrapalhar esse desenvolvimento. As corporações de ofício e os privilégios feudais, por exemplo, travavam o comércio e a indústria nascentes na Europa. Quando isso acontece, abre-se uma época de conflitos, e a luta entre as classes decide o resultado. Foi assim que a burguesia derrubou o feudalismo. Para Marx, o capitalismo vive uma contradição parecida: produz riqueza em escala nunca vista, mas a mantém concentrada em poucas mãos. A história, portanto, não é feita por heróis isolados nem segue um destino traçado. Ela é feita por pessoas reais, em condições que elas não escolheram: Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade, em circunstâncias escolhidas por eles próprios. Compreender para transformar O materialismo histórico não é só uma teoria para explicar o passado. Marx resumiu seu propósito em uma frase curta, a última de suas Teses sobre Feuerbach: Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo. Para refletir Pense em uma ideia que hoje parece \"natural\" na sua sociedade, como a de que cada um é o único responsável pelo próprio sucesso. A quem essa ideia favorece? Em que condições materiais ela nasceu? Para ler As Teses sobre Feuerbach cabem em uma página. Depois, Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico, de Engels, é a introdução mais didática ao método."},{"kind":"trilha","title":"Lendo Machado de Assis","href":"/trilhas/lendo-machado-de-assis","area":"Literatura","context":"Ensino médio","text":"Um guia para começar a ler o maior escritor brasileiro sem medo. Machado de Assis tem fama de difícil, e muita gente o conheceu como obrigação de escola. Lido com calma, ele é um dos autores mais divertidos e modernos da nossa língua. Todos os livros citados aqui estão em domínio público e podem ser lidos de graça pelos links do acervo."},{"kind":"aula","title":"Por onde começar","href":"/trilhas/lendo-machado-de-assis/por-onde-comecar","area":"Literatura","context":"Lendo Machado de Assis","text":"Quem foi Machado, o que torna seus livros diferentes e uma ordem de leitura sugerida. Quem foi Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 1839, em uma família pobre. Era neto de pessoas escravizadas que haviam sido libertas, em um país que só aboliria a escravidão quando ele já tinha quase cinquenta anos. Não frequentou universidade: aprendeu em grande parte por conta própria, trabalhou como aprendiz de tipógrafo e revisor, tornou-se jornalista e depois funcionário público. Escreveu romances, contos, crônicas, poemas e peças de teatro. Em 1897, ajudou a fundar a Academia Brasileira de Letras e foi seu primeiro presidente. Morreu em 1908, no Rio de Janeiro, cidade de onde quase nunca saiu. O que torna seus livros diferentes - O narrador conversa com você. Ele interrompe a história, comenta o que acabou de contar e chega a provocar o leitor. - A ironia. Machado raramente diz o que pensa de forma direta. Ele deixa os personagens se revelarem pelo que fazem e pelo que escondem. - Capítulos curtos. Alguns têm poucas linhas. Isso dá um ritmo ágil e facilita a leitura em pequenas doses. - Mais dúvida que resposta. Seus romances mais famosos terminam sem resolver a questão principal. Cabe ao leitor decidir. Os três grandes romances Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Um homem rico e sem grandes feitos conta a própria vida depois de morto. Como não tem mais nada a perder, fala com uma franqueza que os vivos não se permitem. O livro costuma ser apontado como o marco inicial do Realismo no Brasil. Quincas Borba (1891). Um professor do interior herda uma fortuna e se muda para o Rio, onde é cercado por gente interessada em seu dinheiro. É a história de como uma pessoa ingênua é devorada por uma sociedade que só respeita quem vence. Dom Casmurro (1899). Bentinho, já velho, conta sua história de amor com Capitu e a suspeita de que foi traído. Como só ele fala, o leitor nunca tem certeza de nada. A pergunta \"Capitu traiu ou não traiu?\" é discutida há mais de um século. Uma ordem sugerida 1. Comece pelos contos. São curtos e mostram todo o estilo do autor. A Cartomante , Missa do Galo e O Alienista (este um pouco mais longo) são boas portas de entrada. 2. Depois, Dom Casmurro. A história de amor e ciúme prende desde o início. 3. Em seguida, Memórias Póstumas de Brás Cubas. É o mais ousado na forma e fica mais saboroso quando você já conhece o jeito do autor. Dicas de leitura - Não corra. Machado escreve para ser lido devagar. Um ou dois capítulos por dia já bastam. - Desconfie do narrador. Pergunte sempre: por que ele está me contando isso desse jeito? O que ele ganha se eu acreditar? - Não trave no vocabulário. Algumas palavras saíram de uso. Se o sentido geral estiver claro, siga em frente e consulte o dicionário só quando a palavra fizer falta. - Atenção à ortografia. As edições em domínio público indicadas no acervo reproduzem a grafia da época, com formas como \"elle\" e \"pharmacia\". Depois de algumas páginas o olho se acostuma. Para refletir Leia o primeiro capítulo de Dom Casmurro , que explica o título do livro. O que esse começo já revela sobre a personalidade de quem está contando a história?"},{"kind":"trilha","title":"Ler a notícia","href":"/trilhas/midia-fundamental","area":"Mídia e comunicação","context":"Ensino fundamental","text":"Como a informação chega até você e como não ser enganado. "},{"kind":"aula","title":"Como identificar uma notícia falsa","href":"/trilhas/midia-fundamental/como-identificar-uma-noticia-falsa","area":"Mídia e comunicação","context":"Ler a notícia","text":"Sete perguntas para fazer antes de acreditar, e principalmente antes de compartilhar. Mentira corre mais Em 2018, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts analisaram mais de 100 mil histórias que circularam em uma rede social ao longo de onze anos. A conclusão, publicada na revista Science : as notícias falsas se espalharam mais longe e mais depressa do que as verdadeiras, e quem as espalhou foram pessoas comuns, não robôs. A explicação é simples. A mentira pode ser feita sob medida para provocar espanto, raiva ou medo. A verdade costuma ser mais complicada e menos emocionante. Três tipos de conteúdo enganoso - Inventado : nunca aconteceu. - Fora de contexto : é verdadeiro, mas foi apresentado com data, lugar ou sentido trocados. Uma foto de enchente de 2011 divulgada como se fosse de hoje. - Distorcido : parte de um fato real e exagera, corta ou torce. Uma frase recortada de um discurso de uma hora. Nem todo erro é mentira. Jornalistas e pesquisadores também erram; a diferença é que os sérios corrigem. As sete perguntas 1. O que isso me faz sentir? Se a mensagem dá raiva, medo ou nojo e pede \"repasse antes que apaguem\", pare. Esse é o gancho. 2. Quem publicou? Há um veículo, um autor, um órgão responsável? Olhe o endereço com atenção: sites falsos imitam os verdadeiros trocando uma letra. 3. Quando? Notícia velha reciclada é um clássico. Procure a data. 4. Qual é a fonte da informação? Um bom texto diz de onde tirou cada dado: \"segundo o IBGE\", com o nome da pesquisa. \"Um médico famoso disse\" não é fonte. 5. Mais alguém deu? Pesquise o assunto. Um fato importante aparece em vários veículos diferentes. Se só existe naquela corrente, desconfie. 6. A imagem é dessa história? Faça uma busca reversa : nos principais buscadores, dá para enviar a foto e ver onde ela já apareceu. Com vídeos e áudios, redobre o cuidado: hoje é possível imitar a voz e o rosto de qualquer pessoa. 7. Já foi checado? Consulte as agências de checagem, como a Lupa, o Aos Fatos e o Comprova, e a seção de checagens do instituto. Quem ganha com a mentira Desinformação raramente é brincadeira. Alguém ganha com ela: - dinheiro : sites que vivem de cliques e de anúncios, vendedores de curas milagrosas; - poder : campanhas para destruir reputações, desacreditar a ciência, o voto ou os movimentos sociais; - as próprias plataformas , cujos sistemas de recomendação premiam o conteúdo que mais prende a atenção, verdadeiro ou não. Perguntar \"a quem isso interessa?\" não prova que uma informação é falsa, mas ajuda a decidir o quanto conferir antes de acreditar. A regra final Na dúvida, não compartilhe. Cada pessoa que deixa de repassar uma mentira quebra a corrente. E, quando alguém próximo compartilhar algo falso, responda em particular, com a fonte, sem humilhar: quase todo mundo já caiu em alguma. Para praticar 1. Escolha uma mensagem que circulou nos seus grupos esta semana e aplique as sete perguntas. 2. Faça uma busca reversa com uma foto qualquer do seu celular, para aprender o caminho. 3. Veja o guia de fontes do instituto e salve os endereços das agências de checagem."},{"kind":"trilha","title":"Lógica de programação","href":"/trilhas/logica-de-programacao","area":"Programação","context":"Ensino fundamental","text":"Algoritmos, variáveis, condições, laços e funções: a base de qualquer linguagem. Programar é, antes de tudo, aprender a explicar um problema passo a passo. As ideias desta trilha valem para qualquer linguagem. Os exemplos usam Python , porque a escrita dele é próxima do português estruturado. Você não precisa instalar nada para acompanhar, mas, se quiser experimentar, o Python é gratuito e está em python.org."},{"kind":"aula","title":"O que é um algoritmo","href":"/trilhas/logica-de-programacao/o-que-e-um-algoritmo","area":"Programação","context":"Lógica de programação","text":"Uma sequência de passos claros para resolver um problema. Uma receita para resolver problemas Algoritmo é uma sequência finita de passos, claros e ordenados, que leva à solução de um problema. Você já segue algoritmos o tempo todo: uma receita de bolo, as instruções para montar um móvel, o caminho até a padaria. Todo algoritmo tem três partes: 1. Entrada : o que ele recebe (os ingredientes). 2. Processamento : o que ele faz (o modo de preparo). 3. Saída : o que ele entrega (o bolo). O computador não adivinha Uma pessoa entende instruções vagas. Se a receita diz \"asse até dourar\", você usa o bom senso. O computador não tem bom senso: ele executa exatamente o que foi escrito, na ordem em que foi escrito. Por isso, um bom algoritmo precisa ser: - Preciso : cada passo só pode ser entendido de um jeito. - Ordenado : a ordem dos passos importa. - Finito : em algum momento ele termina. Um exemplo Problema: descobrir se uma pessoa pode votar no Brasil, onde o voto é permitido a partir dos 16 anos. Esse jeito de escrever, em português organizado, é chamado de pseudocódigo . Ele serve para pensar na solução antes de se preocupar com a linguagem. O mesmo algoritmo em Python Não se preocupe em entender cada detalhe agora. Repare só que a estrutura é a mesma do pseudocódigo: uma entrada, uma decisão e uma saída. As próximas aulas explicam cada peça. Seu primeiro programa O programa mais simples que existe mostra uma mensagem na tela: print é o comando que exibe na tela o que estiver entre os parênteses. Pratique Escreva em pseudocódigo o algoritmo para atravessar uma rua com semáforo. Depois releia e pergunte: algum passo pode ser entendido de dois jeitos? O algoritmo sempre termina?"},{"kind":"aula","title":"Variáveis e tipos","href":"/trilhas/logica-de-programacao/variaveis-e-tipos","area":"Programação","context":"Lógica de programação","text":"Como o programa guarda informações e por que o tipo de cada uma importa. Uma caixa com etiqueta Variável é um espaço na memória do computador onde o programa guarda um valor. Pense em uma caixa com uma etiqueta: a etiqueta é o nome e o que está dentro é o valor . O sinal = aqui não significa \"é igual a\". Ele significa \"guarde\" : guarde o texto \"Ana\" na variável nome . Por isso ele se chama atribuição . O valor pode mudar ao longo do programa, e daí vem o nome \"variável\": Na segunda linha, o computador primeiro calcula pontos + 5 (que dá 15) e depois guarda o resultado de volta em pontos . O que vem depois de é um comentário : uma anotação para quem lê o código. O computador ignora. Tipos de dados Cada valor tem um tipo, e o tipo define o que se pode fazer com ele. Tipo O que guarda Exemplos --- --- --- Inteiro ( int ) Números sem vírgula 7 , -3 , 2024 Real ( float ) Números com casas decimais 3.14 , -0.5 Texto ( str ) Letras, palavras, frases \"Ana\" , \"Olá, mundo\" Lógico ( bool ) Verdadeiro ou falso True , False Dois detalhes do Python: - Os números decimais usam ponto , não vírgula: 3.14 . - Texto sempre vai entre aspas . Por que o tipo importa Na primeira linha, 2 e 3 são números, e + soma. Na segunda, estão entre aspas, então são textos, e + junta um no outro. Tudo o que o usuário digita chega ao programa como texto. Para fazer contas, é preciso converter: input lê o que a pessoa digitou e int transforma o texto em número inteiro. Bons nomes - Use nomes que digam o que a variável guarda: preco total é melhor que x . - Não use espaços. Separe as palavras com . - O nome não pode começar com número. - Maiúsculas e minúsculas fazem diferença: Idade e idade são variáveis diferentes. Pratique Sem usar o computador, diga o que este programa mostra na tela: A resposta é 7 8 . Se você chegou a outro resultado, refaça linha por linha, anotando o valor de cada variável."},{"kind":"aula","title":"Condições","href":"/trilhas/logica-de-programacao/condicoes","area":"Programação","context":"Lógica de programação","text":"Como fazer o programa tomar decisões com se, senão e os operadores de comparação. Até aqui, os programas executavam todas as linhas, de cima para baixo. Com condições , o programa escolhe um caminho. Se... senão Lê-se: se a nota for maior ou igual a 6, mostre \"Aprovado\"; senão , mostre \"Reprovado\". - if significa \"se\". - else significa \"senão\". - Os dois-pontos ( : ) abrem um bloco. - As linhas do bloco ficam recuadas (em geral, 4 espaços). É pelo recuo que o Python sabe o que pertence ao if e o que pertence ao else . Comparações Toda condição é uma pergunta cuja resposta é verdadeiro ( True ) ou falso ( False ). Operador Significado Exemplo Resultado --- --- --- --- == igual a 5 == 5 True != diferente de 5 != 5 False maior que 7 3 True < menor que 7 < 3 False = maior ou igual 6 = 6 True <= menor ou igual 4 <= 2 False O erro mais comum de quem começa é confundir = com == . Um sinal guarda um valor. Dois sinais comparam . Mais de dois caminhos Quando há várias possibilidades, use elif (abreviação de else if , \"senão, se\"): O computador testa de cima para baixo e executa apenas o primeiro bloco cuja condição for verdadeira. Com nota 9,5, ele mostra \"Excelente\" e pula todo o resto, mesmo que 9,5 também seja maior que 6. Combinando condições - and (e): verdadeiro só quando as duas partes são verdadeiras. - or (ou): verdadeiro quando pelo menos uma é verdadeira. - not (não): inverte o resultado. Pratique Escreva, em pseudocódigo ou em Python, um programa que recebe um número e diz se ele é positivo, negativo ou zero. Quantos caminhos ele precisa ter?"},{"kind":"aula","title":"Laços de repetição","href":"/trilhas/logica-de-programacao/lacos-de-repeticao","area":"Programação","context":"Lógica de programação","text":"Como mandar o computador repetir uma tarefa sem reescrever o código. Computadores são ótimos em repetir tarefas sem cansar e sem errar. Os laços (em inglês, loops ) dizem ao programa para executar um bloco várias vezes. Enquanto: while O while repete o bloco enquanto a condição for verdadeira. Esse programa mostra os números de 1 a 5. Acompanhe: 1. contador começa valendo 1. 2. A condição contador <= 5 é verdadeira, então o bloco roda: mostra 1 e o contador passa a valer 2. 3. O programa volta e testa a condição de novo. 4. Quando o contador chega a 6, a condição fica falsa e o laço termina. Cuidado com o laço infinito Se você esquecer a linha contador = contador + 1 , o contador vale 1 para sempre, a condição nunca fica falsa e o programa nunca para. Isso se chama laço infinito . Sempre que escrever um while , pergunte: o que, dentro do bloco, vai fazer a condição ficar falsa em algum momento? Para cada: for Quando você sabe quantas vezes quer repetir, o for é mais simples: range(1, 6) gera os números de 1 a 5. O primeiro valor entra, o último não : a contagem para antes do 6. Com um só valor, range(3) começa do zero e gera 0, 1 e 2. A cada volta, a variável numero recebe o próximo valor da sequência. Um exemplo útil: somar de 1 a 100 A variável soma começa em zero e vai acumulando os valores a cada volta. Esse padrão, chamado de acumulador, aparece em quase todo programa. Qual usar - Use for quando souber quantas repetições serão, ou quando for percorrer uma sequência. - Use while quando a repetição depender de algo que acontece durante o programa, como \"repita até a pessoa digitar a senha certa\". Pratique Escreva um laço que mostre a tabuada do 7, de 7 × 1 até 7 × 10. Dica: dentro do laço, multiplique 7 pela variável que conta as voltas."},{"kind":"aula","title":"Funções","href":"/trilhas/logica-de-programacao/funcoes","area":"Programação","context":"Lógica de programação","text":"Como dar nome a um trecho de código para usá-lo quantas vezes quiser. Dar nome a um conjunto de passos Função é um bloco de código com nome, que só é executado quando alguém o chama. Você já usou duas: print e input . Agora vai criar as suas. - def (de define ) cria a função. - saudacao é o nome dela. - As linhas recuadas são o corpo : o que ela faz. - saudacao() é a chamada . Cada chamada executa o corpo inteiro. O programa acima mostra as duas mensagens duas vezes. Definir uma função não a executa. Sem a chamada, nada acontece. Parâmetros: a entrada da função Uma função fica muito mais útil quando recebe valores para trabalhar. nome é um parâmetro : uma variável que só existe dentro da função e que recebe o valor passado na chamada. Retorno: a saída da função Muitas vezes você não quer que a função mostre algo na tela, e sim que ela devolva um resultado para ser usado depois. Para isso existe o return . Ao chegar em return , a função termina e entrega o valor a quem a chamou. Aqui, o valor é guardado na variável resultado . A diferença entre print e return confunde muita gente no início: - print mostra um valor para a pessoa que está usando o programa. - return entrega um valor para o resto do programa. Por que usar funções - Evitar repetição. Escreva uma vez, use quantas vezes quiser. - Corrigir em um lugar só. Se a conta estiver errada, você conserta na função e todas as chamadas ficam certas. - Organizar. Um programa grande vira um conjunto de peças pequenas, cada uma com um nome que diz o que faz. Juntando tudo Este programa usa quase tudo o que você viu na trilha: variáveis, condição, laço e função. O operador % dá o resto da divisão . Se o resto da divisão por 2 for zero, o número é par. Próximos passos Com algoritmos, variáveis, condições, laços e funções, você já conhece a base de toda linguagem de programação. Para continuar, o acervo indica dois livros gratuitos: Think Python e Automate the Boring Stuff with Python."},{"kind":"trilha","title":"Lutas do povo","href":"/trilhas/lutas-do-povo","area":"História","context":"Ensino médio","text":"Momentos em que gente comum mudou o rumo da história. Os livros de história costumam dar nome a reis, presidentes e generais. Esta trilha conta outra parte: a de pessoas escravizadas, operárias e operários que se organizaram e enfrentaram os poderosos de seu tempo. A trilha está só começando. Veja no quadro de missões as aulas que ainda faltam escrever."},{"kind":"aula","title":"A Revolução Francesa","href":"/trilhas/lutas-do-povo/a-revolucao-francesa","area":"História","context":"Lutas do povo","text":"Como o povo de Paris derrubou o absolutismo, e por que as palavras esquerda e direita nasceram ali. A França do Antigo Regime Em 1789, a França tinha cerca de 28 milhões de habitantes, quase todos camponeses. O rei Luís XVI governava como monarca absoluto. A sociedade era dividida em três \"estados\", com direitos diferentes por nascimento: - o clero e a nobreza , que não pagavam a maior parte dos impostos e viviam de rendas e privilégios; - o terceiro estado , todo o resto: camponeses, artesãos, trabalhadores das cidades e também a burguesia , formada por comerciantes, banqueiros e profissionais que tinham dinheiro, mas não tinham poder político. Depois de anos de guerras caras e de colheitas ruins, o Estado estava falido e o pão, caríssimo. 1789: o ano em que tudo mudou Para criar novos impostos, o rei convocou os Estados Gerais , assembleia que não se reunia desde 1614. Os deputados do terceiro estado recusaram-se a votar em separado e, em junho, proclamaram-se Assembleia Nacional , representante de toda a nação. Em 14 de julho , com a notícia de que tropas se aproximavam de Paris, a população tomou a fortaleza da Bastilha . No campo, camponeses invadiram castelos e queimaram os registros das dívidas feudais. Sob essa pressão, na noite de 4 de agosto a Assembleia aboliu os privilégios feudais e, no dia 26, aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão : \"Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos\". Em outubro, milhares de mulheres marcharam de Paris a Versalhes exigindo pão e trouxeram o rei para a capital. Foi nessa Assembleia que nasceram duas palavras: sentavam-se à direita do presidente os deputados que defendiam o poder do rei; à esquerda , os que queriam limitá-lo. Iguais, mas nem todos A declaração tinha limites claros. O voto ficou restrito a homens com certa renda. As mulheres foram excluídas: Olympe de Gouges respondeu com a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791). E a escravidão continuou nas colônias, até que a Revolução Haitiana forçou a França a aboli-la, em 1794. República e Terror Em 1792, com a França em guerra contra as monarquias vizinhas e o rei suspeito de traição, o povo de Paris invadiu o palácio. A monarquia foi abolida e proclamou-se a República . Luís XVI foi julgado e guilhotinado em janeiro de 1793. O governo passou aos jacobinos , a ala mais radical, liderada por Maximilien Robespierre e apoiada pelos sans-culottes , os trabalhadores e artesãos de Paris. Eles tabelaram o preço do pão, aprovaram o voto de todos os homens, a escola pública e o fim definitivo dos direitos feudais. Para enfrentar a guerra externa e as revoltas internas, instauraram também o Terror (1793–1794): tribunais revolucionários condenaram à morte cerca de 17 mil pessoas. Em julho de 1794 (o mês de Termidor, no calendário revolucionário), Robespierre foi derrubado e executado. A burguesia mais rica retomou o controle, e as medidas favoráveis aos pobres foram revogadas. Em 1799, o general Napoleão Bonaparte tomou o poder com um golpe. O que ficou - O fim do feudalismo e dos privilégios de nascimento na França. - A ideia de que o poder vem do povo, e não de Deus ou do sangue. - Os direitos do cidadão e a igualdade perante a lei, ainda que incompletos. - Um modelo de revolução que inspirou o Haiti, a América Latina e os movimentos do século XIX. Para Marx, foi o exemplo clássico de revolução burguesa : o povo fez a revolução, mas quem ficou com o poder foi a burguesia. Ainda durante a revolução, Gracchus Babeuf e a sua \"Conspiração dos Iguais\" (1796) já diziam que a igualdade perante a lei não bastava sem igualdade de condições. Dessa crítica nasceria, no século seguinte, o socialismo."},{"kind":"aula","title":"A Revolução Haitiana","href":"/trilhas/lutas-do-povo/revolucao-haitiana","area":"História","context":"Lutas do povo","text":"A única revolução de pessoas escravizadas que derrotou um império e fundou um país. A colônia mais rica do Caribe No fim do século XVIII, a metade oeste da ilha de Hispaniola era uma colônia francesa chamada São Domingos (Saint-Domingue). Era a colônia mais lucrativa do Caribe: produzia grande parte do açúcar e do café consumidos na Europa. Essa riqueza vinha do trabalho de cerca de meio milhão de pessoas escravizadas , trazidas à força da África. Elas eram a imensa maioria da população. As condições nas plantações eram tão brutais que muitas morriam poucos anos depois de chegar, e os senhores preferiam comprar novos cativos a manter vivos os que tinham. A revolta Em 1789, a Revolução Francesa proclamou que os homens nascem livres e iguais. Os donos das plantações queriam essa liberdade para si, mas não para quem escravizavam. Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791 , os escravizados do norte da colônia se levantaram. Em poucas semanas, centenas de plantações estavam em chamas. A revolta transformou-se em uma guerra que duraria treze anos. Toussaint Louverture Entre os líderes destacou-se Toussaint Louverture , um ex-escravizado que se revelou grande estrategista. Sob sua liderança, os rebeldes enfrentaram, em momentos diferentes, tropas francesas, espanholas e inglesas. Pressionada pela revolta, a França revolucionária declarou a abolição da escravidão em suas colônias em 1794. Toussaint tornou-se o governante de fato de São Domingos. Em 1802, Napoleão Bonaparte enviou uma grande expedição militar para retomar o controle da colônia e restabelecer a escravidão. Toussaint foi preso à traição e levado para uma prisão nas montanhas da França, onde morreu em 1803. A independência A prisão de Toussaint não encerrou a luta. Sob o comando de Jean-Jacques Dessalines , os antigos escravizados derrotaram o exército de Napoleão, que também foi dizimado pela febre amarela. Em 1º de janeiro de 1804 , Dessalines proclamou a independência. O novo país recebeu o nome que os povos originários davam à ilha: Haiti . Foi a primeira república negra do mundo , o segundo país independente das Américas e o primeiro a abolir definitivamente a escravidão. É, até hoje, o único caso em que uma revolta de pessoas escravizadas resultou na fundação de um Estado. O castigo As potências escravistas nunca perdoaram o Haiti. O exemplo era perigoso demais: senhores de escravos de todo o continente, inclusive do Brasil, passaram a viver com medo do \"haitianismo\". O país foi isolado. Em 1825 , sob ameaça de navios de guerra, a França exigiu uma indenização de 150 milhões de francos para reconhecer a independência. O dinheiro serviria para compensar os antigos senhores pela perda de suas \"propriedades\", ou seja, das pessoas que haviam escravizado. O valor foi depois reduzido, mas o Haiti levou mais de um século para pagar a dívida e os empréstimos feitos para quitá-la. Boa parte da pobreza do Haiti de hoje começa aí: um povo obrigado a pagar pela própria liberdade. Por que essa história é pouco contada Quando se fala das grandes revoluções da época, lembra-se da americana e da francesa. A haitiana foi mais longe que as duas: levou a sério a ideia de que todos os seres humanos são livres e iguais, sem exceção de cor. Para refletir Por que você acha que a Revolução Haitiana ocupa tão pouco espaço nos livros escolares, se comparada à Revolução Francesa? Para ler A Narrativa da Vida de Frederick Douglass, no acervo, é o relato em primeira pessoa de um homem que escapou da escravidão nos Estados Unidos algumas décadas depois."},{"kind":"aula","title":"A Comuna de Paris","href":"/trilhas/lutas-do-povo/comuna-de-paris","area":"História","context":"Lutas do povo","text":"Os 72 dias em que os trabalhadores governaram uma das maiores cidades do mundo. Uma cidade cercada Em 1870, a França entrou em guerra com a Prússia e foi derrotada rapidamente. O imperador Napoleão III caiu, e a República foi proclamada. Paris ficou cercada pelo exército prussiano durante meses, em um inverno de fome. Quem defendeu a cidade foi a Guarda Nacional , uma milícia formada em grande parte por operários e artesãos dos bairros populares. Seus canhões haviam sido comprados com dinheiro arrecadado pelo próprio povo. O novo governo, chefiado por Adolphe Thiers, assinou a rendição e temia mais os trabalhadores armados de Paris do que os prussianos. 18 de março de 1871 Na madrugada de 18 de março , Thiers mandou tropas retirarem os canhões da Guarda Nacional, guardados na colina de Montmartre. As mulheres do bairro deram o alarme e se colocaram entre os soldados e os canhões. Os soldados se recusaram a atirar e confraternizaram com o povo. O governo fugiu para Versalhes . Paris estava nas mãos de seus trabalhadores. Dias depois, a cidade elegeu um conselho que tomou o nome de Comuna . O que a Comuna fez Em pouco mais de dois meses, e em plena guerra, a Comuna aprovou medidas que só se tornariam comuns muito tempo depois: - Salário de operário para os governantes. Nenhum funcionário público, do mais alto ao mais baixo, poderia ganhar mais que um trabalhador qualificado. - Mandatos revogáveis. Os eleitos podiam ser destituídos a qualquer momento por quem os elegeu. - Separação entre Igreja e Estado e ensino público, gratuito e laico. - Fim do trabalho noturno nas padarias. - Oficinas abandonadas pelos patrões seriam entregues a cooperativas de trabalhadores. - Suspensão dos aluguéis atrasados e devolução de ferramentas penhoradas. As mulheres tiveram papel central: organizaram a defesa dos bairros, cuidaram dos feridos, criaram cooperativas e combateram nas barricadas. A professora Louise Michel tornou-se o rosto mais conhecido da Comuna. A Semana Sangrenta O governo de Versalhes reorganizou o exército, com soldados libertados pela Prússia para isso. Em 21 de maio , as tropas entraram em Paris. Seguiram-se sete dias de combates, rua por rua, barricada por barricada: a Semana Sangrenta . Os prisioneiros eram fuzilados em massa. Em 28 de maio, a última barricada caiu. O número de mortos é discutido até hoje, e as estimativas vão de cerca de dez mil a mais de vinte mil pessoas. Outras dezenas de milhares foram presas, e milhares, deportadas para colônias distantes. O que ficou A Comuna durou apenas 72 dias, mas mostrou pela primeira vez que os trabalhadores eram capazes de governar. Marx escreveu sobre ela ainda no calor dos acontecimentos e viu ali uma forma nova de poder político, em que os governantes são controlados diretamente pelo povo. Várias de suas medidas, como o ensino laico e a separação entre Igreja e Estado, foram adotadas mais tarde em muitos países. Outras, como o salário de operário para os governantes, continuam sendo reivindicações. Para refletir A Comuna determinou que quem governa deve ganhar o mesmo que um trabalhador e pode ser destituído a qualquer momento. Como seria a política da sua cidade com essas duas regras? Para ler A Guerra Civil em França, de Marx, foi escrita em 1871, logo após a derrota da Comuna."},{"kind":"trilha","title":"Matemática fundamental","href":"/trilhas/matematica-fundamental","area":"Matemática","context":"Ensino fundamental","text":"Frações e porcentagens, com exemplos do dia a dia. Muita gente trava em matemática por causa de uma base que ficou para trás. Esta trilha retoma duas ideias que aparecem em todo lugar: nas receitas, nos descontos, nos juros e nas notícias. Tenha papel e lápis por perto. Matemática se aprende fazendo as contas, não só lendo."},{"kind":"aula","title":"Frações","href":"/trilhas/matematica-fundamental/fracoes","area":"Matemática","context":"Matemática fundamental","text":"O que é uma fração, como simplificar e como somar. Partes de um todo Uma fração representa partes de algo que foi dividido em pedaços iguais. Se uma pizza é cortada em 8 fatias iguais e você come 3, você comeu três oitavos da pizza: Neste texto, as frações aparecem na forma 3/8 . O denominador nunca pode ser zero: não faz sentido dividir algo em zero partes. Frações equivalentes Frações diferentes podem representar a mesma quantidade. Meia pizza é a mesma coisa que duas fatias de uma pizza cortada em quatro, ou quatro fatias de uma cortada em oito: 1/2 = 2/4 = 4/8 Essas frações são equivalentes . Para obter uma fração equivalente, multiplique ou divida o numerador e o denominador pelo mesmo número . Simplificar Simplificar é encontrar a fração equivalente com os menores números possíveis. Basta dividir em cima e embaixo pelo mesmo número, até não dar mais. 12/18 → dividindo os dois por 2 → 6/9 → dividindo os dois por 3 → 2/3 Como 2 e 3 não têm divisor em comum além do 1, 2/3 é a forma mais simples. Somar com denominadores iguais Quando os pedaços são do mesmo tamanho, basta contar os pedaços. Some os numeradores e mantenha o denominador: 1/8 + 3/8 = 4/8 , que simplificado dá 1/2 Somar com denominadores diferentes Não dá para somar diretamente metades com terços, porque os pedaços têm tamanhos diferentes. Primeiro é preciso transformar as duas frações em equivalentes com o mesmo denominador . Exemplo: 1/2 + 1/3 1. Procure um número que seja múltiplo de 2 e de 3. O menor é 6. 2. Transforme as duas frações em sextos: 1/2 = 3/6 e 1/3 = 2/6 . 3. Agora some: 3/6 + 2/6 = 5/6 . O erro mais comum é somar em cima e embaixo, chegando a 2/5 . Dá para perceber que está errado: 2/5 é menos que a metade, e você começou a conta já com uma metade. A subtração funciona do mesmo jeito: iguale os denominadores e subtraia os numeradores. Fração também é divisão A fração 3/4 é o mesmo que 3 dividido por 4, que dá 0,75. Essa ideia vai ser útil na próxima aula, sobre porcentagem. Pratique Resolva e simplifique o resultado: 1. 2/6 + 1/6 2. 1/4 + 1/2 3. 2/3 − 1/6 Respostas: 1/2 , 3/4 e 1/2 ."},{"kind":"aula","title":"Números decimais","href":"/trilhas/matematica-fundamental/numeros-decimais","area":"Matemática","context":"Matemática fundamental","text":"Como ler, comparar, somar e multiplicar números com vírgula, usando o dinheiro como guia. Você já usa todo dia R$ 3,75. Um metro e sessenta e dois: 1,62 m. Meio quilo: 0,5 kg. Todo número com vírgula é um número decimal : tem uma parte inteira, antes da vírgula, e uma parte menor que um, depois dela. O valor de cada casa No nosso sistema de numeração, cada casa vale dez vezes menos que a casa à sua esquerda. Isso continua depois da vírgula: Centenas Dezenas Unidades , Décimos Centésimos Milésimos --- --- --- --- --- --- --- 100 10 1 , 0,1 0,01 0,001 Em 3,75 : - o 3 vale três unidades; - o 7 vale sete décimos (sete pedaços de uma unidade dividida em dez); - o 5 vale cinco centésimos (cinco pedaços de uma unidade dividida em cem). Com dinheiro fica fácil de ver: R$ 3,75 são três reais, sete moedas de dez centavos e cinco de um centavo. Lê-se \"três inteiros e setenta e cinco centésimos\". Zeros que não mudam nada Acrescentar zeros à direita da parte decimal não muda o valor: 2,5 = 2,50 = 2,500. Dois reais e cinquenta centavos são sempre dois e cinquenta. Isso ajuda a comparar . Qual é maior, 0,5 ou 0,45? Iguale o número de casas: 0,50 e 0,45. Agora é só comparar 50 com 45. Um erro comum é achar que 0,45 é maior \"porque tem mais algarismos\". Somar e subtrair A regra é uma só: vírgula embaixo de vírgula . Complete com zeros se precisar. Para o troco de uma nota de R$ 20 em uma compra de R$ 13,65: Multiplicar e dividir por 10, 100 e 1000 - Multiplicar por 10 anda a vírgula uma casa para a direita ; por 100, duas; por 1000, três. Exemplo: 3,75 × 10 = 37,5. - Dividir por 10 anda a vírgula uma casa para a esquerda . Exemplo: 48 ÷ 100 = 0,48. Decimais, frações e porcentagens São três jeitos de escrever a mesma coisa: Fração Decimal Porcentagem --- --- --- 1/2 0,5 50% 1/4 0,25 25% 3/4 0,75 75% 1/10 0,1 10% Para passar de fração a decimal, divida o número de cima pelo de baixo: 3 ÷ 4 = 0,75. Veja também as aulas de frações e de porcentagem. Para praticar 1. Escreva por extenso: 0,8; 5,02; 10,125. 2. Ponha em ordem crescente: 0,3; 0,25; 0,305; 0,03. 3. Você comprou pão (R$ 7,80), leite (R$ 5,49) e café (R$ 18,90) e pagou com R$ 50. Qual é o troco? Confira na calculadora."},{"kind":"aula","title":"Porcentagem","href":"/trilhas/matematica-fundamental/porcentagem","area":"Matemática","context":"Matemática fundamental","text":"Calcular descontos, aumentos e a parte de um total, sem decorar fórmula. Por cento quer dizer \"a cada cem\" Porcentagem é uma fração com denominador 100. O símbolo % lê-se \"por cento\". 25% = 25/100 = 0,25 Dizer que 25% dos alunos faltaram é dizer que, a cada 100 alunos, 25 faltaram. Ou, simplificando a fração, 1 a cada 4. Algumas equivalências que vale a pena guardar: Porcentagem Fração Decimal --- --- --- 10% 1/10 0,1 25% 1/4 0,25 50% 1/2 0,5 75% 3/4 0,75 100% 1 1 Calcular a porcentagem de um valor Para calcular uma porcentagem de um valor, multiplique o valor pela porcentagem na forma decimal . Quanto é 15% de 200? 200 × 0,15 = 30 O atalho dos 10% Para achar 10% de qualquer número, basta dividir por 10, ou seja, andar a vírgula uma casa para a esquerda. A partir daí você monta outras porcentagens de cabeça: - 10% de 80 é 8 - 5% é a metade de 10%: 4 - 20% é o dobro de 10%: 16 - 15% é 10% mais 5%: 8 + 4 = 12 - 1% é 10% dividido por 10: 0,8 Descontos Um tênis custa R$ 120 e está com 30% de desconto. 1. Calcule o desconto: 120 × 0,30 = 36 2. Subtraia do preço: 120 − 36 = 84 O preço final é R$ 84. Um caminho mais curto: se o desconto é de 30%, você paga os 70% restantes. 120 × 0,70 = 84 . Aumentos Um aluguel de R$ 1.000 vai subir 8%. 1. Calcule o aumento: 1.000 × 0,08 = 80 2. Some ao valor: 1.000 + 80 = 1.080 O caminho curto: 1.000 × 1,08 = 1.080 . Que porcentagem uma parte representa Para saber quanto uma parte representa do total, divida a parte pelo total e multiplique por 100 . De 40 questões, você acertou 30: 30 ÷ 40 = 0,75 , e 0,75 × 100 = 75% Uma armadilha Um produto de R$ 100 sobe 10% e, na semana seguinte, cai 10%. Ele volta a custar R$ 100? Não. Com o aumento, vai a R$ 110. A queda de 10% é calculada sobre os R$ 110, o que dá R$ 11. O preço final é R$ 99 . Uma porcentagem é sempre calculada sobre algum valor. Quando esse valor muda, o mesmo percentual passa a representar outra quantia. Vale lembrar disso ao ler notícias sobre preços, salários e inflação. Pratique 1. Quanto é 35% de 60? 2. Uma conta de R$ 90 terá 10% de taxa de serviço. Qual é o total? 3. Em uma turma de 25 alunos, 5 faltaram. Qual foi a porcentagem de faltas? Respostas: 21; R$ 99; 20%."},{"kind":"aula","title":"Equações do 1º grau","href":"/trilhas/matematica-fundamental/equacoes-do-1-grau","area":"Matemática","context":"Matemática fundamental","text":"Como descobrir um número desconhecido mantendo a balança equilibrada. Um número escondido \"Pensei em um número, somei 7 e deu 12. Em que número pensei?\" Você resolve de cabeça: 5. Acabou de resolver uma equação. Equação é uma igualdade em que falta descobrir um valor. Esse valor desconhecido, a incógnita , costuma ser representado pela letra x: x + 7 = 12 Resolver a equação é encontrar o valor de x que torna a igualdade verdadeira. A balança Pense em uma balança de dois pratos em equilíbrio. O sinal de igual é o eixo: o que está de um lado pesa o mesmo que o que está do outro. A regra de ouro: tudo o que você fizer de um lado, faça igual do outro . Assim a balança continua equilibrada. O objetivo é deixar o x sozinho em um dos pratos. Desfazendo as operações Para isolar o x, desfaça o que foi feito com ele, usando a operação contrária: Para desfazer Use --- --- uma soma subtração uma subtração soma uma multiplicação divisão uma divisão multiplicação Exemplo 1: x + 7 = 12. Tirando 7 dos dois lados: x = 5. Exemplo 2: x − 4 = 10. Somando 4 dos dois lados: x = 14. Exemplo 3: 3x = 15. Aqui \"3x\" quer dizer 3 vezes x. Dividindo os dois lados por 3: x = 5. Exemplo 4: x ÷ 2 = 9. Multiplicando os dois lados por 2: x = 18. Duas etapas Em 2x + 5 = 17, o x foi multiplicado por 2 e depois somado a 5. Desfaça na ordem inversa: 1. tire 5 dos dois lados: 2x = 12; 2. divida os dois lados por 2: x = 6. Sempre confira Troque o x pelo valor encontrado e veja se a igualdade se mantém. Em 2x + 5 = 17, com x = 6: 2 × 6 + 5 = 12 + 5 = 17. Confere. Incógnita dos dois lados Em 5x − 3 = 2x + 9, junte os termos com x de um lado e os números do outro: 1. tire 2x dos dois lados: 3x − 3 = 9; 2. some 3 aos dois lados: 3x = 12; 3. divida por 3: x = 4. Conferindo: 5 × 4 − 3 = 17 e 2 × 4 + 9 = 17. Você talvez tenha aprendido a regra \"passa para o outro lado trocando o sinal\". Ela funciona, mas é só um atalho para o que fizemos aqui: a mesma operação nos dois pratos da balança. Do problema à equação Uma corrida de aplicativo custa R$ 4 de taxa fixa mais R$ 2 por quilômetro. Paguei R$ 26. Quantos quilômetros rodei? Chame de x o número de quilômetros: 2x + 4 = 26. Tirando 4: 2x = 22. Dividindo por 2: x = 11 quilômetros. Para praticar 1. x + 15 = 40 2. 7x = 63 3. 3x − 8 = 19 4. 6x + 2 = 4x + 14 5. Um salário de R$ 1.800 é formado por um valor fixo de R$ 1.200 mais R$ 30 por venda. Quantas vendas foram feitas?"},{"kind":"trilha","title":"O lugar onde vivemos","href":"/trilhas/geografia-fundamental","area":"Geografia","context":"Ensino fundamental","text":"Mapas, paisagens, regiões e gente. "},{"kind":"aula","title":"Mapas, escalas e coordenadas","href":"/trilhas/geografia-fundamental/mapas-escalas-e-coordenadas","area":"Geografia","context":"O lugar onde vivemos","text":"Como ler um mapa, calcular distâncias reais e localizar qualquer ponto da Terra. O que é um mapa Um mapa é uma representação reduzida e simplificada de uma parte da superfície da Terra, vista de cima. Reduzida, porque o mundo não cabe no papel. Simplificada, porque ninguém consegue desenhar tudo: quem faz o mapa escolhe o que mostrar. Um mapa de ruas ignora o relevo; um mapa de relevo ignora as ruas. Os elementos de um mapa Todo bom mapa tem: Elemento Para que serve --- --- Título diz o assunto, o lugar e a data Legenda explica as cores e os símbolos Escala informa quanto o lugar foi reduzido Orientação indica onde fica o norte Fonte diz de onde vieram os dados Mapa sem fonte e sem data merece a mesma desconfiança que notícia sem autor. Escala A escala é a relação entre uma medida no mapa e a medida real. Na escala numérica , 1:100.000 (lê-se \"um para cem mil\") significa que tudo foi reduzido cem mil vezes: 1 centímetro no mapa vale 100.000 centímetros na realidade , ou seja, 1 quilômetro. Para calcular uma distância real: meça no mapa e multiplique pelo número da escala. Duas cidades estão a 4 cm uma da outra em um mapa 1:500.000. Qual é a distância real? 4 × 500.000 = 2.000.000 cm = 20 km. A escala gráfica é uma pequena régua desenhada no mapa, já marcada em quilômetros. Atenção ao vocabulário: escala grande mostra uma área pequena com muitos detalhes (a planta de um bairro, 1:5.000); escala pequena mostra uma área enorme com poucos detalhes (um mapa-múndi, 1:50.000.000). Os pontos cardeais Norte, sul, leste e oeste. O Sol nasce para o lado leste e se põe para o lado oeste . De braços abertos, com a mão direita apontando para o nascente, você tem o norte à frente e o sul às costas. Por convenção, a maioria dos mapas põe o norte para cima, mas isso é só um costume. Coordenadas: o endereço de qualquer lugar Para localizar um ponto com exatidão, imaginou-se uma rede de linhas sobre o globo. Paralelos são círculos horizontais. O principal é a Linha do Equador , que divide a Terra nos hemisférios Norte e Sul. A latitude é a distância de um lugar até o Equador, medida em graus: de 0° (no Equador) a 90° (nos polos), ao norte ou ao sul. Meridianos são linhas que vão de um polo ao outro. O de referência é o Meridiano de Greenwich , que passa por Londres. A longitude é a distância até ele, de 0° a 180°, a leste ou a oeste. Com os dois números, encontra-se qualquer ponto. Brasília fica aproximadamente a 15° 47′ de latitude sul e 47° 53′ de longitude oeste. É assim que funcionam os aplicativos de mapa do celular. Dois paralelos merecem ser lembrados: os trópicos de Câncer (ao norte) e de Capricórnio (ao sul), a cerca de 23° 27′ do Equador. O de Capricórnio atravessa o Brasil, passando pela cidade de São Paulo. Todo mapa-múndi mente um pouco Descasque uma laranja e tente abrir a casca em uma folha sem rasgá-la: não dá. Com a Terra é igual. Para passar a esfera para o plano, usa-se uma projeção , e toda projeção deforma alguma coisa. A mais conhecida, a de Mercator (1569), foi criada para a navegação: mantém as formas e os ângulos, mas aumenta as áreas quanto mais longe do Equador. Nela, a Groenlândia parece do tamanho da África. Na realidade, a África é cerca de catorze vezes maior. Projeções como a de Gall-Peters preservam as áreas, à custa das formas. Nenhuma é \"a certa\". Mas vale notar: o mapa que mais vimos na escola agiganta a Europa e a América do Norte e encolhe a África e a América do Sul. Mapas também carregam um ponto de vista. Para praticar 1. Pegue um mapa do seu estado, encontre a escala e calcule a distância em linha reta entre a sua cidade e a capital. 2. Descubra a latitude e a longitude aproximadas da sua cidade. 3. Compare, em um globo ou em um aplicativo que mostre a Terra como esfera, o tamanho do Brasil com o da Groenlândia."},{"kind":"trilha","title":"O que é comunismo","href":"/trilhas/comunismo-fundamental","area":"Comunismo","context":"Ensino fundamental","text":"O significado da palavra, a ideia e os mitos. "},{"kind":"aula","title":"O que é comunismo","href":"/trilhas/comunismo-fundamental/o-que-e-comunismo","area":"Comunismo","context":"O que é comunismo","text":"O significado da palavra para quem a criou: uma sociedade sem classes, sem exploração e sem Estado. A palavra Comunismo vem do latim communis , \"comum\": aquilo que pertence a todos. Tem a mesma raiz de comunidade . A palavra passou a ser usada na França, por volta de 1840, por trabalhadores e pensadores que queriam uma sociedade baseada na propriedade comum. Em 1847, uma associação de operários, a Liga dos Comunistas, encarregou dois jovens alemães de escrever o seu programa. Karl Marx e Friedrich Engels publicaram-no no ano seguinte: o Manifesto do Partido Comunista. A ideia Para Marx e Engels, comunismo é o nome de uma sociedade futura em que: 1. não há classes sociais : ninguém vive do trabalho dos outros, porque os meios de produção pertencem a todos; 2. não há exploração : a riqueza produzida em conjunto é usada em conjunto; 3. o Estado deixa de ser necessário : para eles, o Estado existe para manter o domínio de uma classe sobre outra; sem classes, as tarefas de administração continuam, mas a máquina de repressão perde a função; 4. o trabalho deixa de ser só um meio de sobreviver, e cada pessoa tem tempo e condições para desenvolver as suas capacidades. Os dois sempre evitaram descrever em detalhe essa sociedade. Diziam que ela não seria um plano inventado por alguém, mas o resultado de um movimento real da história. As duas fases Na Crítica do Programa de Gotha (1875), Marx distingue duas etapas: - Numa primeira fase , recém-saída do capitalismo, a sociedade ainda carrega as marcas do passado. Os meios de produção já são coletivos, mas cada pessoa recebe de acordo com o trabalho que fornece. - Numa fase superior , com a produção abundante e a divisão entre trabalho manual e intelectual superada, valeria o princípio: \"De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades\" . Mais tarde, tornou-se costume chamar a primeira fase de socialismo e reservar a palavra comunismo para a segunda. E os \"países comunistas\"? No século XX, partidos comunistas chegaram ao poder na Rússia, na China, em Cuba, no Vietnã e em outros países. A imprensa passou a chamá-los de \"países comunistas\". Mas nenhum deles afirmou ter chegado ao comunismo: todos se definiram como socialistas , isto é, em transição. A União Soviética chamava-se União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Por isso é útil separar três coisas que a mesma palavra costuma misturar: - o comunismo como objetivo : a sociedade sem classes; - o movimento comunista : partidos e organizações que lutam por esse objetivo; - os Estados dirigidos por partidos comunistas , com as suas conquistas e os seus problemas. Criticar ou defender uma dessas coisas não é o mesmo que criticar ou defender as outras. Por que a palavra assusta Desde o século XIX, \"comunista\" é usado como xingamento por quem teme perder privilégios. O próprio Manifesto começa falando disso: um \"espectro\" que ronda a Europa, contra o qual se unem todas as potências. No Brasil, o anticomunismo serviu de justificativa para ditaduras, prisões e mortes. Conhecer o significado real da palavra é o primeiro passo para discutir o assunto sem medo e sem caricaturas."},{"kind":"trilha","title":"O que é socialismo","href":"/trilhas/socialismo-fundamental","area":"Socialismo","context":"Ensino fundamental","text":"A ideia central, sem mistério e sem caricatura. "},{"kind":"aula","title":"O que é socialismo","href":"/trilhas/socialismo-fundamental/o-que-e-socialismo","area":"Socialismo","context":"O que é socialismo","text":"A ideia central em linguagem simples: o que é de todos deve servir a todos. Uma pergunta simples Uma fábrica de calçados só funciona porque centenas de pessoas trabalham nela. Cortam o couro, costuram, colam, embalam, transportam. No fim do mês, quem decide o que fazer com o dinheiro das vendas? O dono. Ele não fez os sapatos, mas é dono das máquinas e do prédio, e por isso fica com o lucro. O socialismo começa com uma pergunta sobre essa cena: se a riqueza é produzida por muitos, por que é controlada por poucos? Meios de produção Para entender a resposta dos socialistas, é preciso um conceito: meios de produção são as coisas usadas para produzir outras coisas. Terras, fábricas, máquinas, minas, usinas, bancos, redes de transporte. No capitalismo, os meios de produção são propriedade privada de uma minoria. Quem não os possui precisa vender a sua capacidade de trabalhar para viver. (A trilha Introdução ao marxismo explica isso em detalhe.) A proposta Socialismo é a proposta de que os grandes meios de produção pertençam à sociedade, e não a indivíduos, e de que a produção seja organizada para atender às necessidades das pessoas, e não para gerar lucro para poucos. Na prática, isso aponta para: - propriedade coletiva das grandes empresas, das terras e dos bancos, nas formas de propriedade estatal, cooperativa ou comunitária; - planejamento : decidir em conjunto o que produzir, em vez de deixar tudo para a concorrência; - direitos garantidos a todos : saúde, educação, moradia, trabalho, cultura; - poder político nas mãos de quem trabalha. O que o socialismo não é Três confusões aparecem sempre. \"Vão tomar a minha casa.\" Não. A proposta trata dos meios de produção, e não dos bens pessoais. A sua casa, as suas roupas, o seu celular e as suas economias não exploram ninguém. \"Todo mundo vai ganhar igual.\" Também não. A ideia clássica é que, numa primeira fase, cada pessoa receba de acordo com o trabalho que realiza, sem que ninguém enriqueça com o trabalho dos outros. \"É o governo mandando em tudo.\" Para os socialistas, o que define o socialismo é quem controla a economia e o Estado: a maioria que trabalha. Um Estado forte a serviço de poucos não é socialismo. Uma ideia com muitas histórias O socialismo não é uma receita única. Ao longo de dois séculos, movimentos de trabalhadores, partidos e revoluções tentaram colocá-lo em prática de maneiras diferentes, com conquistas importantes e erros graves. Há socialistas que defendem a via das eleições e das reformas e outros que defendem a revolução; uns priorizam o Estado e outros, as cooperativas e os conselhos. As próximas aulas desta trilha tratam dessas dúvidas uma a uma. A trilha As revoluções socialistas conta o que aconteceu quando a ideia saiu do papel."},{"kind":"trilha","title":"Os primeiros povos","href":"/trilhas/os-primeiros-povos","area":"Povos indígenas","context":"Ensino fundamental","text":"Quem são, como vivem e o que ensinam os povos indígenas do Brasil. "},{"kind":"aula","title":"Quem são os povos indígenas do Brasil","href":"/trilhas/os-primeiros-povos/quem-sao-os-povos-indigenas-do-brasil","area":"Povos indígenas","context":"Os primeiros povos","text":"Quantos são, onde vivem e por que não se deve falar em 'o índio', no singular. Já estavam aqui Quando os portugueses chegaram, em 1500, o território que hoje é o Brasil era habitado havia milhares de anos. As estimativas dos pesquisadores para a população daquela época variam de dois a mais de cinco milhões de pessoas, distribuídas em mais de mil povos. A colonização trouxe guerras, escravização e, principalmente, doenças contra as quais não havia defesa. Povos inteiros desapareceram. Durante muito tempo se acreditou, e se ensinou na escola, que os indígenas estavam \"acabando\". Eles resistiram, e os números das últimas décadas mostram o contrário. Quantos são e onde vivem No Censo de 2022 , 1.693.535 pessoas se declararam indígenas, 0,83% da população do Brasil. É quase o dobro do registrado em 2010, em parte porque o IBGE melhorou a forma de perguntar e em parte porque mais pessoas passaram a afirmar a sua origem. - Pouco mais da metade vive na Amazônia Legal . - O estado com mais indígenas é o Amazonas, seguido pela Bahia. - Há indígenas em quase todos os municípios do país, e uma parte grande vive em cidades . Povos, no plural Não existe \"o índio\" genérico, de cocar e arco e flecha. Existem povos : Guarani, Yanomami, Tikuna, Pataxó, Xavante, Kaingang, Terena, Munduruku, Guajajara e centenas de outros. O Censo de 2010 registrou 305 povos , que falam 274 línguas diferentes. Um Guarani e um Yanomami têm línguas tão distantes entre si quanto o português e o japonês. Cada povo tem a sua história, a sua organização, as suas festas, os seus conhecimentos sobre plantas, rios e animais. Alguns têm contato com os não indígenas há quinhentos anos; outros, há poucas décadas; e há grupos que vivem isolados por escolha, na Amazônia. Índio ou indígena? A palavra \"índio\" nasceu de um engano: os navegadores europeus achavam ter chegado às Índias. Indígena vem do latim e significa \"natural do lugar\". É o termo que os próprios povos preferem, junto com povos originários . Em 2022, o antigo \"Dia do Índio\" passou a se chamar, por lei, Dia dos Povos Indígenas. Ser indígena não depende de aparência nem de morar em aldeia. Uma pessoa indígena que usa celular, cursa medicina ou mora em São Paulo continua indígena, assim como um descendente de japoneses não deixa de sê-lo por comer feijão. O que define é a autoidentificação e o reconhecimento pela comunidade a que pertence. A terra Para os povos indígenas, a terra não é mercadoria: é o lugar de onde vêm o alimento, os remédios, a história e os antepassados. Sem ela, o povo não se mantém como povo. A Constituição de 1988, no artigo 231, reconhece aos indígenas \"os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam\" e manda a União demarcar e proteger essas terras. As terras indígenas somam hoje perto de 14% do território nacional, quase todas na Amazônia, e estão entre as áreas mais preservadas do país. Muitas ainda aguardam demarcação, e as já demarcadas sofrem invasões de garimpeiros, madeireiros e grileiros. A luta pela terra é o centro do movimento indígena e é o assunto da trilha seguinte."},{"kind":"trilha","title":"Português: ler e escrever bem","href":"/trilhas/portugues-fundamental","area":"Português","context":"Ensino fundamental","text":"Ortografia, pontuação e classes de palavras, com exemplos do dia a dia. "},{"kind":"aula","title":"Acentuação: as regras essenciais","href":"/trilhas/portugues-fundamental/acentuacao-as-regras-essenciais","area":"Português","context":"Português: ler e escrever bem","text":"Quatro regras resolvem quase todas as dúvidas de acento. Tudo começa por achar a sílaba mais forte. Primeiro passo: a sílaba forte Toda palavra com mais de uma sílaba tem uma que é pronunciada com mais força: a sílaba tônica . Fale em voz alta, como quem chama alguém de longe: ca- FÉ , ME -sa, LÂM -pa-da. A sílaba que você estica é a tônica. Conforme a posição dela, contando do fim para o começo , a palavra é: Nome Sílaba tônica Exemplos --- --- --- Oxítona a última ca- fé , a- mor , pa- pel Paroxítona a penúltima me -sa, fá -cil, ca- der -no Proparoxítona a antepenúltima lâm -pa-da, mé -di-co, úl -ti-mo A maioria das palavras do português é paroxítona, e a maioria delas não leva acento. O acento gráfico existe para avisar quando a palavra foge do esperado. As quatro regras 1. Proparoxítonas: todas são acentuadas. Sem exceção: lâmpada, médico, último, matemática, árvore, público . 2. Oxítonas: acentuam-se as terminadas em a, e, o (seguidas ou não de s) e em em, ens. sofá, você, café, vovó, cipó, também, parabéns. Não se acentuam as terminadas em i e u: caqui, urubu ; nem em consoante: amor, papel, feliz . 3. Paroxítonas: é o contrário das oxítonas. Não levam acento as terminadas em a, e, o, em, ens: mesa, bule, caderno, jovem, jovens . Levam acento as terminadas em: - l, n, r, x: fácil, hífen, açúcar, tórax ; - i, is, us: júri, lápis, vírus ; - ã, ão: órfã, órgão ; - um, uns, ps: álbum, bíceps ; - ditongo: história, série, água, colégio . 4. Monossílabos tônicos: acentuam-se os terminados em a, e, o. pá, pé, pó, já, lê, só. Compare com os átonos, que não têm força própria: de, me, se, o . Dois casos que caem muito O i e o u sozinhos na sílaba. Quando o i ou o u tônico vem depois de uma vogal e fica sozinho na sílaba (ou com s), leva acento: sa-í-da, sa-ú-de, ba-ú, pa-ís . Sem o acento, a leitura mudaria: saia e saía são palavras diferentes. Acento que diferencia. Pôr (verbo) e por (preposição); pôde (passado) e pode (presente); têm (eles têm) e tem (ele tem). O que o Acordo Ortográfico mudou O acordo vale no Brasil desde 2009. Na acentuação, as mudanças principais foram: Antes Agora Regra --- --- --- idéia, assembléia, heróico, jibóia ideia, assembleia, heroico, jiboia paroxítonas com ditongo aberto ei , oi perderam o acento vôo, enjôo, lêem, vêem voo, enjoo, leem, veem o acento desses hiatos caiu pára (verbo), pêlo, pólo para, pelo, polo o acento diferencial caiu lingüiça, freqüente linguiça, frequente o trema deixou de existir Atenção: herói, papéis, chapéu, dói continuam com acento, porque são oxítonas ou monossílabos. Para praticar 1. Separe as sílabas, marque a tônica e diga se a palavra é oxítona, paroxítona ou proparoxítona: relogio, cafe, onibus, facil, parabens, juri . Depois acentue. 2. Explique por que saída tem acento e saia não. 3. Corrija: \"Ele tem uma idéia heróica: ir de vôo até a assembléia.\""},{"kind":"trilha","title":"Python do zero","href":"/trilhas/python-do-zero","area":"Programação","context":"Ensino médio","text":"A lógica que você aprendeu, agora em uma linguagem de verdade. Depois da lógica, a prática. Python é uma linguagem de leitura fácil, usada do ensino à pesquisa científica. Todos os exemplos desta trilha podem ser executados na ferramenta \"Python no navegador\", sem instalar nada."},{"kind":"aula","title":"Seu primeiro programa em Python","href":"/trilhas/python-do-zero/seu-primeiro-programa-em-python","area":"Programação","context":"Python do zero","text":"O que é Python, como executar um programa sem instalar nada e como ler as primeiras mensagens de erro. O que é Python Python é uma linguagem de programação criada pelo holandês Guido van Rossum e lançada em 1991. O nome é uma homenagem ao grupo de humor britânico Monty Python, e não à cobra. Ela é gratuita, tem o código aberto e é usada em escolas, em pesquisas científicas, em análise de dados e em sites. Escolhemos Python para começar porque o código se parece com frases, e você pode se concentrar no raciocínio. Se ainda não fez a trilha Lógica de programação, comece por ela: tudo o que foi visto lá em português estruturado vai aparecer aqui, agora de verdade. Onde executar Você não precisa instalar nada. Abra a ferramenta Python no navegador, escreva o código e aperte Executar . Nas aulas, todo exemplo tem o link \"Testar este código\". O primeiro programa Uma linha só. print é uma função : um comando pronto que faz alguma coisa. Entre os parênteses vai aquilo que ela deve mostrar. O texto fica entre aspas , para o Python saber onde ele começa e onde termina. Um programa é uma lista de instruções executadas de cima para baixo, uma por vez : A terceira linha não tem aspas: é uma conta, e o Python mostra o resultado, 5. Comentários Tudo o que vem depois de é ignorado pelo Python. Serve para você deixar explicações para quem vai ler o código, inclusive você mesmo daqui a um mês. Errar faz parte Tire as aspas de fechamento e execute: O Python para e mostra uma mensagem que termina com SyntaxError . É um erro de sintaxe : a frase foi escrita de um jeito que a linguagem não entende. A mensagem indica a linha do problema. Ler a mensagem com calma, em vez de se assustar, é a habilidade mais valiosa de quem programa. Agora escreva Print(\"oi\") , com P maiúsculo. Novo erro, desta vez NameError : Python diferencia maiúsculas de minúsculas, e Print não existe. Para praticar 1. Faça um programa que mostre o seu nome em uma linha e a sua cidade em outra. 2. Faça o Python calcular quantos minutos tem um dia. 3. Provoque de propósito um SyntaxError e um NameError , e leia as mensagens."},{"kind":"aula","title":"Variáveis, tipos e entrada de dados em Python","href":"/trilhas/python-do-zero/variaveis-tipos-e-entrada-de-dados-em-python","area":"Programação","context":"Python do zero","text":"Como guardar valores, como o Python diferencia números de textos e como ler o que a pessoa digita. Variáveis: caixas com etiqueta Uma variável é um nome que aponta para um valor guardado na memória. Cria-se uma variável com o sinal de igual: Leia idade = 34 como \"idade recebe 34\". Não é uma igualdade de matemática: é uma ordem para guardar. Por isso isto faz sentido em programação: O Python calcula primeiro o lado direito (10 + 1) e guarda o resultado na mesma variável. Regras para os nomes: letras, números e sublinhado; não podem começar com número nem ter espaço. Use nomes que expliquem o conteúdo: preco total é melhor que x . Tipos Todo valor tem um tipo. Os quatro primeiros: Tipo O que guarda Exemplo --- --- --- int número inteiro 42 float número com casas decimais 3.75 str texto \"bom dia\" bool verdadeiro ou falso True , False Atenção: em Python, a parte decimal é separada por ponto , não por vírgula. A função type mostra o tipo de um valor: O último é texto: tem aspas. 42 e \"42\" são coisas diferentes para o computador. Lendo o que a pessoa digita A função input mostra uma pergunta, espera a resposta e a devolve como texto : Na ferramenta do site, escreva as respostas no campo \"Entradas\", uma por linha, antes de executar. Para fazer contas com o que foi digitado, converta o texto em número com int() (inteiros) ou float() (decimais): Montando frases com f-strings Coloque um f antes das aspas e escreva as variáveis entre chaves. O Python troca cada uma pelo seu valor: O :.2f pede duas casas decimais. Para praticar 1. Peça o nome e a cidade da pessoa e mostre: \"Fulana mora em Tal lugar.\" 2. Peça dois números e mostre a soma. 3. Peça o valor de uma hora de trabalho e quantas horas foram trabalhadas, e mostre o total a receber com duas casas decimais."},{"kind":"aula","title":"Operadores e expressões em Python","href":"/trilhas/python-do-zero/operadores-e-expressoes-em-python","area":"Programação","context":"Python do zero","text":"Contas, comparações e os operadores lógicos e, ou e não. Operadores aritméticos Operador O que faz Exemplo Resultado --- --- --- --- + soma 7 + 2 9 - subtração 7 - 2 5 multiplicação 7 2 14 / divisão 7 / 2 3.5 // divisão inteira 7 // 2 3 % resto da divisão 7 % 2 1 potência 7 2 49 A divisão com / sempre devolve um número decimal ( float ), mesmo quando a conta é exata: 6 / 2 dá 3.0 . O resto ( % ) parece estranho, mas é muito usado. Um número é par quando o resto da divisão por 2 é zero: Ordem das operações Vale a mesma ordem da matemática: primeiro potências, depois multiplicações e divisões, por último somas e subtrações. Parênteses mudam a ordem: Na dúvida, use parênteses. Eles não custam nada e deixam a intenção clara. Comparações Comparar dois valores produz um bool : True (verdadeiro) ou False (falso). Operador Significa --- --- == igual a != diferente de e < maior que, menor que = e <= maior ou igual, menor ou igual Cuidado com a armadilha clássica: um sinal de igual ( = ) guarda ; dois ( == ) comparam . Operadores lógicos Servem para juntar comparações: - and (e): verdadeiro só se as duas partes forem verdadeiras; - or (ou): verdadeiro se pelo menos uma for verdadeira; - not (não): inverte. Operadores com texto Com textos, + junta e repete: Para praticar 1. Calcule quantas dúzias inteiras há em 100 ovos e quantos ovos sobram. 2. Dado um total de minutos, mostre quantas horas e quantos minutos isso dá (use // e % ). 3. Escreva uma expressão que seja verdadeira quando um número está entre 1 e 10, inclusive."},{"kind":"aula","title":"Condições em Python: if, elif e else","href":"/trilhas/python-do-zero/condicoes-em-python-if-elif-e-else","area":"Programação","context":"Python do zero","text":"Como fazer o programa escolher um caminho, e por que o recuo do texto faz parte da linguagem. Se… então… Na trilha de lógica você viu a estrutura \"se… então… senão…\". Em Python ela se escreve com if e else : Três detalhes que não podem faltar: 1. depois da condição vêm dois-pontos ; 2. as linhas que pertencem ao if ficam recuadas (quatro espaços é o costume); 3. o else volta para a margem e também termina com dois-pontos. O recuo é parte da linguagem Em muitas linguagens o recuo é só capricho. Em Python, não: é ele que diz onde o bloco começa e termina. As duas linhas recuadas só são executadas se a condição for verdadeira. A última, na margem, é executada sempre. Troque o saldo para 80 e veja. Mais de dois caminhos: elif elif é a abreviação de \"else if\" (\"senão, se\"). O Python testa as condições de cima para baixo e executa apenas o primeiro bloco verdadeiro: A ordem importa. Se o teste nota = 6 viesse primeiro, uma nota 9,5 cairia nele e nunca chegaria ao \"Excelente\". Condições compostas Use and , or e not , vistos na aula anterior: (No Brasil, o voto é obrigatório dos 18 aos 70 anos e facultativo para quem tem 16 ou 17 anos ou mais de 70.) Um if dentro do outro Cada nível ganha mais quatro espaços. Se os níveis passarem de três, o código fica difícil de ler: é sinal de que vale reorganizar. Para praticar 1. Peça um número e diga se ele é par ou ímpar. 2. Peça dois números e mostre o maior (ou avise que são iguais). 3. Peça o valor de uma compra: acima de R$ 200, dê 10% de desconto; acima de R$ 100, 5%; abaixo disso, nenhum. Mostre o valor final."},{"kind":"aula","title":"Laços em Python: while e for","href":"/trilhas/python-do-zero/lacos-em-python-while-e-for","area":"Programação","context":"Python do zero","text":"Como repetir instruções sem copiar e colar, e como evitar o laço que nunca termina. Repetir com while while quer dizer \"enquanto\". O bloco é repetido enquanto a condição for verdadeira : A cada volta, o Python testa a condição. A linha contador = contador + 1 é essencial: sem ela, o contador ficaria em 1 para sempre e o laço nunca terminaria. Isso se chama laço infinito . Na ferramenta do site, um programa assim é interrompido depois de 15 segundos. Um jeito mais curto de escrever a mesma soma é contador += 1 . Repetir com for Quando você sabe quantas vezes quer repetir, o for é mais simples. Ele percorre uma sequência, e a função range cria sequências de números: Saem os números 0, 1, 2, 3 e 4: range(5) começa no zero e para antes do 5. Para escolher o começo, passe dois valores; para escolher o passo, três: Acumuladores Um padrão que aparece o tempo todo: uma variável que vai somando a cada volta. O programa soma os números de 1 a 100 e mostra 5050. A tabuada break e continue - break sai do laço na hora; - continue pula o resto da volta atual e vai para a próxima. Saem 1, 2, 3, 5, 6 e 7: o 4 foi pulado e, no 8, o laço acabou. Qual usar? - for : quando a quantidade de repetições é conhecida (\"dez vezes\", \"para cada item da lista\"). - while : quando depende de algo que acontece no caminho (\"até a pessoa acertar\", \"enquanto houver saldo\"). Para praticar 1. Mostre os números de 10 a 1, em contagem regressiva (dica: o passo de range pode ser negativo). 2. Some todos os números pares de 1 a 50. 3. Calcule o fatorial de um número digitado (5! = 5 × 4 × 3 × 2 × 1)."},{"kind":"aula","title":"Listas em Python","href":"/trilhas/python-do-zero/listas-em-python","area":"Programação","context":"Python do zero","text":"Como guardar vários valores em uma variável só, percorrê-los e modificá-los. Vários valores, um nome só Imagine guardar as notas de quarenta alunos. Criar quarenta variáveis seria um pesadelo. Uma lista guarda vários valores em ordem, sob um único nome. Ela é escrita entre colchetes, com os itens separados por vírgula: Posições começam em zero Cada item tem uma posição, o índice , e a contagem começa no zero : O índice -1 é um atalho para o último item. Pedir uma posição que não existe, como frutas[3] , causa um IndexError . Modificando a lista - lista[i] = valor troca o item da posição i ; - append acrescenta no fim; - remove tira a primeira ocorrência do valor; - len diz quantos itens há. Percorrendo com for O for da aula passada foi feito para isso: a cada volta, a variável recebe um item da lista. Funções prontas A penúltima linha calcula a média: soma dividida pela quantidade. sorted devolve uma cópia em ordem crescente. Está na lista? O operador in responde verdadeiro ou falso: Fatias Dois-pontos dentro dos colchetes recortam um pedaço. O começo entra, o fim fica de fora, como no range : Montando uma lista com dados digitados Para praticar 1. Crie uma lista com as temperaturas de uma semana e mostre a maior, a menor e a média. 2. Dada uma lista de números, crie outra só com os pares. 3. Leia cinco nomes e mostre-os em ordem alfabética, um por linha."},{"kind":"aula","title":"Funções em Python","href":"/trilhas/python-do-zero/funcoes-em-python","area":"Programação","context":"Python do zero","text":"Como dar nome a um trecho de código, passar valores para ele e receber uma resposta. Por que criar funções Você já usa funções prontas: print , input , len , sum . Agora vai criar as suas. Uma função é um trecho de código com nome , que pode ser usado quantas vezes for preciso. As vantagens: - escrever uma vez e usar muitas; - consertar em um lugar só; - dividir um problema grande em partes pequenas, cada uma com um nome que explica o que faz. Definir e chamar def define a função: ensina ao Python o que ela faz, mas não executa nada. É a chamada , saudacao() , que faz o bloco rodar. Aqui ele roda duas vezes. Parâmetros Entre os parênteses ficam os parâmetros : valores que a função recebe para trabalhar. Devolvendo um resultado com return Mostrar na tela e devolver um valor são coisas diferentes. return entrega o resultado a quem chamou a função, que pode guardá-lo e usá-lo: Se a função apenas imprimisse a área, não daria para somar as duas depois. Regra prática: funções que calculam devem usar return ; quem decide o que mostrar é o programa principal. Assim que o return é executado, a função termina. Valor padrão Um parâmetro pode ter um valor que vale quando nada é informado: Variáveis locais O que é criado dentro da função fica dentro da função: Tentar usar resultado fora da função causa um NameError . Isso é bom: cada função tem a sua própria mesa de trabalho e não bagunça a das outras. Um exemplo completo Cada função faz uma coisa só e tem um nome que diz o que é. Ler o programa principal fica quase como ler uma frase. Para praticar 1. Escreva eh par(n) , que devolve True se o número for par. 2. Escreva maior(a, b) , que devolve o maior de dois números, sem usar max . 3. Escreva celsius para fahrenheit(c) . A fórmula é F = C × 9 / 5 + 32."},{"kind":"trilha","title":"Química ao redor","href":"/trilhas/quimica-fundamental","area":"Química","context":"Ensino fundamental","text":"Do que as coisas são feitas e como se transformam. "},{"kind":"aula","title":"O átomo e a tabela periódica","href":"/trilhas/quimica-fundamental/o-atomo-e-a-tabela-periodica","area":"Química","context":"Química ao redor","text":"Do que tudo é feito, o que diferencia um elemento do outro e como ler a tabela que os organiza. Do que tudo é feito Corte um pedaço de ferro ao meio. Corte de novo, e de novo. Se fosse possível continuar, você chegaria a uma partícula que ainda é ferro, mas não pode mais ser dividida sem deixar de sê-lo: o átomo . A água, o ar, o seu corpo, as estrelas: tudo é feito de átomos. Eles são minúsculos. Em uma gota de água há mais átomos do que estrelas na nossa galáxia. Por dentro do átomo O átomo tem duas regiões: - o núcleo , no centro, muito pequeno e muito denso, formado por prótons (carga elétrica positiva) e nêutrons (sem carga); - a eletrosfera , em volta, onde ficam os elétrons (carga negativa), muito mais leves. Partícula Carga Onde fica --- --- --- Próton positiva (+) núcleo Nêutron nenhuma núcleo Elétron negativa (−) eletrosfera Em um átomo neutro, o número de elétrons é igual ao de prótons: as cargas se anulam. Quase toda a massa está no núcleo, e quase todo o volume do átomo é espaço vazio. O número que dá a identidade O que diferencia o ouro do oxigênio? O número de prótons , chamado número atômico (Z). - 1 próton: hidrogênio. - 6 prótons: carbono. - 8 prótons: oxigênio. - 79 prótons: ouro. Cada tipo de átomo é um elemento químico , representado por um símbolo de uma ou duas letras: H, C, O, Au. Muitos símbolos vêm do nome em latim: Au de aurum (ouro), Fe de ferrum (ferro), Na de natrium (sódio). Somando prótons e nêutrons, tem-se o número de massa (A). Átomos do mesmo elemento com números diferentes de nêutrons são isótopos . O carbono-12 e o carbono-14 têm ambos 6 prótons, mas 6 e 8 nêutrons. A tabela periódica Em 1869, o químico russo Dmitri Mendeleiev organizou os elementos conhecidos em uma tabela e percebeu que suas propriedades se repetiam em intervalos regulares, de forma periódica . Ele deixou espaços vazios para elementos ainda não descobertos e previu como seriam. Anos depois, eles foram encontrados com as características previstas. A tabela atual tem 118 elementos , em ordem crescente de número atômico. - As linhas horizontais são os períodos (sete). - As colunas são os grupos ou famílias (dezoito). Elementos da mesma coluna têm comportamento químico parecido. Algumas famílias para conhecer: Família Onde fica Característica --- --- --- Metais alcalinos coluna 1 muito reativos; reagem com a água Halogênios coluna 17 formam sais com os metais; o cloro é um deles Gases nobres coluna 18 quase não reagem com nada A maior parte dos elementos é de metais : brilhantes, bons condutores de eletricidade e de calor. Para praticar Abra a tabela periódica do instituto e descubra: 1. o número atômico do ferro, do cálcio e do ouro; 2. o nome dos elementos de símbolo K, Ag e Hg; 3. qual é o único metal líquido em condições normais; 4. quantos prótons, elétrons e nêutrons tem um átomo de sódio com número de massa 23."},{"kind":"trilha","title":"Raízes","href":"/trilhas/luta-negra-fundamental","area":"Luta dos povos negros","context":"Ensino fundamental","text":"Da África aos quilombos: história e resistência. "},{"kind":"aula","title":"Quilombos: Palmares, Zumbi e Dandara","href":"/trilhas/luta-negra-fundamental/quilombos-palmares-zumbi-e-dandara","area":"Luta dos povos negros","context":"Raízes","text":"Por quase um século, pessoas que fugiram da escravidão viveram livres na Serra da Barriga. A história do maior quilombo das Américas. Fugir era lutar Durante mais de três séculos, milhões de africanas e africanos foram trazidos à força para o Brasil e escravizados. Eles nunca aceitaram essa condição. Resistiam trabalhando devagar, quebrando ferramentas, organizando revoltas e, sempre que possível, fugindo . Quem fugia procurava lugares de difícil acesso, nas matas e nas serras, e ali formava comunidades. Essas comunidades foram chamadas de quilombos ou mocambos. Existiram em todas as regiões do Brasil. Neles se plantava, se criavam animais, se fazia comércio com vilas vizinhas e se preparava a defesa. Palmares O maior de todos surgiu no fim do século XVI na Serra da Barriga , na então capitania de Pernambuco, onde hoje fica o município de União dos Palmares, em Alagoas. Não era uma aldeia só: era uma rede de povoados espalhados por uma região de serras cobertas de palmeiras, daí o nome. Palmares durou quase cem anos. No auge, viviam ali milhares de pessoas; as estimativas dos historiadores chegam a 20 mil. Além de africanos e de seus descendentes, havia indígenas e brancos pobres. A capital era o mocambo do Macaco. Os senhores de engenho e o governo colonial viam Palmares como uma ameaça: a simples existência de um lugar onde negros viviam livres mostrava aos escravizados que a liberdade era possível. Dezenas de expedições militares foram enviadas contra o quilombo. Durante décadas, todas fracassaram. Ganga Zumba e Zumbi Em 1678, o líder de Palmares, Ganga Zumba , aceitou um acordo de paz com o governador de Pernambuco: os nascidos no quilombo seriam livres e receberiam terras, mas os que chegassem depois teriam de ser devolvidos aos senhores. Uma parte dos palmarinos recusou o acordo, que deixava de fora quem ainda estava escravizado. À frente deles estava Zumbi , que assumiu a liderança e manteve a resistência por mais quinze anos. Em fevereiro de 1694, depois de um longo cerco, tropas comandadas pelo bandeirante Domingos Jorge Velho destruíram o Macaco. Zumbi escapou ferido e continuou lutando. Traído, foi encontrado e morto em 20 de novembro de 1695 . Sua cabeça foi exposta em praça pública, no Recife, para desmentir a crença de que ele era imortal. Dandara A tradição conta que Dandara foi guerreira de Palmares e companheira de Zumbi, que lutou contra o acordo de paz e que morreu em 1694, na queda do Macaco. Os documentos coloniais, escritos por homens brancos interessados em registrar batalhas e chefes, quase não falam das mulheres do quilombo, e não há registros da época sobre ela. Isso não a torna menos importante. Dandara é hoje o nome que representa todas as mulheres negras que plantaram, cuidaram, planejaram e combateram em Palmares e que a história oficial apagou. Em 2019, uma lei federal inscreveu o seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, onde o de Zumbi está desde 1996. Os quilombos hoje Os quilombos não ficaram no passado. Milhares de comunidades descendem deles e continuam nas mesmas terras. A Constituição de 1988 reconheceu a essas comunidades o direito à propriedade definitiva das terras que ocupam. No Censo de 2022, o primeiro a contá-las, mais de 1,3 milhão de pessoas se declararam quilombolas. A maior parte dos territórios, porém, ainda espera a titulação. Desde 2023, o 20 de novembro é feriado nacional: o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra."},{"kind":"trilha","title":"Seus direitos no trabalho","href":"/trilhas/direitos-no-trabalho","area":"Educação para o trabalho","context":"Ensino fundamental","text":"O que a lei garante a quem trabalha e onde buscar ajuda. "},{"kind":"aula","title":"O que é a CLT","href":"/trilhas/direitos-no-trabalho/o-que-e-a-clt","area":"Educação para o trabalho","context":"Seus direitos no trabalho","text":"De onde vieram e quais são os direitos básicos de quem trabalha com carteira assinada no Brasil. Uma lei que junta muitas leis CLT é a sigla de Consolidação das Leis do Trabalho . Ela foi assinada em 1º de maio de 1943, no governo de Getúlio Vargas. \"Consolidação\" porque reuniu em um só texto leis que já existiam espalhadas e acrescentou outras. A CLT vale para quem é empregado : trabalha para outra pessoa ou empresa, de forma habitual, recebendo salário e seguindo ordens. É o trabalho \"de carteira assinada\". Em 1988, a Constituição colocou os principais direitos trabalhistas no seu artigo 7º, o que os torna mais difíceis de retirar. Não caiu do céu É comum ouvir que os direitos trabalhistas foram \"dados\" por um presidente. A história é outra. Desde o fim do século XIX, operárias e operários brasileiros faziam greves pela jornada de oito horas, pelo descanso semanal e pelo fim do trabalho infantil. A greve geral de 1917, em São Paulo, é o exemplo mais conhecido. As leis vieram como resposta a essa pressão. Os direitos principais Direito O que garante --- --- Carteira assinada registro do contrato, que prova o vínculo e conta para a aposentadoria Salário mínimo nenhum empregado pode receber menos por uma jornada completa Jornada no máximo 8 horas por dia e 44 por semana Hora extra pelo menos 50% a mais que a hora normal Descanso semanal um dia de folga remunerada por semana, de preferência aos domingos Férias 30 dias por ano, pagos com um terço a mais 13º salário um salário extra por ano, proporcional aos meses trabalhados FGTS depósito mensal de 8% do salário, feito pelo empregador, em uma conta do trabalhador Aviso prévio no mínimo 30 dias de aviso antes da demissão Seguro-desemprego parcelas pagas a quem é demitido sem justa causa Licença-maternidade 120 dias, sem perda do emprego nem do salário Há muitos outros: adicional noturno, adicional de insalubridade, licença-paternidade, proteção contra demissão para gestantes e para quem sofreu acidente de trabalho. Quem fica de fora A CLT não cobre quem trabalha por conta própria, e é aí que mora um problema atual. Muitas empresas contratam pessoas como \"autônomas\", \"parceiras\" ou \"pessoa jurídica\" para não pagar esses direitos, embora, na prática, elas cumpram horário e recebam ordens. Quando isso acontece, a Justiça do Trabalho pode reconhecer o vínculo de emprego. As trabalhadoras domésticas só conquistaram a igualdade de direitos com as demais categorias em 2013, depois de décadas de luta. As mudanças de 2017 A reforma trabalhista (Lei nº 13.467, de 2017) alterou mais de cem pontos da CLT. Entre outras coisas, criou o trabalho intermitente, permitiu que acordos entre patrões e sindicatos valham mais que a lei em vários temas e acabou com a contribuição sindical obrigatória. Sindicatos e parte dos pesquisadores afirmam que ela enfraqueceu a proteção ao trabalhador; seus defensores dizem que modernizou as regras. O tema tem uma aula própria na trilha seguinte. Onde buscar ajuda - O sindicato da sua categoria. - A Justiça do Trabalho : a reclamação pode ser apresentada mesmo sem advogado, embora ter um ajude muito. - A Defensoria Pública e o Ministério Público do Trabalho , para denúncias. Guarde sempre contracheques, mensagens e qualquer registro de horário. Direito que não se consegue provar é difícil de cobrar."},{"kind":"trilha","title":"Sociologia do ensino médio","href":"/trilhas/sociologia-medio","area":"Sociologia","context":"Ensino médio","text":"Os clássicos e os grandes temas da sociedade brasileira. "},{"kind":"aula","title":"O que é sociologia","href":"/trilhas/sociologia-medio/o-que-e-sociologia","area":"Sociologia","context":"Sociologia do ensino médio","text":"A ciência que estuda a vida em sociedade: como nasceu, o que pergunta e por que incomoda. Nem tudo é escolha pessoal Por que os filhos de médicos têm muito mais chance de se tornar médicos do que os filhos de pedreiros? Por que as mulheres ganham menos que os homens na mesma função? Por que em alguns bairros a polícia mata muito mais do que em outros? Para cada uma dessas perguntas existe uma resposta fácil, que põe a culpa no indivíduo: \"falta de esforço\", \"escolhas erradas\". A sociologia começa quando se percebe que há um padrão , que ele se repete em milhões de vidas e que, portanto, a explicação não pode estar só em cada pessoa. Sociologia é o estudo científico da vida em sociedade : das relações entre as pessoas, dos grupos (família, classe, religião), das instituições (escola, Estado, mercado) e das regras, escritas ou não, que orientam o que fazemos. Um mundo virado de cabeça para baixo A sociologia nasceu na Europa do século XIX, quando o mundo conhecido estava se desmanchando: - a Revolução Industrial tirava milhões de pessoas do campo e as amontoava em cidades e fábricas; - a Revolução Francesa havia mostrado que a ordem social não era eterna nem sagrada: podia ser derrubada; - a ciência avançava, e parecia possível estudar a sociedade com o mesmo rigor com que se estudava a natureza. A palavra \"sociologia\" foi criada pelo francês Auguste Comte , por volta de 1838. Três clássicos, três perguntas Autor Pergunta central Ideia-chave --- --- --- Karl Marx (1818–1883) Como a sociedade produz e quem fica com o que é produzido? A história é movida pela luta entre as classes Émile Durkheim (1858–1917) O que mantém a sociedade unida? Os fatos sociais: maneiras de agir e pensar que existem fora de nós e se impõem a nós Max Weber (1864–1920) Que sentido as pessoas dão às suas ações? Para entender a sociedade é preciso compreender os motivos e os valores de quem age Os três discordam em muita coisa, e por isso mesmo continuam sendo estudados: cada um ilumina uma parte do problema. Cada um tem uma aula nesta trilha. A imaginação sociológica O sociólogo norte-americano C. Wright Mills deu nome à principal ferramenta da disciplina: a imaginação sociológica , a capacidade de enxergar a ligação entre a biografia de cada pessoa e a história da sociedade em que ela vive. O exemplo dele: se em uma cidade de cem mil habitantes um homem está desempregado, esse é um problema pessoal, e a solução talvez esteja nele. Se, em um país de 50 milhões de trabalhadores, 15 milhões estão desempregados, o problema é público , e nenhuma solução individual dará conta. Como a sociologia trabalha Não basta ter opinião. O sociólogo coleta dados e os analisa com método: - estatísticas : censos, pesquisas de emprego e renda; - questionários e entrevistas ; - observação : conviver com um grupo para entender como ele vive; - documentos : leis, jornais, processos, arquivos. No Brasil A sociologia brasileira sempre esteve ligada aos grandes problemas do país. Florestan Fernandes , filho de uma empregada doméstica, tornou-se o seu nome mais importante estudando a situação da população negra depois da abolição e mostrando que a \"democracia racial\" era um mito. A disciplina foi retirada das escolas pela ditadura militar e só voltou a ser obrigatória no ensino médio em 2008. Não é coincidência. Uma ciência que pergunta \"por que as coisas são assim?\" e \"a quem isso interessa?\" costuma incomodar quem prefere que as coisas pareçam naturais. Para praticar 1. Escolha um problema que você vive (transporte, aluguel, jornada de trabalho) e pergunte: quantas outras pessoas passam por isso? O que elas têm em comum? 2. Procure no site do IBGE um dado sobre desigualdade no Brasil e escreva três linhas sobre o que ele mostra."},{"kind":"trilha","title":"Teoria musical do zero","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero","area":"Música","context":"Ensino fundamental","text":"Do som à partitura: ler, escrever e entender música desde a primeira nota. Ninguém precisa \"ter dom\" para entender música. Esta trilha começa do zero, explica cada sinal da partitura com exemplos e usa as ferramentas do instituto (teclado, afinador, metrônomo e treino de leitura) para você praticar."},{"kind":"aula","title":"O que é som: altura, duração, intensidade e timbre","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero/o-que-e-som-altura-duracao-intensidade-e-timbre","area":"Música","context":"Teoria musical do zero","text":"As quatro propriedades que a partitura registra, explicadas a partir do que o ouvido já sabe. Tudo começa com uma vibração Estique um elástico entre os dedos e puxe. Ele treme, e você ouve um som. É isso que acontece em todo instrumento: alguma coisa vibra (uma corda, uma pele de tambor, o ar dentro de um tubo, as pregas vocais na garganta) e faz o ar em volta vibrar junto. Essa vibração viaja pelo ar em ondas até o ouvido. A música organiza os sons a partir de quatro propriedades. Toda a escrita musical que você vai aprender nesta trilha serve para anotar essas quatro coisas. Altura: grave ou agudo A altura depende da frequência , isto é, de quantas vezes a fonte sonora vibra por segundo. A unidade é o hertz (Hz). - Vibração lenta: som grave (voz de trovão, bumbo, as cordas grossas do violão). - Vibração rápida: som agudo (apito, canto de passarinho, as cordas finas). A nota lá usada como referência para afinar os instrumentos vibra 440 vezes por segundo: 440 Hz. Atenção a uma armadilha da língua: no dia a dia, \"alto\" quer dizer volume. Em música, alto é agudo e baixo é grave . Duração: curto ou longo É o tempo que o som fica soando. Uma batida de palma é curta; o apito de uma fábrica é longo. Na partitura, a duração aparece no formato de cada nota, assunto de uma aula mais à frente. Intensidade: fraco ou forte É o volume, a força do som. Depende da amplitude da vibração: quanto mais energia, mais forte. Bater de leve ou com força na mesma tecla muda a intensidade, não a nota. Timbre: a \"cor\" do som É a propriedade que permite reconhecer a voz da sua mãe no telefone. Quase nenhum som é uma vibração só: junto com a vibração principal soam várias outras, mais fracas, chamadas harmônicos. A mistura de harmônicos de cada instrumento é o seu timbre. Para praticar Abra o afinador e cante um \"aaa\" bem grave; depois, um bem agudo. Veja o número de hertz subir e a nota mudar. Depois cante a mesma nota fraco e forte: a nota não muda, porque você mexeu na intensidade, e não na altura."},{"kind":"aula","title":"As notas musicais e o teclado","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero/as-notas-musicais-e-o-teclado","area":"Música","context":"Teoria musical do zero","text":"As sete notas, a oitava e o mapa mais claro que existe para enxergá-las: o teclado. Sete nomes que se repetem A música ocidental dá nome a sete notas: dó – ré – mi – fá – sol – lá – si Depois do si, a sequência recomeça: vem outro dó, mais agudo que o primeiro. A distância entre um dó e o dó seguinte chama-se oitava . As duas notas soam \"iguais, só que uma mais fina\": a mais aguda vibra exatamente o dobro de vezes por segundo. As letras Em cifras de violão, em programas de música e em muitos países, as notas são chamadas por letras. Vale decorar, porque você vai encontrá-las em todo lugar: Letra A B C D E F G --- --- --- --- --- --- --- --- Nota lá si dó ré mi fá sol Repare que o alfabeto começa no lá, e não no dó. O teclado é um mapa Mesmo que o seu instrumento seja outro, o teclado é o melhor desenho para entender as notas, porque nele elas ficam em fila, do grave (à esquerda) ao agudo (à direita). - As teclas brancas são as sete notas naturais. - As teclas pretas aparecem em grupos de duas e de três . São elas que servem de referência. - O dó é sempre a tecla branca logo à esquerda do grupo de duas pretas. No desenho estão marcadas as sete notas de uma oitava, do dó ao si. A tecla seguinte, à direita do si, já é o dó da oitava de cima. Qual dó? Como há vários dós no teclado, usa-se um número para dizer a oitava. Neste site (e nos programas de música em geral), o dó que fica no meio do piano é o C4 , também chamado de dó central . O lá logo acima dele é o A4, aquele de 440 Hz. Livros brasileiros mais antigos chamam esse mesmo dó de \"dó 3\"; a nota é a mesma, só muda a contagem. Para praticar Abra o teclado e toque as sete teclas brancas a partir do dó, dizendo o nome de cada uma em voz alta. Depois faça o caminho de volta, do si ao dó."},{"kind":"aula","title":"A pauta e as claves","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero/a-pauta-e-as-claves","area":"Música","context":"Teoria musical do zero","text":"As cinco linhas onde as notas moram e o sinal que diz qual nota fica em cada lugar. Cinco linhas e quatro espaços A música é escrita na pauta (ou pentagrama): cinco linhas paralelas com quatro espaços entre elas. Linhas e espaços são contados de baixo para cima . As notas são bolinhas desenhadas em cima de uma linha ou dentro de um espaço . A regra é simples: quanto mais alta a bolinha, mais agudo o som. Cada passo (da linha para o espaço seguinte, do espaço para a linha seguinte) é uma nota adiante na sequência dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Falta dizer por onde a contagem começa. Para isso serve a clave. A clave de sol Clave quer dizer \"chave\": é o sinal no começo da pauta que dá nome a uma das linhas. A partir dela, todas as outras se deduzem. A clave de sol se enrola em volta da segunda linha e avisa: \"a nota desta linha é sol\". É a clave do violão, da flauta, do violino, do cavaquinho e da mão direita do piano. Notas nas linhas, de baixo para cima: Notas nos espaços, de baixo para cima: Juntando linhas e espaços, a sequência sobe degrau por degrau: mi, fá, sol, lá, si, dó, ré, mi, fá. Linhas suplementares E as notas mais graves que o mi da primeira linha? Para elas, a pauta ganha tracinhos extras, as linhas suplementares . O dó central fica na primeira linha suplementar abaixo da pauta, e o ré, encostado na primeira linha, por baixo: A clave de fá Instrumentos graves (contrabaixo, trombone, a mão esquerda do piano, a voz do baixo) usam a clave de fá , cujos dois pontinhos abraçam a quarta linha : ali mora o fá. Nesta trilha vamos trabalhar principalmente na clave de sol. A clave de fá volta na trilha seguinte. Para praticar Use o treino de leitura de notas. Comece pela clave de sol e não tenha pressa: o objetivo é reconhecer cada nota sem precisar contar as linhas."},{"kind":"aula","title":"Figuras de duração: quanto tempo dura cada nota","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero/figuras-de-duracao-quanto-tempo-dura-cada-nota","area":"Música","context":"Teoria musical do zero","text":"Semibreve, mínima, semínima e colcheia: cada figura vale metade da anterior. A altura está no lugar; a duração, no desenho Na aula anterior você viu que o lugar da nota na pauta diz a altura. Agora falta a duração: por quanto tempo a nota soa. Quem conta isso é o formato da nota, a sua figura. As quatro primeiras figuras Figura Desenho Vale --- --- --- Semibreve cabeça vazia, sem haste o dobro da mínima Mínima cabeça vazia, com haste o dobro da semínima Semínima cabeça cheia, com haste o dobro da colcheia Colcheia cabeça cheia, com haste e um colchete metade da semínima A ideia central é uma só: cada figura vale metade da anterior . Uma semibreve dura o mesmo que duas mínimas, que duram o mesmo que quatro semínimas, que duram o mesmo que oito colcheias. Veja as quatro lado a lado, sempre na mesma nota (dó): Cada trecho entre as barras verticais dura exatamente o mesmo tempo. Quanto tempo é \"um tempo\"? As figuras não têm duração fixa em segundos. Elas têm duração relativa : o que não muda é a proporção entre elas. Na maior parte das músicas que você vai ler no começo, a semínima vale um tempo , isto é, uma batida do pé. Então: - semibreve: 4 tempos; - mínima: 2 tempos; - semínima: 1 tempo; - colcheia: meio tempo (duas por batida). Se a música é rápida ou lenta, quem decide é o andamento, a velocidade das batidas. As proporções continuam as mesmas. Para praticar Abra o metrônomo em 60 batidas por minuto. Cada clique é uma semínima. 1. Bata uma palma por clique: semínimas. 2. Bata uma palma a cada dois cliques, segurando as mãos juntas no segundo: mínimas. 3. Bata duas palmas iguais por clique: colcheias. Quando ficar fácil, alterne: quatro semínimas, duas mínimas, oito colcheias, uma semibreve."},{"kind":"aula","title":"Compasso e fórmula de compasso","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero/compasso-e-formula-de-compasso","area":"Música","context":"Teoria musical do zero","text":"Como os tempos se agrupam e o que significam os dois números no começo da partitura. O pulso e os grupos Quando você bate o pé ouvindo uma música, está marcando o pulso : batidas regulares, como as de um relógio. Mas as batidas não soam todas iguais. Algumas são mais apoiadas, e é isso que faz a gente sentir uma marcha como \"UM, dois, UM, dois\" e uma valsa como \"UM, dois, três, UM, dois, três\". Cada um desses grupos de tempos é um compasso . Na partitura, os compassos são separados por linhas verticais, as barras de compasso . O primeiro tempo de cada compasso costuma ser o mais forte. Os dois números No começo da pauta, depois da clave, aparecem dois números, um em cima do outro. É a fórmula de compasso : - o número de cima diz quantos tempos tem cada compasso; - o número de baixo diz qual figura vale um tempo : 2 é a mínima, 4 é a semínima, 8 é a colcheia. Assim, 4/4 significa: quatro tempos por compasso, e a semínima vale um tempo. Confira: em cada compasso, as figuras somam exatamente quatro tempos. Os compassos mais comuns Fórmula Tempos Onde se ouve --- --- --- 2/4 dois marchas; boa parte do samba, do baião e do frevo é escrita assim 3/4 três valsas 4/4 quatro a maior parte da música popular Um exemplo em três tempos: O último sinal do exemplo é uma pausa de semínima: um tempo de silêncio. As pausas são assunto de outra aula; por enquanto, basta saber que o silêncio também é contado. Para praticar No metrônomo, escolha três tempos por compasso e conte em voz alta, apoiando o \"um\": UM, dois, três. Troque para dois e para quatro tempos e repare como o \"balanço\" muda, mesmo com a velocidade igual."},{"kind":"aula","title":"Tom e semitom: sustenidos e bemóis","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero/tom-e-semitom-sustenidos-e-bemois","area":"Música","context":"Teoria musical do zero","text":"A menor distância entre duas notas, as teclas pretas e os sinais que alteram uma nota. A menor distância No teclado, a distância entre uma tecla e a tecla imediatamente vizinha , branca ou preta, chama-se semitom . É a menor distância entre duas notas na música ocidental. Dois semitons formam um tom . Olhe para o teclado: entre dó e ré existe uma tecla preta. Logo, de dó a ré há dois semitons, ou seja, um tom. O mesmo vale para ré–mi, fá–sol, sol–lá e lá–si. Mas entre mi e fá e entre si e dó não há tecla preta. Essas notas são vizinhas de parede: a distância entre elas é de apenas um semitom. Guarde isto, porque toda a teoria das escalas depende desse detalhe: dó –T– ré –T– mi –S– fá –T– sol –T– lá –T– si –S– dó (T = tom, S = semitom) E as teclas pretas? Elas não têm nome próprio: tomam emprestado o nome da vizinha, com um sinal. - O sustenido (♯) sobe a nota um semitom. A tecla preta à direita do dó é o dó sustenido. - O bemol (♭) desce a nota um semitom. A mesma tecla, vista a partir do ré, é o ré bemol. Uma tecla, dois nomes. Qual deles usar depende da música, como você verá ao estudar as escalas. Na partitura, o sinal é escrito antes da nota, na mesma linha ou no mesmo espaço: Um terceiro sinal, o bequadro (♮), cancela o sustenido ou o bemol e devolve a nota ao natural. Quanto tempo vale o sinal? Um sustenido ou bemol escrito ao lado de uma nota vale para aquela nota até o fim do compasso . No compasso seguinte, ela volta ao normal, a não ser que o sinal apareça de novo. Para praticar No teclado, toque todas as teclas em ordem, brancas e pretas, de um dó até o dó seguinte. São doze semitons. Depois toque mi–fá e si–dó e compare com dó–ré: dá para ouvir que o passo é menor."},{"kind":"aula","title":"A escala de dó maior","href":"/trilhas/teoria-musical-do-zero/a-escala-de-do-maior","area":"Música","context":"Teoria musical do zero","text":"A receita de tons e semitons que organiza as sete notas, e a primeira escala para ler e tocar. O que é uma escala Escala é uma sequência de notas em ordem, subindo ou descendo, organizada por uma receita de distâncias. A maior parte das melodias que você conhece foi feita com as notas de uma escala só. A receita da escala maior A escala maior tem sete notas (a oitava repete a primeira) e segue sempre esta ordem de tons e semitons: T – T – S – T – T – T – S Comece no dó e ande só pelas teclas brancas. Usando o que você viu na aula anterior: De Para Distância --- --- --- dó ré tom ré mi tom mi fá semitom fá sol tom sol lá tom lá si tom si dó semitom Bate certinho. Por isso a escala de dó maior não precisa de nenhum sustenido nem bemol, e por isso ela é a primeira que todo mundo aprende. A tônica A primeira nota da escala dá nome a ela e se chama tônica . É a nota de repouso, a \"casa\": melodias costumam passear pelas outras notas e terminar nela. Experimente tocar a escala e parar no si. Dá vontade de completar com o dó. Essa sensação de \"falta chegar\" é o coração da música tonal. É por isso que as outras escalas maiores precisam de sustenidos ou bemóis: eles consertam as distâncias. A escala de sol maior, por exemplo, troca o fá pelo fá sustenido. Esse é o assunto da trilha seguinte. Uma melodia só com essas notas Tente ler antes de tocar. É uma canção de ninar francesa do século XVIII, conhecida em todo o mundo, que em português virou \"Brilha, brilha, estrelinha\". Para praticar 1. Toque a escala de dó maior no teclado, subindo e descendo, dizendo o nome das notas. 2. Ligue o metrônomo em 60 e toque uma nota por clique. 3. Toque a melodia acima. As notas de cabeça vazia valem dois cliques."},{"kind":"trilha","title":"Vida e saúde","href":"/trilhas/biologia-fundamental","area":"Biologia","context":"Ensino fundamental","text":"O corpo, os seres vivos e a saúde como direito. "},{"kind":"aula","title":"A célula","href":"/trilhas/biologia-fundamental/a-celula","area":"Biologia","context":"Vida e saúde","text":"A menor parte viva de todo ser vivo: como foi descoberta, de que é feita e que tipos existem. A descoberta Em 1665, o inglês Robert Hooke olhou uma fatia fina de cortiça em um microscópio que ele mesmo havia aperfeiçoado. Viu uma multidão de pequenos compartimentos vazios, que lembravam os quartos dos monges em um mosteiro, e deu a eles o nome de cells , \"celas\" ou \"pequenos quartos\". Daí vem a palavra célula . Quase dois séculos depois, entre 1838 e 1855, os alemães Matthias Schleiden, Theodor Schwann e Rudolf Virchow chegaram às ideias que formam a teoria celular : 1. todos os seres vivos são formados por células; 2. a célula é a menor unidade viva; 3. toda célula nasce de outra célula. Uma ou trilhões Alguns seres são formados por uma única célula : bactérias, amebas, leveduras. São os unicelulares. Outros são formados por muitas: uma formiga, uma mangueira, você. O corpo de um adulto tem dezenas de trilhões de células, de centenas de tipos, cada um com a sua função: neurônios, células musculares, glóbulos vermelhos. As partes da célula Quase todas as células têm três partes básicas: - membrana plasmática : a \"pele\" da célula. Controla o que entra e o que sai; - citoplasma : o interior gelatinoso, onde ficam as estruturas que fazem o trabalho; - material genético (DNA): as instruções para a célula funcionar e se reproduzir. Dois grandes tipos Procarionte Eucarionte --- --- --- Núcleo não tem: o DNA fica solto no citoplasma tem: o DNA fica dentro do núcleo Tamanho menor e mais simples maior e mais complexa Exemplos bactérias animais, plantas, fungos, protozoários As organelas Dentro da célula eucarionte há pequenas estruturas, as organelas , cada uma com uma tarefa. Pense em uma fábrica: Organela Função Na fábrica, seria --- --- --- Núcleo guarda o DNA e comanda a célula a direção Mitocôndria libera a energia dos alimentos (respiração celular) a casa de força Ribossomo fabrica as proteínas a linha de montagem Retículo e complexo de Golgi transportam, modificam e empacotam substâncias a expedição Lisossomo digere o que não serve mais a reciclagem Célula animal e célula vegetal As células das plantas têm três coisas que as dos animais não têm: - parede celular : uma capa rígida de celulose por fora da membrana, que dá sustentação; - cloroplastos : onde acontece a fotossíntese, que usa a luz para produzir alimento; - um vacúolo grande, que armazena água. Por que isso importa Entender a célula é entender a saúde. Uma infecção é uma invasão de células ou de vírus. O câncer é a multiplicação descontrolada de células do próprio corpo. As vacinas ensinam as células de defesa a reconhecer um invasor. Quase tudo o que a medicina faz hoje começa nesse nível. Para praticar 1. Desenhe uma célula animal e uma vegetal e marque o que cada uma tem. 2. Por que um vírus não é considerado uma célula? Pesquise e anote as fontes. 3. Explique com as suas palavras a comparação entre a célula e uma fábrica."},{"kind":"trilha","title":"PHP do zero","href":"/trilhas/php-do-zero","area":"Programação","context":"Ensino médio","text":"A linguagem por trás de boa parte dos sites, do primeiro script ao banco de dados. PHP nasceu para fazer páginas da web e continua movendo uma parte enorme delas. Faça primeiro a trilha de lógica. Os exemplos podem ser testados na ferramenta \"PHP no navegador\"."},{"kind":"aula","title":"O que é PHP e o seu primeiro script","href":"/trilhas/php-do-zero/o-que-e-php-e-o-seu-primeiro-script","area":"Programação","context":"PHP do zero","text":"Para que serve o PHP, onde ele roda e como escrever as primeiras linhas. Para que serve PHP é uma linguagem criada para construir páginas da web. A primeira versão foi publicada em 1995 pelo programador Rasmus Lerdorf. Hoje a sigla significa \"PHP: Hypertext Preprocessor\", e a linguagem é gratuita e de código aberto. Uma parte enorme dos sites que você visita, incluindo muitos blogs, lojas e portais, é feita com ela. A ideia central: quando você pede uma página, o servidor executa o programa em PHP, monta a página na hora (com o seu nome, o seu carrinho, as notícias do dia) e envia o resultado pronto ao navegador. O visitante nunca vê o código PHP, só o que ele produziu. Esta trilha supõe que você já fez Lógica de programação. Variáveis, condições, laços e funções são as mesmas ideias; o que muda é o jeito de escrever. Onde executar Para um site de verdade, o PHP fica instalado em um servidor. Para aprender, basta a ferramenta PHP no navegador: escreva o código e aperte Executar . O primeiro script Três coisas para notar: 1. <?php abre o código. Sem essa marca, o PHP trata o arquivo como texto comum e o copia para a saída sem executar nada. 2. echo escreve na saída. É o equivalente ao print de outras linguagens. 3. Cada instrução termina com ponto e vírgula . Esquecê-lo é o erro mais comum de quem começa. Várias instruções são executadas de cima para baixo: O \\n dentro das aspas duplas é uma quebra de linha . Sem ele, tudo sairia grudado na mesma linha. Comentários Lendo um erro Apague o ponto e vírgula do primeiro echo de um dos exemplos e execute. O PHP responde com algo como Parse error: syntax error, unexpected… e o número da linha. Repare: muitas vezes o erro é apontado na linha seguinte àquela em que o ponto e vírgula faltou, porque é ali que o PHP percebe o problema. Para praticar 1. Escreva um script que mostre o seu nome em uma linha e a sua cidade em outra. 2. Faça o PHP calcular quantas horas há em um ano de 365 dias. 3. Provoque um erro de propósito e localize a linha indicada na mensagem."},{"kind":"aula","title":"Variáveis, tipos e operadores em PHP","href":"/trilhas/php-do-zero/variaveis-tipos-e-operadores-em-php","area":"Programação","context":"PHP do zero","text":"O cifrão das variáveis, os tipos básicos, o ponto que junta textos e a diferença entre == e ===. Variáveis começam com cifrão Como em outras linguagens, o sinal de igual guarda o valor da direita na variável da esquerda. Os nomes podem ter letras, números e sublinhado, não podem começar com número e diferenciam maiúsculas de minúsculas: $Nome e $nome são variáveis distintas. Tipos básicos Tipo O que guarda Exemplo --- --- --- int número inteiro 42 float número com casas decimais 3.75 string texto \"bom dia\" bool verdadeiro ou falso true , false null ausência de valor null A função var dump mostra o tipo e o valor de qualquer coisa. É a melhor amiga de quem está procurando um erro: Aspas simples e aspas duplas Dentro de aspas duplas , o PHP troca as variáveis pelo seu valor. Dentro de aspas simples , não: A primeira linha mostra \"O arroz subiu.\" A segunda mostra o texto exatamente como foi escrito, com $produto e \\n . Juntando textos com ponto Em PHP, o sinal de mais serve só para números. Para unir textos, usa-se o ponto . Operadores aritméticos % é o resto da divisão, é a potência e intdiv faz a divisão inteira. Para arredondar e formatar dinheiro, use number format : Sai R$ 1.234,50 : duas casas, vírgula nos decimais e ponto nos milhares. Comparar: == e === - == pergunta se os valores são iguais, convertendo os tipos se for preciso; - === pergunta se valor e tipo são iguais. O primeiro dá true ; o segundo, false . Essa conversão automática do == já causou muitas falhas de segurança. Use sempre === e !== , a não ser que tenha um bom motivo para o contrário. Para praticar 1. Guarde o seu nome e o ano em que nasceu em variáveis e mostre: \"Fulana faz X anos em 2026.\" 2. Calcule o preço de um produto de R$ 80 com 15% de desconto e mostre com number format . 3. Use var dump para descobrir o tipo de 10 / 2 e de 10 / 4 ."},{"kind":"aula","title":"Condições e laços em PHP","href":"/trilhas/php-do-zero/condicoes-e-lacos-em-php","area":"Programação","context":"PHP do zero","text":"if, elseif e else para decidir; while, for e foreach para repetir. Decidir com if Diferenças em relação ao que você viu em lógica: - a condição vai entre parênteses ; - o bloco vai entre chaves ; - o recuo não é obrigatório, mas mantenha-o: código sem recuo é difícil de ler. Para mais de dois caminhos, use elseif . O PHP testa de cima para baixo e executa só o primeiro bloco verdadeiro: Operadores lógicos Operador Significa --- --- && e: as duas condições precisam ser verdadeiras \\ \\ ou: basta uma ! não: inverte Repetir com while $contador++ soma 1 à variável. Sem essa linha, a condição nunca ficaria falsa: seria um laço infinito. Repetir com for O for reúne em uma linha as três partes de um laço com contador: começo; condição; passo . Uma primeira olhada no foreach Para percorrer uma lista de valores (um array , assunto da próxima aula), o PHP tem o foreach : A cada volta, $fruta recebe um item da lista. break e continue break sai do laço; continue pula para a próxima volta: Saem 1 2 3 5 6 7. Para praticar 1. Dado um número em uma variável, diga se ele é par ou ímpar. 2. Mostre a tabuada do 9. 3. Some os números de 1 a 100 com um laço e mostre o total (deve dar 5050)."},{"kind":"aula","title":"Arrays em PHP","href":"/trilhas/php-do-zero/arrays-em-php","area":"Programação","context":"PHP do zero","text":"Listas e tabelas de chave e valor: a estrutura de dados mais usada da linguagem. Lista simples Um array guarda vários valores sob um nome só. Escreve-se entre colchetes: As posições (índices) começam em zero . count devolve a quantidade de itens. Para trocar um item ou acrescentar outro no fim: print r mostra o array inteiro de forma legível. Use-o para conferir o que há dentro de uma variável. Array associativo: chave e valor Em vez de posições numeradas, você pode dar nome a cada valor. A seta = liga a chave ao valor: É assim que o PHP representa quase tudo: uma linha do banco de dados, os campos de um formulário, as configurações de um site. Percorrendo com foreach Só os valores: A forma condição ? valor se sim : valor se não é o operador ternário : um if curto que cabe em uma linha. Chaves e valores: Funções prontas para arrays - array sum soma; max e min acham os extremos; - sort põe o próprio array em ordem crescente; - in array diz se um valor está no array. Lista de registros Na prática, é comum ter um array de arrays: uma lista em que cada item é um registro. Dentro de aspas duplas, um valor de array vai entre chaves: {$aluno['nome']} . Para praticar 1. Crie um array com as temperaturas de uma semana e mostre a maior, a menor e a média. 2. Crie um array associativo com três produtos e seus preços, e mostre o total da compra. 3. A partir de um array de números, monte outro só com os pares."},{"kind":"aula","title":"Funções em PHP","href":"/trilhas/php-do-zero/funcoes-em-php","area":"Programação","context":"PHP do zero","text":"Como criar funções, declarar os tipos do que entra e do que sai, e por que isso evita erros. Definir e chamar - function cria a função; - string $nome é um parâmetro , com o tipo declarado; - : void avisa que a função não devolve nada (ela só mostra algo). A função só é executada quando é chamada , o que aqui acontece duas vezes. Devolvendo um resultado return entrega o valor a quem chamou. A partir daí ele pode ser guardado, somado, comparado: Regra prática: função que calcula devolve com return ; quem decide o que mostrar na tela é o código que a chamou. Por que declarar os tipos O PHP não obriga a declarar tipos, mas vale a pena. Com eles, um engano aparece na hora, com uma mensagem clara, em vez de produzir um resultado errado em silêncio: A segunda chamada é interrompida com um TypeError : a função esperava um número inteiro e recebeu um texto. Valor padrão Se o segundo valor não for informado, vale o padrão (zero). Escopo: cada função na sua mesa Diferente de outras linguagens, uma função em PHP não enxerga as variáveis de fora: O valor de $taxa entra na função porque foi passado como parâmetro. É o jeito certo: a função deixa claro tudo de que precisa. Um exemplo completo Cada função faz uma coisa só e tem um nome que explica o que é. Para praticar 1. Escreva eh par(int $n): bool . 2. Escreva maior(float $a, float $b): float sem usar max . 3. Escreva formata reais(float $valor): string , que devolve o valor no formato R$ 1.234,50 ."},{"kind":"obra","title":"1984 (Nineteen Eighty-Four)","href":"/acervo/1984","area":"Literatura","context":"George Orwell","text":"Um Estado que vigia tudo, reescreve o passado e controla até a linguagem. Em domínio público no Brasil desde 2021; o link leva ao original em inglês, pois as traduções têm direitos próprios."},{"kind":"obra","title":"A Arte da Guerra (孫子兵法)","href":"/acervo/a-arte-da-guerra","area":"Chinês (mandarim)","context":"Sun Tzu","text":"O mais antigo tratado de estratégia que se conhece. Texto em chinês clássico."},{"kind":"obra","title":"A Cidade e as Serras","href":"/acervo/a-cidade-e-as-serras","area":"Literatura","context":"Eça de Queirós","text":"Um milionário entediado em Paris, cercado de máquinas, redescobre a vida ao voltar para as serras de Portugal."},{"kind":"obra","title":"A Conquista do Pão (The Conquest of Bread)","href":"/acervo/a-conquista-do-pao","area":"Socialismo","context":"Piotr Kropotkin","text":"O principal teórico do anarquismo comunista defende que há riqueza suficiente para todos e descreve como organizá-la sem Estado. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Desobediência Civil (On the Duty of Civil Disobedience)","href":"/acervo/a-desobediencia-civil","area":"Política e cidadania","context":"Henry David Thoreau","text":"Preso por se recusar a pagar impostos a um governo que mantinha a escravidão, Thoreau defende o dever de desobedecer a leis injustas. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Ditadura é Assim","href":"/acervo/a-ditadura-e-assim","area":"Política e cidadania","context":"Equipo Plantel, com ilustrações de Mikel Casal","text":"Da coleção \"Livros para o amanhã\", mostra às crianças como funciona um regime em que um só manda. Ficha de referência: o livro deve ser procurado na editora, em livrarias ou em bibliotecas."},{"kind":"obra","title":"A Doença Infantil do \"Esquerdismo\" no Comunismo","href":"/acervo/esquerdismo-doenca-infantil-do-comunismo","area":"Comunismo","context":"Vladimir Lenin","text":"Lenin discute tática com os comunistas de outros países: por que participar de sindicatos e parlamentos e por que princípios firmes pedem flexibilidade na ação."},{"kind":"obra","title":"A Eleição dos Bichos","href":"/acervo/a-eleicao-dos-bichos","area":"Política e cidadania","context":"André Rodrigues, Larissa Ribeiro, Paula Desgualdo e Pedro Markun","text":"Cansados dos desmandos do leão, os bichos da floresta resolvem fazer uma eleição. Livro infantil criado com a participação de crianças. Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"A Guerra Civil em França","href":"/acervo/a-guerra-civil-em-franca","area":"História","context":"Karl Marx","text":"Escrito no calor dos acontecimentos, é o balanço de Marx sobre a Comuna de Paris, o primeiro governo operário da história, e sobre o massacre que a encerrou."},{"kind":"obra","title":"A História Química de uma Vela (The Chemical History of a Candle)","href":"/acervo/a-historia-quimica-de-uma-vela","area":"Química","context":"Michael Faraday","text":"Seis palestras para jovens em que Faraday, filho de ferreiro que se tornou um dos maiores cientistas do século, explica a química a partir de uma vela acesa. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Ideologia Alemã","href":"/acervo/a-ideologia-alema","area":"Marxismo","context":"Karl Marx e Friedrich Engels","text":"O texto em que Marx e Engels expõem pela primeira vez o materialismo histórico: não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência."},{"kind":"obra","title":"A Interessante Narrativa da Vida de Olaudah Equiano","href":"/acervo/a-interessante-narrativa-de-olaudah-equiano","area":"Luta dos povos negros","context":"Olaudah Equiano","text":"Sequestrado na África ainda menino, Equiano comprou a própria liberdade e escreveu o livro que ajudou a impulsionar o movimento contra o tráfico de escravizados. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Mãe","href":"/acervo/a-mae","area":"Literatura","context":"Máximo Górki","text":"A mãe de um operário revolucionário russo deixa o medo para trás e entra na luta. Um clássico da literatura socialista, em tradução portuguesa antiga."},{"kind":"obra","title":"A Mão e a Luva","href":"/acervo/a-mao-e-a-luva","area":"Literatura","context":"Machado de Assis","text":"Romance da primeira fase de Machado: três pretendentes e uma moça que sabe muito bem o que quer."},{"kind":"obra","title":"A Narrativa de Sojourner Truth (The Narrative of Sojourner Truth)","href":"/acervo/a-narrativa-de-sojourner-truth","area":"Luta dos povos negros","context":"Sojourner Truth e Olive Gilbert","text":"A vida da abolicionista e defensora dos direitos das mulheres que nasceu escravizada e se tornou uma das grandes oradoras do seu tempo. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado","href":"/acervo/a-origem-da-familia","area":"Sociologia","context":"Friedrich Engels","text":"Engels investiga como surgiram a família patriarcal, a propriedade privada e o Estado, e mostra que nenhum dos três é eterno ou natural."},{"kind":"obra","title":"A Origem das Espécies (On the Origin of Species)","href":"/acervo/a-origem-das-especies","area":"Biologia","context":"Charles Darwin","text":"O livro que apresentou a evolução por seleção natural e mudou para sempre a biologia. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Queda do Céu: palavras de um xamã yanomami","href":"/acervo/a-queda-do-ceu","area":"Povos indígenas","context":"Davi Kopenawa e Bruce Albert","text":"O líder yanomami conta a sua vida, a cosmologia do seu povo e o que pensa dos brancos, o \"povo da mercadoria\". Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"A República (The Republic)","href":"/acervo/a-republica","area":"História","context":"Platão, tradução de Benjamin Jowett","text":"Sócrates e seus interlocutores discutem o que é a justiça e como seria a cidade ideal. É aqui que aparece a alegoria da caverna. Texto fundador da filosofia política, em tradução inglesa."},{"kind":"obra","title":"A Revolução dos Bichos (Animal Farm)","href":"/acervo/a-revolucao-dos-bichos","area":"Literatura","context":"George Orwell","text":"Os animais de uma fazenda expulsam o dono e os porcos tomam o poder. Fábula que o autor, socialista, escreveu como crítica ao rumo da União Soviética sob Stalin. Em domínio público no Brasil desde 2021; o link leva ao original em inglês, pois as traduções têm direitos próprios."},{"kind":"obra","title":"A Revolução Permanente","href":"/acervo/a-revolucao-permanente","area":"Socialismo","context":"Leon Trotsky","text":"A tese de Trotsky de que, nos países atrasados, as tarefas democráticas só se completam com a revolução socialista, e de que esta não se sustenta em um só país."},{"kind":"obra","title":"A Revolução Traída","href":"/acervo/a-revolucao-traida","area":"Socialismo","context":"Leon Trotsky","text":"Escrito no exílio, é a análise de Trotsky sobre a União Soviética dos anos 1930 e a sua crítica à burocracia que tomou o poder."},{"kind":"obra","title":"A Riqueza das Nações (The Wealth of Nations)","href":"/acervo/a-riqueza-das-nacoes","area":"Economia","context":"Adam Smith","text":"A obra fundadora da economia política clássica, ponto de partida da crítica de Marx. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra (The Condition of the Working-Class in England in 1844)","href":"/acervo/a-situacao-da-classe-trabalhadora-na-inglaterra","area":"Educação para o trabalho","context":"Friedrich Engels","text":"Aos 24 anos, Engels percorreu os bairros operários de Manchester e descreveu moradia, fome, doenças e trabalho infantil. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Sujeição das Mulheres (The Subjection of Women)","href":"/acervo/a-sujeicao-das-mulheres","area":"Feminismo","context":"John Stuart Mill","text":"Um dos primeiros livros de um filósofo conhecido a defender a igualdade legal e política entre mulheres e homens. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"A Verdadeira História de Ah Q (阿Ｑ正傳)","href":"/acervo/a-verdadeira-historia-de-ah-q","area":"Chinês (mandarim)","context":"Lu Xun","text":"A novela mais famosa de Lu Xun: um pobre-diabo que transforma cada humilhação em \"vitória moral\", retrato amargo da China antes da revolução. Texto em chinês."},{"kind":"obra","title":"Acervo Paulo Freire","href":"/acervo/acervo-paulo-freire","area":"Educação popular","context":"Instituto Paulo Freire","text":"Livros, manuscritos, vídeos e áudios de Paulo Freire, reunidos e digitalizados."},{"kind":"obra","title":"Ajuda Mútua: um fator de evolução (Mutual Aid)","href":"/acervo/ajuda-mutua","area":"Sociologia","context":"Piotr Kropotkin","text":"Contra a ideia de que a natureza é só competição, Kropotkin reúne exemplos de cooperação entre animais e entre seres humanos. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Algebra and Trigonometry 2e","href":"/acervo/algebra-and-trigonometry-2e","area":"Matemática","context":"OpenStax (vários autores)","text":"Livro didático gratuito de álgebra e trigonometria em nível pré-universitário: funções, polinômios, logaritmos e o círculo trigonométrico."},{"kind":"obra","title":"Alice no País das Maravilhas (Alice's Adventures in Wonderland)","href":"/acervo/alice-no-pais-das-maravilhas","area":"Inglês","context":"Lewis Carroll","text":"Alice segue um coelho apressado e cai em um mundo onde a lógica funciona ao contrário. As frases curtas e os diálogos fazem dele uma boa primeira leitura longa em inglês."},{"kind":"obra","title":"Amor de Perdição","href":"/acervo/amor-de-perdicao","area":"Literatura","context":"Camilo Castelo Branco","text":"O mais conhecido romance do romantismo português: um amor impedido por duas famílias inimigas."},{"kind":"obra","title":"Anarquismo e Outros Ensaios (Anarchism and Other Essays)","href":"/acervo/anarquismo-e-outros-ensaios","area":"Feminismo","context":"Emma Goldman","text":"Ensaios da militante anarquista sobre casamento, amor livre, prisões, patriotismo e a emancipação das mulheres. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Aprendendo desenvolvimento web","href":"/acervo/aprendendo-desenvolvimento-web","area":"Informática","context":"MDN Web Docs (Mozilla)","text":"Do zero ao primeiro site: HTML, CSS, JavaScript e como a web funciona."},{"kind":"obra","title":"As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo","href":"/acervo/as-tres-fontes-e-as-tres-partes-constitutivas-do-marxismo","area":"Marxismo","context":"Vladimir Lenin","text":"Artigo curto em que Lenin apresenta o marxismo como herdeiro da filosofia alemã, da economia política inglesa e do socialismo francês."},{"kind":"obra","title":"Astronomy 2e","href":"/acervo/astronomia-2e","area":"Astronomia e astronáutica","context":"Andrew Fraknoi, David Morrison e Sidney Wolff","text":"Do céu a olho nu à cosmologia, com pouca matemática e muitas imagens."},{"kind":"obra","title":"Automate the Boring Stuff with Python","href":"/acervo/automate-the-boring-stuff","area":"Programação","context":"Al Sweigart","text":"Python aplicado a tarefas do dia a dia: renomear arquivos, preencher planilhas, baixar páginas. Para iniciantes que querem ver resultado prático logo."},{"kind":"obra","title":"Biology 2e","href":"/acervo/biologia-2e","area":"Biologia","context":"Mary Ann Clark, Matthew Douglas e Jung Choi","text":"Curso completo de biologia: célula, genética, evolução, diversidade e ecologia."},{"kind":"obra","title":"Calculus, Volume 1","href":"/acervo/calculo-volume-1","area":"Matemática","context":"Gilbert Strang, Edwin \"Jed\" Herman e outros","text":"Limites, derivadas e integrais, com aplicações."},{"kind":"obra","title":"Cartilha de Segurança para Internet","href":"/acervo/cartilha-de-seguranca-para-internet","area":"Informática","context":"CERT.br / NIC.br","text":"Golpes, senhas, privacidade, redes sociais e celular: orientações claras de segurança digital."},{"kind":"obra","title":"Chemistry 2e","href":"/acervo/quimica-2e","area":"Química","context":"Paul Flowers, Klaus Theopold, Richard Langley e William R. Robinson","text":"Curso completo de química geral, do átomo ao equilíbrio químico e à química orgânica."},{"kind":"obra","title":"Citações do Presidente Mao Tsé-tung","href":"/acervo/citacoes-do-presidente-mao","area":"Ideologia e política","context":"Mao Tsé-tung","text":"O \"Livro Vermelho\": trechos de discursos e escritos de Mao organizados por tema, um dos livros mais impressos da história."},{"kind":"obra","title":"College Algebra 2e","href":"/acervo/college-algebra-2e","area":"Matemática","context":"Jay Abramson","text":"Funções, equações, polinômios, exponenciais e logaritmos: a ponte entre o ensino médio e o cálculo."},{"kind":"obra","title":"Comunismo para Crianças","href":"/acervo/comunismo-para-criancas","area":"Comunismo","context":"Bini Adamczak","text":"Apesar do título, é um livro para todas as idades: explica o capitalismo e as tentativas de superá-lo com linguagem de conto infantil. Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)","href":"/acervo/consolidacao-das-leis-do-trabalho","area":"Educação para o trabalho","context":"Presidência da República","text":"O texto atualizado da lei que reúne os direitos de quem trabalha com carteira assinada."},{"kind":"obra","title":"Constituição da República Federativa do Brasil","href":"/acervo/constituicao-federal-de-1988","area":"Política e cidadania","context":"Assembleia Nacional Constituinte","text":"O texto atualizado da Constituição. Leia pelo menos os artigos 1º a 7º: fundamentos, direitos individuais e direitos sociais."},{"kind":"obra","title":"Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto nº 6.949)","href":"/acervo/convencao-sobre-os-direitos-das-pessoas-com-deficiencia","area":"Pessoas com deficiência","context":"Organização das Nações Unidas","text":"O tratado internacional que consagrou o lema \"nada sobre nós sem nós\". No Brasil, tem força de norma constitucional."},{"kind":"obra","title":"Crítica do Programa de Gotha","href":"/acervo/critica-do-programa-de-gotha","area":"Comunismo","context":"Karl Marx","text":"Notas de Marx sobre o programa do partido operário alemão. Aqui aparecem as duas fases da sociedade comunista e a frase \"de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades\"."},{"kind":"obra","title":"Currículo do freeCodeCamp","href":"/acervo/curriculo-freecodecamp","area":"Programação","context":"freeCodeCamp","text":"Milhares de exercícios interativos de programação, em português, do básico a projetos completos."},{"kind":"obra","title":"Declaração Universal dos Direitos Humanos","href":"/acervo/declaracao-universal-dos-direitos-humanos","area":"Política e cidadania","context":"Organização das Nações Unidas","text":"Os trinta artigos aprovados pela ONU depois da Segunda Guerra Mundial, em português."},{"kind":"obra","title":"Dez Dias que Abalaram o Mundo (Ten Days That Shook the World)","href":"/acervo/dez-dias-que-abalaram-o-mundo","area":"Socialismo","context":"John Reed","text":"O jornalista norte-americano estava em Petrogrado em outubro de 1917 e contou o que viu, hora a hora. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Dicionário Político","href":"/acervo/dicionario-politico","area":"Política e cidadania","context":"Arquivo Marxista na Internet","text":"Verbetes sobre pessoas, organizações, acontecimentos e conceitos da história do movimento operário."},{"kind":"obra","title":"Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico","href":"/acervo/do-socialismo-utopico-ao-socialismo-cientifico","area":"Filosofia","context":"Friedrich Engels","text":"Engels apresenta, de forma didática, as três fontes do marxismo e a diferença entre sonhar com uma sociedade justa e compreender as forças reais que podem construí-la."},{"kind":"obra","title":"Dom Casmurro","href":"/acervo/dom-casmurro","area":"Literatura","context":"Machado de Assis","text":"Bento Santiago, já velho, reconstrói a própria vida para entender o ciúme que sentiu de Capitu e do amigo Escobar. O leitor nunca sabe se pode confiar no narrador, e é essa dúvida que fez do romance um dos mais discutidos da língua portuguesa. Edição com a ortografia da época."},{"kind":"obra","title":"Dom Quixote (Don Quijote)","href":"/acervo/dom-quixote","area":"Espanhol","context":"Miguel de Cervantes","text":"O fidalgo que enlouquece de tanto ler romances de cavalaria e sai pelo mundo para consertar injustiças. Texto em espanhol."},{"kind":"obra","title":"Doze Anos de Escravidão (Twelve Years a Slave)","href":"/acervo/doze-anos-de-escravidao","area":"Luta dos povos negros","context":"Solomon Northup","text":"Homem negro livre de Nova York, Northup foi sequestrado e vendido como escravo no sul dos Estados Unidos. Este é o seu relato. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"El Gaucho Martín Fierro","href":"/acervo/el-gaucho-martin-fierro","area":"Espanhol","context":"José Hernández","text":"Poema épico da Argentina: a voz de um gaúcho pobre, recrutado à força e perseguido pela lei. Texto em espanhol."},{"kind":"obra","title":"Eloquent JavaScript","href":"/acervo/eloquent-javascript","area":"Programação","context":"Marijn Haverbeke","text":"Um guia completo de JavaScript, da sintaxe básica à programação no navegador e no servidor, com projetos práticos ao longo do caminho."},{"kind":"obra","title":"Em Torno dos Problemas do Leninismo","href":"/acervo/em-torno-dos-problemas-do-leninismo","area":"Socialismo","context":"Josef Stalin","text":"Texto em que Stalin defende a possibilidade de construir o socialismo em um só país, centro do debate com a oposição."},{"kind":"obra","title":"Era dos Extremos: o breve século XX","href":"/acervo/era-dos-extremos","area":"História","context":"Eric Hobsbawm","text":"O século XX, da Primeira Guerra ao fim da União Soviética, contado por um dos maiores historiadores marxistas. Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"Esaú e Jacó","href":"/acervo/esau-e-jaco","area":"Literatura","context":"Machado de Assis","text":"Dois irmãos gêmeos que brigam desde o ventre, um monarquista e outro republicano, na passagem do Império para a República."},{"kind":"obra","title":"Escritos de Amílcar Cabral","href":"/acervo/escritos-de-amilcar-cabral","area":"Luta dos povos negros","context":"Amílcar Cabral","text":"Discursos e textos do líder da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, escritos originalmente em português."},{"kind":"obra","title":"Escritos de Clara Zetkin","href":"/acervo/escritos-de-clara-zetkin","area":"Feminismo","context":"Clara Zetkin","text":"Textos da socialista alemã que propôs, em 1910, a criação do Dia Internacional da Mulher."},{"kind":"obra","title":"Escritos de Frantz Fanon","href":"/acervo/escritos-de-frantz-fanon","area":"Luta dos povos negros","context":"Frantz Fanon","text":"Textos do psiquiatra martinicano que analisou os efeitos do colonialismo e do racismo sobre colonizados e colonizadores."},{"kind":"obra","title":"Escritos de Nadejda Krupskaia","href":"/acervo/escritos-de-nadejda-krupskaia","area":"Educação popular","context":"Nadejda Krupskaia","text":"Textos da educadora soviética sobre a escola do trabalho, a alfabetização e a educação das mulheres."},{"kind":"obra","title":"Escritos de Thomas Sankara","href":"/acervo/escritos-de-thomas-sankara","area":"Socialismo","context":"Thomas Sankara","text":"Discursos do presidente de Burkina Faso sobre dívida, imperialismo, ecologia e libertação das mulheres."},{"kind":"obra","title":"Facundo","href":"/acervo/facundo","area":"Espanhol","context":"Domingo Faustino Sarmiento","text":"Clássico argentino construído sobre a oposição entre \"civilização e barbárie\", ideia que marcou, e ainda marca, a política latino-americana. Para ler com olhar crítico. Texto em espanhol."},{"kind":"obra","title":"Germinal","href":"/acervo/germinal","area":"Educação para o trabalho","context":"Émile Zola","text":"O grande romance das minas de carvão: a miséria dos mineiros do norte da França e a greve que eles organizam. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Grito (吶喊)","href":"/acervo/grito-lu-xun","area":"Chinês (mandarim)","context":"Lu Xun","text":"Primeira coletânea de contos do fundador da literatura chinesa moderna, que inclui \"Diário de um Louco\". Texto em chinês."},{"kind":"obra","title":"Harriet, a Moisés do seu Povo (Harriet, the Moses of Her People)","href":"/acervo/harriet-a-moises-do-seu-povo","area":"Luta dos povos negros","context":"Sarah H. Bradford","text":"Biografia de Harriet Tubman escrita a partir de conversas com ela: a fuga e as viagens de volta ao Sul para libertar dezenas de pessoas. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"História da Guerra do Peloponeso (The History of the Peloponnesian War)","href":"/acervo/guerra-do-peloponeso","area":"História","context":"Tucídides, tradução de Richard Crawley","text":"O relato da guerra entre Atenas e Esparta, escrito por um general ateniense que participou dela. Tucídides procura causas e evidências em vez de explicações divinas. Tradução inglesa."},{"kind":"obra","title":"História da Revolução Russa","href":"/acervo/historia-da-revolucao-russa","area":"Socialismo","context":"Leon Trotsky","text":"O ano de 1917 narrado por um de seus protagonistas, de fevereiro a outubro."},{"kind":"obra","title":"Histórias, volume 1 (The History of Herodotus)","href":"/acervo/historias-de-herodoto","area":"História","context":"Heródoto, tradução de G. C. Macaulay","text":"O primeiro grande relato histórico do Ocidente: as guerras entre gregos e persas, entremeadas de descrições do Egito, da Babilônia e de outros povos. Primeiro volume da tradução inglesa."},{"kind":"obra","title":"Ideias para Adiar o Fim do Mundo","href":"/acervo/ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo","area":"Povos indígenas","context":"Ailton Krenak","text":"Três falas curtas em que o pensador indígena questiona a ideia de uma humanidade separada da natureza. Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"Incidentes na Vida de uma Escrava (Incidents in the Life of a Slave Girl)","href":"/acervo/incidentes-na-vida-de-uma-escrava","area":"Luta dos povos negros","context":"Harriet Jacobs","text":"O relato de uma mulher que passou sete anos escondida em um sótão para escapar do seu senhor. Um dos poucos testemunhos da escravidão escritos por uma mulher. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Inglês (Wikilivros)","href":"/acervo/wikilivros-ingles","area":"Inglês","context":"Comunidade do Wikilivros","text":"Curso colaborativo de inglês escrito em português, com gramática, vocabulário e exercícios. Como toda obra wiki, está em construção permanente e qualquer pessoa pode melhorá-lo."},{"kind":"obra","title":"Introduction to Anthropology","href":"/acervo/introducao-a-antropologia","area":"Sociologia","context":"Jennifer Hasty, David G. Lewis e Marjorie M. Snipes","text":"Cultura, linguagem, parentesco, economia e os povos indígenas vistos pela antropologia."},{"kind":"obra","title":"Introduction to Computer Science","href":"/acervo/introduction-to-computer-science","area":"Informática","context":"OpenStax (vários autores)","text":"Livro didático gratuito que apresenta os grandes temas da computação: hardware, algoritmos, redes, dados e segurança."},{"kind":"obra","title":"Introduction to Philosophy","href":"/acervo/introducao-a-filosofia","area":"Filosofia","context":"Nathan Smith e outros","text":"Lógica, teoria do conhecimento, ética e política, com capítulos sobre as tradições africana, asiática e indígena."},{"kind":"obra","title":"Introduction to Political Science","href":"/acervo/introducao-a-ciencia-politica","area":"Política e cidadania","context":"Mark Carl Rom, Masaki Hidaka e Rachel Bzostek Walker","text":"Ideologias, instituições, eleições e relações internacionais, em um livro introdutório."},{"kind":"obra","title":"Introduction to Python Programming","href":"/acervo/introducao-a-programacao-em-python","area":"Programação","context":"Udayan Das e outros","text":"Curso introdutório de Python, com exercícios interativos."},{"kind":"obra","title":"Introduction to Sociology 3e","href":"/acervo/introducao-a-sociologia-3e","area":"Sociologia","context":"Tonja R. Conerly, Kathleen Holmes e Asha Lal Tamang","text":"Os conceitos, os autores clássicos e os temas da sociologia: cultura, desigualdade, raça, gênero, trabalho."},{"kind":"obra","title":"Introductory Statistics 2e","href":"/acervo/estatistica-introdutoria-2e","area":"Matemática","context":"Barbara Illowsky e Susan Dean","text":"Média, probabilidade, distribuições e testes de hipótese, para quem precisa ler pesquisas e dados."},{"kind":"obra","title":"Iracema","href":"/acervo/iracema","area":"Literatura","context":"José de Alencar","text":"Romance indianista que conta, em prosa poética, o encontro entre uma indígena tabajara e um colonizador português. Vale ler com olhar crítico sobre a imagem do indígena que ele ajudou a criar."},{"kind":"obra","title":"Jornada ao Oeste (西遊記)","href":"/acervo/jornada-ao-oeste","area":"Chinês (mandarim)","context":"Wu Cheng'en","text":"As aventuras do Rei Macaco, um dos quatro grandes romances clássicos da China. Texto em chinês."},{"kind":"obra","title":"La Edad de Oro","href":"/acervo/la-edad-de-oro","area":"Espanhol","context":"José Martí","text":"Revista para crianças escrita inteiramente por Martí, herói da independência de Cuba, com contos, poemas e histórias da América. Texto em espanhol."},{"kind":"obra","title":"Lazarillo de Tormes","href":"/acervo/lazarillo-de-tormes","area":"Espanhol","context":"Autor anônimo","text":"As aventuras de um menino pobre que sobrevive servindo a vários amos na Espanha do século XVI. O primeiro romance picaresco. Texto em espanhol."},{"kind":"obra","title":"Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146)","href":"/acervo/lei-brasileira-de-inclusao","area":"Pessoas com deficiência","context":"Presidência da República","text":"O estatuto que reúne os direitos das pessoas com deficiência: acessibilidade, educação, trabalho, saúde."},{"kind":"obra","title":"Lei de Cotas (Lei nº 12.711)","href":"/acervo/lei-de-cotas","area":"Luta dos povos negros","context":"Presidência da República","text":"A lei que reserva vagas nas universidades e institutos federais para estudantes de escolas públicas, com cotas raciais e de renda."},{"kind":"obra","title":"Lei do Crime Racial (Lei nº 7.716)","href":"/acervo/lei-do-crime-racial","area":"Luta dos povos negros","context":"Presidência da República","text":"A lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor."},{"kind":"obra","title":"Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340)","href":"/acervo/lei-maria-da-penha","area":"Feminismo","context":"Presidência da República","text":"O texto da lei que define a violência doméstica contra a mulher e cria as medidas protetivas."},{"kind":"obra","title":"Livro de Mágoas","href":"/acervo/livro-de-magoas","area":"Literatura","context":"Florbela Espanca","text":"O primeiro livro de sonetos de uma das maiores poetas da língua portuguesa."},{"kind":"obra","title":"Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clássica Alemã","href":"/acervo/ludwig-feuerbach-e-o-fim-da-filosofia-classica-alema","area":"Marxismo","context":"Friedrich Engels","text":"Engels explica de onde veio a filosofia de Marx: o que aproveitou de Hegel e de Feuerbach e o que deixou para trás."},{"kind":"obra","title":"Manifesto do Partido Comunista","href":"/acervo/manifesto-do-partido-comunista","area":"Política e cidadania","context":"Karl Marx e Friedrich Engels","text":"O texto político mais lido da história moderna. Em poucas páginas, apresenta a história como luta de classes, descreve a ascensão da burguesia e do proletariado e termina com o chamado que atravessou os séculos: proletários de todos os países, uni-vos."},{"kind":"obra","title":"Manual do PHP","href":"/acervo/manual-do-php","area":"Programação","context":"The PHP Group","text":"A referência oficial da linguagem, em português."},{"kind":"obra","title":"Memorial de Aires","href":"/acervo/memorial-de-aires","area":"Literatura","context":"Machado de Assis","text":"O último romance de Machado, em forma de diário, ambientado nos anos da abolição da escravatura."},{"kind":"obra","title":"Memórias Póstumas de Brás Cubas","href":"/acervo/memorias-postumas-de-bras-cubas","area":"Literatura","context":"Machado de Assis","text":"Um defunto resolve contar a própria vida, começando pela morte. Com ironia e capítulos curtíssimos, Brás Cubas expõe a vaidade e o vazio da elite do Rio de Janeiro do século XIX. Edição com a ortografia da época."},{"kind":"obra","title":"Minha Servidão e Minha Liberdade (My Bondage and My Freedom)","href":"/acervo/my-bondage-and-my-freedom","area":"Luta dos povos negros","context":"Frederick Douglass","text":"A segunda autobiografia de Douglass, mais longa e mais política que a primeira, escrita quando ele já era um dos principais líderes abolicionistas. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Miséria da Filosofia","href":"/acervo/miseria-da-filosofia","area":"Marxismo","context":"Karl Marx","text":"Resposta de Marx a Proudhon e sua primeira exposição pública da crítica da economia política."},{"kind":"obra","title":"Mudança do Clima 2023: Relatório de Síntese","href":"/acervo/relatorio-de-sintese-do-ipcc","area":"Meio ambiente","context":"Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)","text":"O resumo do estado do conhecimento científico sobre o aquecimento global, suas causas, seus efeitos e as saídas possíveis."},{"kind":"obra","title":"Mulheres, Raça e Classe","href":"/acervo/mulheres-raca-e-classe","area":"Feminismo","context":"Angela Davis","text":"A história das lutas das mulheres nos Estados Unidos vista a partir das mulheres negras e trabalhadoras. Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"Music Theory for the 21st-Century Classroom","href":"/acervo/music-theory-for-the-21st-century-classroom","area":"Música","context":"Robert Hutchinson","text":"Curso completo e gratuito de teoria e harmonia, com exemplos em áudio."},{"kind":"obra","title":"Narrativa da Vida de Frederick Douglass (Narrative of the Life of Frederick Douglass)","href":"/acervo/narrativa-da-vida-de-frederick-douglass","area":"História","context":"Frederick Douglass","text":"Douglass nasceu escravizado nos Estados Unidos, aprendeu a ler às escondidas, fugiu e tornou-se um dos maiores oradores do movimento abolicionista. Este é o relato que ele mesmo escreveu de sua vida. Em inglês."},{"kind":"obra","title":"Notícias de Lugar Nenhum (News from Nowhere)","href":"/acervo/noticias-de-lugar-nenhum","area":"Socialismo","context":"William Morris","text":"Um homem adormece na Londres industrial e acorda em uma sociedade sem dinheiro, sem patrões e sem pressa. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"O 18 Brumário de Luís Bonaparte","href":"/acervo/o-18-brumario","area":"História","context":"Karl Marx","text":"Análise do golpe de Estado que levou Luís Bonaparte ao poder na França. É aqui que Marx escreve que os homens fazem a própria história, mas não a fazem como querem."},{"kind":"obra","title":"O Ateneu","href":"/acervo/o-ateneu","area":"Literatura","context":"Raul Pompeia","text":"As memórias de um menino em um internato de elite do Rio de Janeiro, onde se aprende, antes de tudo, a lei do mais forte."},{"kind":"obra","title":"O Capital para Crianças","href":"/acervo/o-capital-para-criancas","area":"Marxismo","context":"Joan R. Riera, com ilustrações de Liliana Fortuny","text":"Um avô conta aos netos a história de um tecelão e de suas meias, e com ela explica a mais-valia. Ficha de referência: o livro deve ser procurado na editora, em livrarias ou em bibliotecas."},{"kind":"obra","title":"O Capital: crítica da economia política","href":"/acervo/o-capital","area":"Política e cidadania","context":"Karl Marx","text":"A obra central de Marx. Parte da mercadoria para explicar o valor, o dinheiro, a mais-valia e a acumulação, e mostra como o capitalismo funciona e por que produz riqueza e miséria ao mesmo tempo."},{"kind":"obra","title":"O Comunismo e a Família","href":"/acervo/o-comunismo-e-a-familia","area":"Feminismo","context":"Alexandra Kollontai","text":"A dirigente bolchevique discute o que muda na família, no casamento e no cuidado com os filhos quando o trabalho doméstico passa a ser tarefa de toda a sociedade."},{"kind":"obra","title":"O Cortiço","href":"/acervo/o-cortico","area":"Literatura","context":"Aluísio Azevedo","text":"A vida em uma habitação coletiva do Rio de Janeiro no fim do século XIX: trabalhadores, imigrantes, lavadeiras e o dono que enriquece à custa de todos."},{"kind":"obra","title":"O Crime do Padre Amaro","href":"/acervo/o-crime-do-padre-amaro","area":"Literatura","context":"Eça de Queirós","text":"Crítica feroz à hipocrisia do clero e da pequena burguesia de uma cidade portuguesa de província."},{"kind":"obra","title":"O Estado e a Revolução","href":"/acervo/o-estado-e-a-revolucao","area":"Política e cidadania","context":"Vladimir Lenin","text":"Escrito às vésperas da Revolução de Outubro. Lenin retoma Marx e Engels para discutir o que é o Estado, a quem ele serve e o que os trabalhadores devem fazer com ele."},{"kind":"obra","title":"O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo","href":"/acervo/imperialismo-fase-superior-do-capitalismo","area":"Política e cidadania","context":"Vladimir Lenin","text":"Lenin explica como a concentração de capital, os monopólios e os bancos levaram as grandes potências a repartir o mundo, e por que isso conduz à guerra."},{"kind":"obra","title":"O Livro de Cesário Verde","href":"/acervo/o-livro-de-cesario-verde","area":"Literatura","context":"Cesário Verde","text":"A poesia que pôs em verso a cidade moderna: as ruas de Lisboa, os operários, as vendedoras, o cheiro do gás."},{"kind":"obra","title":"O Príncipe (The Prince)","href":"/acervo/o-principe","area":"Política e cidadania","context":"Nicolau Maquiavel","text":"O livro que separou a política da moral religiosa ao descrever como o poder é de fato conquistado e mantido. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"O que São Classes Sociais?","href":"/acervo/o-que-sao-classes-sociais","area":"Marxismo","context":"Equipo Plantel, com ilustrações de Joan Negrescolor","text":"Da coleção \"Livros para o amanhã\", explica às crianças por que há ricos e pobres. Ficha de referência: o livro deve ser procurado na editora, em livrarias ou em bibliotecas."},{"kind":"obra","title":"O Socialismo e o Homem em Cuba","href":"/acervo/o-socialismo-e-o-homem-em-cuba","area":"Socialismo","context":"Ernesto Che Guevara","text":"Carta em que Che defende que o socialismo exige formar um ser humano novo, movido pela solidariedade e não pelo interesse material."},{"kind":"obra","title":"O Tacão de Ferro (The Iron Heel)","href":"/acervo/o-tacao-de-ferro","area":"Socialismo","context":"Jack London","text":"Romance que imagina os Estados Unidos sob uma ditadura dos grandes monopólios e a resistência dos trabalhadores. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"O Tutorial de Python","href":"/acervo/o-tutorial-de-python","area":"Programação","context":"Python Software Foundation","text":"O tutorial oficial da linguagem, em português, mantido pela comunidade."},{"kind":"obra","title":"Odisseia (The Odyssey)","href":"/acervo/odisseia","area":"Literatura","context":"Homero, tradução de Samuel Butler","text":"A longa volta de Odisseu para casa depois da Guerra de Troia: ciclopes, sereias, deuses contrariados e uma esposa que o espera. Tradução inglesa em prosa."},{"kind":"obra","title":"Open Music Theory","href":"/acervo/open-music-theory","area":"Música","context":"Mark Gotham e outros","text":"Livro aberto de teoria musical, dos fundamentos (notas, ritmo, escalas) à harmonia e à análise."},{"kind":"obra","title":"Óptica (Opticks)","href":"/acervo/optica","area":"Física","context":"Isaac Newton","text":"Os experimentos de Newton com prismas, cores e luz, descritos por ele mesmo. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice)","href":"/acervo/orgulho-e-preconceito","area":"Inglês","context":"Jane Austen","text":"Elizabeth Bennet e o orgulhoso Sr. Darcy se desentendem, se julgam mal e mudam de ideia. Um romance movido a diálogos, bom para quem está no nível intermediário de inglês."},{"kind":"obra","title":"Os Analectos (論語)","href":"/acervo/os-analectos","area":"Chinês (mandarim)","context":"Confúcio","text":"Os diálogos e ditos de Confúcio reunidos por seus discípulos, base de dois mil anos de pensamento chinês. Texto em chinês clássico."},{"kind":"obra","title":"Os Elementos, livros I a VI (The Elements of Euclid)","href":"/acervo/elementos-de-euclides","area":"Matemática","context":"Euclides, edição de John Casey","text":"A obra que organizou a geometria a partir de definições, postulados e demonstrações. Esta edição inglesa traz os seis primeiros livros, com comentários e exercícios."},{"kind":"obra","title":"Os Jacobinos Negros","href":"/acervo/os-jacobinos-negros","area":"Luta dos povos negros","context":"C. L. R. James","text":"A história da Revolução Haitiana e de Toussaint L'Ouverture, escrita por um marxista de Trinidad. Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"Os Lusíadas","href":"/acervo/os-lusiadas","area":"Literatura","context":"Luís de Camões","text":"Poema épico em dez cantos que narra a viagem de Vasco da Gama à Índia e, por meio dela, a história de Portugal. É a obra central da poesia em língua portuguesa."},{"kind":"obra","title":"Os Maias","href":"/acervo/os-maias","area":"Literatura","context":"Eça de Queirós","text":"A decadência de uma família rica de Lisboa, retrato de uma elite que fala muito e não faz nada."},{"kind":"obra","title":"Os Miseráveis (Les Misérables)","href":"/acervo/os-miseraveis","area":"Literatura","context":"Victor Hugo","text":"A história de Jean Valjean, condenado por roubar um pão, e de um povo que ergue barricadas em Paris. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Papéis Avulsos","href":"/acervo/papeis-avulsos","area":"Literatura","context":"Machado de Assis","text":"Reunião de contos que inclui \"O Alienista\" e \"Teoria do Medalhão\", duas obras-primas da ironia machadiana."},{"kind":"obra","title":"Pedagogia do Oprimido","href":"/acervo/pedagogia-do-oprimido","area":"Educação popular","context":"Paulo Freire","text":"A obra central de Paulo Freire: a crítica da educação \"bancária\" e a proposta de uma educação feita com o povo, e não para ele. Ficha de referência."},{"kind":"obra","title":"Pense em Python (2ª edição)","href":"/acervo/pense-em-python","area":"Programação","context":"Allen B. Downey","text":"Tradução brasileira de \"Think Python\": aprender a programar pensando como um cientista da computação."},{"kind":"obra","title":"Physics","href":"/acervo/fisica-ensino-medio-openstax","area":"Física","context":"Paul Peter Urone e Roger Hinrichs","text":"Livro de física do ensino médio: movimento, forças, energia, ondas, eletricidade e física moderna."},{"kind":"obra","title":"Política (Politics)","href":"/acervo/politica-de-aristoteles","area":"Política e cidadania","context":"Aristóteles","text":"O ser humano como \"animal político\", as formas de governo e a defesa, que hoje nos choca, da escravidão: um texto para ler e discutir. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Povos Indígenas no Brasil","href":"/acervo/povos-indigenas-no-brasil","area":"Povos indígenas","context":"Instituto Socioambiental","text":"A maior enciclopédia sobre os povos indígenas do país: quem são, onde vivem, línguas, história e terras."},{"kind":"obra","title":"Prealgebra 2e","href":"/acervo/prealgebra-2e","area":"Matemática","context":"OpenStax (vários autores)","text":"Livro didático gratuito que revisa números inteiros, frações, decimais e porcentagens e apresenta as primeiras equações. Bom ponto de partida para quem quer retomar a matemática."},{"kind":"obra","title":"Prefácio de Para a Crítica da Economia Política","href":"/acervo/prefacio-de-para-a-critica-da-economia-politica","area":"Marxismo","context":"Karl Marx","text":"Em poucas páginas, o resumo mais conhecido do materialismo histórico: base e superestrutura, forças produtivas e relações de produção."},{"kind":"obra","title":"Princípios Básicos do Comunismo","href":"/acervo/principios-basicos-do-comunismo","area":"Comunismo","context":"Friedrich Engels","text":"Vinte e cinco perguntas e respostas curtas sobre o que é o comunismo, escritas por Engels como rascunho do Manifesto. Um ótimo primeiro texto."},{"kind":"obra","title":"Principles of Economics 3e","href":"/acervo/principios-de-economia-3e","area":"Economia","context":"David Shapiro, Daniel MacDonald e Steven A. Greenlaw","text":"Manual de microeconomia e macroeconomia segundo a corrente dominante. Bom para conhecer o vocabulário e depois confrontá-lo com a crítica da economia política."},{"kind":"obra","title":"Pro Git","href":"/acervo/pro-git","area":"Programação","context":"Scott Chacon e Ben Straub","text":"O livro de referência sobre o Git, o sistema que guarda o histórico de versões de projetos, inclusive o desta biblioteca. Disponível em tradução para o português."},{"kind":"obra","title":"Que Fazer?","href":"/acervo/que-fazer","area":"Política e cidadania","context":"Vladimir Lenin","text":"O livro em que Lenin discute como os trabalhadores devem se organizar, qual é o papel de um jornal e a diferença entre a luta sindical e a luta política."},{"kind":"obra","title":"Quincas Borba","href":"/acervo/quincas-borba","area":"Literatura","context":"Machado de Assis","text":"Rubião, um professor do interior, herda a fortuna do filósofo Quincas Borba com uma condição: cuidar do cachorro de mesmo nome. No Rio de Janeiro, o dinheiro atrai falsos amigos e a razão começa a lhe escapar. Edição com a ortografia da época."},{"kind":"obra","title":"Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial","href":"/acervo/recomendacao-sobre-a-etica-da-inteligencia-artificial","area":"Inteligência artificial","context":"UNESCO","text":"O primeiro acordo mundial sobre o tema: princípios de transparência, responsabilidade e proteção de direitos."},{"kind":"obra","title":"Reforma ou Revolução?","href":"/acervo/reforma-ou-revolucao","area":"Política e cidadania","context":"Rosa Luxemburgo","text":"Resposta de Rosa Luxemburgo aos que defendiam chegar ao socialismo apenas por reformas graduais. Para ela, reforma e revolução não se opõem: a luta por reformas é o meio, a transformação social é o fim."},{"kind":"obra","title":"Reivindicação dos Direitos da Mulher (A Vindication of the Rights of Woman)","href":"/acervo/reivindicacao-dos-direitos-da-mulher","area":"Feminismo","context":"Mary Wollstonecraft","text":"Escrito em plena Revolução Francesa, defende que as mulheres não são inferiores por natureza: falta-lhes a educação que é dada aos homens. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Romeu e Julieta (Romeo and Juliet)","href":"/acervo/romeu-e-julieta","area":"Inglês","context":"William Shakespeare","text":"A tragédia dos dois jovens de famílias inimigas em Verona. O inglês é o do século XVI, então serve melhor a quem já lê bem e quer conhecer o idioma em sua forma clássica."},{"kind":"obra","title":"Salário, Preço e Lucro","href":"/acervo/salario-preco-e-lucro","area":"Política e cidadania","context":"Karl Marx","text":"Conferência em que Marx explica, em linguagem direta, de onde vem o lucro e por que a luta por salários vale a pena. É a melhor porta de entrada para as ideias de O Capital."},{"kind":"obra","title":"Sobre a Prática","href":"/acervo/sobre-a-pratica","area":"Ideologia e política","context":"Mao Tsé-tung","text":"Ensaio de Mao sobre a relação entre conhecer e fazer: todo conhecimento verdadeiro nasce da prática e volta a ela para ser testado."},{"kind":"obra","title":"Sobre o Materialismo Dialético e o Materialismo Histórico","href":"/acervo/materialismo-dialetico-e-materialismo-historico","area":"Marxismo","context":"Josef Stalin","text":"Exposição esquemática da filosofia marxista que serviu de manual na União Soviética. Vale ler ao lado dos textos de Marx e Engels, para comparar."},{"kind":"obra","title":"Sobre os Fundamentos do Leninismo","href":"/acervo/sobre-os-fundamentos-do-leninismo","area":"Socialismo","context":"Josef Stalin","text":"Conferências de Stalin logo após a morte de Lenin, em que sistematiza o que entende por leninismo: teoria, estratégia, partido e questão nacional."},{"kind":"obra","title":"Substâncias Radioativas (Radio-Active Substances)","href":"/acervo/substancias-radioativas","area":"Física","context":"Marie Curie","text":"A tese de doutorado de Marie Curie, em que ela descreve a descoberta do polônio e do rádio. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Tao Te Ching (道德經)","href":"/acervo/tao-te-ching","area":"Chinês (mandarim)","context":"Lao-Tsé","text":"O livro fundamental do taoismo: oitenta e um poemas curtos sobre o caminho, a simplicidade e o agir sem forçar. Texto em chinês clássico."},{"kind":"obra","title":"Teses de Abril","href":"/acervo/teses-de-abril","area":"Socialismo","context":"Vladimir Lenin","text":"As dez teses com que Lenin, ao voltar do exílio, propôs que os sovietes tomassem o poder na Rússia."},{"kind":"obra","title":"Teses sobre Feuerbach","href":"/acervo/teses-sobre-feuerbach","area":"Filosofia","context":"Karl Marx","text":"Onze notas curtas em que Marx acerta as contas com a filosofia de seu tempo. A última é a mais famosa: os filósofos interpretaram o mundo, a questão é transformá-lo."},{"kind":"obra","title":"The Communist Manifesto","href":"/acervo/the-communist-manifesto","area":"Política e cidadania","context":"Karl Marx e Friedrich Engels","text":"A edição inglesa do Manifesto, para quem estuda o idioma ou quer comparar traduções."},{"kind":"obra","title":"The Linux Command Line","href":"/acervo/the-linux-command-line","area":"Informática","context":"William Shotts","text":"Guia do terminal do Linux, do primeiro comando até a escrita de scripts. Não exige conhecimento prévio."},{"kind":"obra","title":"Think Python (2ª edição)","href":"/acervo/think-python","area":"Programação","context":"Allen B. Downey","text":"Introdução à programação com Python para quem nunca programou. Avança devagar, explica o vocabulário e traz exercícios em todos os capítulos."},{"kind":"obra","title":"Trabalho Assalariado e Capital","href":"/acervo/trabalho-assalariado-e-capital","area":"Política e cidadania","context":"Karl Marx","text":"Série de artigos escritos para operários. Explica o que é o salário, o que o trabalhador realmente vende ao patrão e como capital e trabalho assalariado dependem um do outro."},{"kind":"obra","title":"University Physics, Volume 1","href":"/acervo/fisica-universitaria-volume-1","area":"Física","context":"William Moebs, Samuel J. Ling e Jeff Sanny","text":"Mecânica, ondas e som em nível universitário, com exemplos resolvidos e exercícios."},{"kind":"obra","title":"Utopia","href":"/acervo/utopia","area":"Socialismo","context":"Thomas More","text":"A ilha imaginária sem propriedade privada que deu nome a todos os projetos de sociedade ideal. Texto em inglês."},{"kind":"obra","title":"Viagens na Minha Terra","href":"/acervo/viagens-na-minha-terra","area":"Literatura","context":"Almeida Garrett","text":"Mistura de relato de viagem, novela e conversa com o leitor, é um marco da prosa moderna em português."},{"kind":"obra","title":"Workplace Software and Skills","href":"/acervo/workplace-software-and-skills","area":"Informática","context":"OpenStax (vários autores)","text":"Livro didático gratuito sobre as ferramentas de escritório mais usadas: editores de texto, planilhas, apresentações e colaboração online."},{"kind":"obra","title":"World History, Volume 1: to 1500","href":"/acervo/world-history-volume-1","area":"História","context":"OpenStax (vários autores)","text":"Livro didático universitário gratuito que vai das primeiras sociedades humanas até o ano 1500, com mapas e trechos de fontes primárias."},{"kind":"obra","title":"World History, Volume 2: from 1400","href":"/acervo/historia-mundial-volume-2","area":"História","context":"Ann Kordas e outros","text":"Do século XV aos dias de hoje: colonização, revoluções, guerras mundiais e descolonização."},{"kind":"autor","title":"Alexandra Kollontai","href":"/autores#kollontai","area":"","context":"1872–1952","text":"Revolucionária russa, integrou o primeiro governo soviético e foi uma das primeiras mulheres do mundo a ocupar um cargo de ministra e de embaixadora. Escreveu sobre a emancipação das mulheres, o trabalho doméstico e o amor em uma sociedade sem exploração."},{"kind":"autor","title":"Antonio Gramsci","href":"/autores#gramsci","area":"","context":"1891–1937","text":"Dirigente comunista italiano, preso pelo regime fascista de Mussolini. Na prisão escreveu os Cadernos do Cárcere, onde desenvolveu a ideia de hegemonia: a classe dominante não governa só pela força, mas também pelo convencimento."},{"kind":"autor","title":"Frederick Douglass","href":"/autores#frederick-douglass","area":"","context":"c. 1818–1895","text":"Nasceu escravizado, fugiu aos vinte anos e tornou-se escritor, editor de jornal e o orador mais conhecido do movimento abolicionista dos Estados Unidos. Defendeu também o direito de voto das mulheres."},{"kind":"autor","title":"Friedrich Engels","href":"/autores#engels","area":"","context":"1820–1895","text":"Filho de um industrial, conheceu de perto as fábricas de Manchester e descreveu a vida dos operários ingleses. Foi o parceiro de toda a vida de Marx: escreveu com ele o Manifesto, sustentou-o financeiramente e editou os volumes de O Capital que Marx não chegou a concluir."},{"kind":"autor","title":"José Carlos Mariátegui","href":"/autores#mariategui","area":"","context":"1894–1930","text":"Jornalista e pensador peruano, autor dos Sete Ensaios de Interpretação da Realidade Peruana. Defendeu que o socialismo na América Latina não podia ser cópia da Europa e tinha de partir da questão indígena e da terra."},{"kind":"autor","title":"Karl Marx","href":"/autores#marx","area":"","context":"1818–1883","text":"Filósofo, economista e revolucionário. Exilado em Londres, dedicou a vida a estudar o capitalismo e a organizar os trabalhadores, e foi um dos fundadores da Associação Internacional dos Trabalhadores. Sua obra mostra que a exploração não é um desvio do sistema, mas o seu modo normal de funcionar."},{"kind":"autor","title":"Machado de Assis","href":"/autores#machado-de-assis","area":"","context":"1839–1908","text":"Neto de pessoas escravizadas, autodidata, tornou-se o maior escritor brasileiro. Seus romances e contos expõem, com ironia, a hipocrisia da elite do Rio de Janeiro do século XIX. Foi fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras."},{"kind":"autor","title":"Rosa Luxemburgo","href":"/autores#rosa-luxemburgo","area":"","context":"1871–1919","text":"Economista e dirigente revolucionária, atuou na Polônia e na Alemanha. Combateu a guerra de 1914, defendeu a greve de massas e a democracia operária, e fundou a Liga Espartaquista. Foi assassinada em Berlim, em janeiro de 1919."},{"kind":"autor","title":"Vladimir Lenin","href":"/autores#lenin","area":"","context":"1870–1924","text":"Principal dirigente da Revolução Russa de 1917 e do primeiro Estado que se propôs a construir o socialismo. Escreveu sobre o imperialismo, o Estado e a organização dos trabalhadores, sempre com a preocupação de transformar a teoria em ação."},{"kind":"memorial","title":"Bruno Pereira e Dom Phillips","href":"/memorial#bruno-pereira-e-dom-phillips","area":"","context":"1980 e 1964 – 2022","text":"Bruno Pereira era indigenista, um dos maiores conhecedores dos povos isolados da Amazônia, e trabalhava com as organizações indígenas do Vale do Javari na vigilância de suas terras contra a pesca, a caça e o garimpo ilegais. Dom Phillips, jornalista britânico radicado no Brasil, escrevia um livro sobre como salvar a floresta. Os dois foram assassinados em 5 de junho de 2022, quando viajavam de barco pelo rio Itaquaí. A morte deles mostrou ao mundo o risco que corre quem defende a Amazônia."},{"kind":"memorial","title":"Shireen Abu Akleh","href":"/memorial#shireen-abu-akleh","area":"","context":"1971 – 2022","text":"Jornalista palestina, nascida em Jerusalém, foi durante 25 anos a voz que relatava para o mundo árabe o cotidiano da ocupação. Em 11 de maio de 2022, foi morta com um tiro na cabeça enquanto cobria uma operação do exército israelense no campo de refugiados de Jenin; usava capacete e colete com a identificação de imprensa. O escritório de direitos humanos das Nações Unidas concluiu que os disparos partiram das forças israelenses. O exército de Israel admitiu haver \"alta possibilidade\" de que ela tenha sido atingida por seus soldados, sem intenção."},{"kind":"memorial","title":"George Floyd","href":"/memorial#george-floyd","area":"","context":"1973 – 2020","text":"Homem negro, pai, trabalhador. Morreu em 25 de maio de 2020, em Minneapolis, depois que um policial manteve o joelho sobre seu pescoço por mais de nove minutos, enquanto ele dizia que não conseguia respirar. Sua morte levou milhões de pessoas às ruas, em dezenas de países, contra o racismo e a violência policial. O policial foi condenado por assassinato em 2021."},{"kind":"memorial","title":"Marielle Franco","href":"/memorial#marielle-franco","area":"","context":"1979 – 2018","text":"Mulher negra, cria da favela da Maré, socióloga e vereadora do Rio de Janeiro. Dedicou o mandato à defesa dos direitos humanos, das mulheres, da população negra e dos moradores de favelas, e denunciou a violência policial. Foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018, junto com o motorista Anderson Gomes. Seu nome virou semente."},{"kind":"memorial","title":"Berta Cáceres","href":"/memorial#berta-caceres","area":"","context":"1971 – 2016","text":"Liderança do povo indígena lenca e fundadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras. Organizou a resistência das comunidades contra a construção de uma hidrelétrica no rio Gualcarque, sagrado para os lencas, e recebeu em 2015 o Prêmio Goldman, o mais importante do mundo para defensores do meio ambiente. Foi assassinada a tiros em casa, na madrugada de 3 de março de 2016. A Justiça hondurenha condenou os executores e um ex-dirigente da empresa responsável pela obra."},{"kind":"memorial","title":"Dorothy Stang","href":"/memorial#dorothy-stang","area":"","context":"1931 – 2005","text":"Missionária nascida nos Estados Unidos e naturalizada brasileira. Viveu décadas na Amazônia ao lado de trabalhadores rurais, defendendo a reforma agrária e a floresta contra grileiros e madeireiros. Foi assassinada a tiros em 12 de fevereiro de 2005, em uma estrada de terra em Anapu."},{"kind":"memorial","title":"Chico Mendes","href":"/memorial#chico-mendes","area":"","context":"1944 – 1988","text":"Seringueiro e sindicalista. Organizou os trabalhadores da floresta para impedir, com os próprios corpos, a derrubada das árvores, e mostrou ao mundo que defender a Amazônia é defender quem vive nela. Foi assassinado na porta de casa em 22 de dezembro de 1988."},{"kind":"memorial","title":"Thomas Sankara","href":"/memorial#thomas-sankara","area":"","context":"1949 – 1987","text":"Capitão do exército, chegou ao poder em 1983 no Alto Volta, um dos países mais pobres do mundo, e deu a ele um novo nome: Burkina Faso, \"terra dos homens íntegros\". Em quatro anos, vacinou milhões de crianças, promoveu campanhas de alfabetização, plantou milhões de árvores contra o avanço do deserto, proibiu o casamento forçado e defendeu que os países africanos não pagassem a dívida herdada do colonialismo. Foi assassinado em 15 de outubro de 1987, em um golpe de Estado. Em 2022, a Justiça do país condenou os responsáveis."},{"kind":"memorial","title":"Margarida Maria Alves","href":"/memorial#margarida-maria-alves","area":"","context":"1933 – 1983","text":"Trabalhadora rural e presidente do sindicato de sua cidade. Lutou para que os cortadores de cana tivessem carteira assinada, férias e décimo terceiro, e moveu centenas de ações contra os usineiros. Foi assassinada na porta de casa em 12 de agosto de 1983. Em sua memória, mulheres do campo realizam a Marcha das Margaridas."},{"kind":"memorial","title":"Steve Biko","href":"/memorial#steve-biko","area":"","context":"1946 – 1977","text":"Estudante de medicina e fundador do Movimento da Consciência Negra na África do Sul do apartheid. Ensinava que a libertação começa quando o oprimido deixa de se enxergar com os olhos do opressor. Proibido pelo regime de falar em público e de sair da sua cidade, foi preso em agosto de 1977 e espancado sob custódia da polícia. Morreu em 12 de setembro, aos 30 anos. Sua morte comoveu o mundo e fortaleceu a luta que derrubaria o apartheid."},{"kind":"memorial","title":"Vladimir Herzog","href":"/memorial#vladimir-herzog","area":"","context":"1937 – 1975","text":"Jornalista, diretor de jornalismo da TV Cultura. Apresentou-se voluntariamente para depor e foi morto sob tortura nas dependências do DOI-CODI, órgão de repressão da ditadura militar, em 25 de outubro de 1975. O regime tentou fazer a morte passar por suicídio. A mentira não se sustentou, e sua morte tornou-se um marco da resistência à ditadura."},{"kind":"memorial","title":"Salvador Allende","href":"/memorial#salvador-allende","area":"","context":"1908 – 1973","text":"Médico e político socialista, foi eleito presidente do Chile em 1970, à frente da Unidade Popular, propondo chegar ao socialismo pelo voto. Seu governo nacionalizou o cobre, aprofundou a reforma agrária e garantiu meio litro de leite por dia a cada criança. Em 11 de setembro de 1973, um golpe militar apoiado pelos Estados Unidos bombardeou o Palácio de La Moneda. Allende recusou-se a renunciar, despediu-se do povo pelo rádio e morreu no palácio. Começava uma ditadura de dezessete anos."},{"kind":"memorial","title":"Martin Luther King Jr.","href":"/memorial#martin-luther-king","area":"","context":"1929 – 1968","text":"Pastor batista e principal liderança do movimento pelos direitos civis da população negra nos Estados Unidos. Esteve à frente do boicote aos ônibus de Montgomery e da Marcha sobre Washington, defendeu a desobediência civil não violenta e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964. Nos últimos anos, uniu a luta contra o racismo à luta contra a pobreza e contra a Guerra do Vietnã. Foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, onde apoiava uma greve de trabalhadores da limpeza urbana."},{"kind":"memorial","title":"Ernesto Che Guevara","href":"/memorial#che-guevara","area":"","context":"1928 – 1967","text":"Médico argentino, percorreu a América Latina na juventude e viu de perto a pobreza do continente. Juntou-se aos revolucionários cubanos, foi comandante da guerrilha que derrubou a ditadura de Fulgencio Batista em 1959 e ocupou cargos no novo governo. Deixou-os para apoiar movimentos de libertação no Congo e na Bolívia, onde foi capturado e executado em 9 de outubro de 1967. Tornou-se, no mundo inteiro, símbolo de solidariedade entre os povos."},{"kind":"memorial","title":"Malcolm X","href":"/memorial#malcolm-x","area":"","context":"1925 – 1965","text":"Nascido Malcolm Little, perdeu o pai ainda criança e conheceu a prisão na juventude. Lá estudou, converteu-se ao islã e, ao sair, tornou-se a voz mais conhecida da Nação do Islã, defendendo o orgulho negro e o direito à autodefesa. Em 1964 rompeu com a organização, fez a peregrinação a Meca e passou a tratar o racismo como uma questão de direitos humanos, ligando a luta dos negros norte-americanos às lutas de libertação da África. Foi assassinado a tiros em 21 de fevereiro de 1965, quando começava um discurso em Nova York."},{"kind":"memorial","title":"Patrice Lumumba","href":"/memorial#patrice-lumumba","area":"","context":"1925 – 1961","text":"Líder da luta pela independência do Congo contra o domínio colonial belga e primeiro chefe de governo do país, em 1960. No dia da independência, diante do rei da Bélgica, lembrou em discurso as humilhações e a violência sofridas pelo povo congolês. Poucos meses depois foi deposto, preso e entregue a seus inimigos, que o fuzilaram em 17 de janeiro de 1961, com a participação de oficiais belgas. Em 2002, o governo da Bélgica reconheceu a sua responsabilidade moral no assassinato."},{"kind":"memorial","title":"Besouro Mangangá","href":"/memorial#besouro-manganga","area":"","context":"1895 – 1924","text":"Manoel Henrique Pereira, capoeirista do Recôncavo Baiano, viveu em um tempo em que a capoeira era crime no Brasil. Trabalhador de saveiros e de engenhos, ficou conhecido por enfrentar a polícia e os capatazes que maltratavam os trabalhadores. Os relatos sobre a sua vida misturam documentos e lenda: dizia-se que tinha o corpo fechado. Morreu em julho de 1924, na Santa Casa de Santo Amaro, depois de ser ferido a faca em uma emboscada. É lembrado nas rodas e nas cantigas como um dos maiores nomes da capoeira."},{"kind":"memorial","title":"Rosa Luxemburgo","href":"/memorial#rosa-luxemburgo","area":"","context":"1871 – 1919","text":"Economista, escritora e dirigente revolucionária. Passou anos presa por se opor à Primeira Guerra Mundial e nunca deixou de defender que o socialismo só pode ser obra dos próprios trabalhadores. Foi assassinada por paramilitares em 15 de janeiro de 1919, e seu corpo, lançado em um canal de Berlim."},{"kind":"memorial","title":"Zumbi dos Palmares","href":"/memorial#zumbi-dos-palmares","area":"","context":"c. 1655 – 1695","text":"Último líder do Quilombo dos Palmares, a maior comunidade de pessoas que escaparam da escravidão nas Américas, que resistiu por quase um século aos ataques dos colonizadores. Foi morto em 20 de novembro de 1695. A data é hoje o Dia da Consciência Negra no Brasil."},{"kind":"memorial","title":"Dandara dos Palmares","href":"/memorial#dandara","area":"","context":"data desconhecida – 1694","text":"A tradição conta que foi guerreira do Quilombo dos Palmares e companheira de Zumbi, que se opôs ao acordo de paz com o governo colonial e morreu em 1694, quando a capital do quilombo foi destruída. Os documentos da época quase não registram as mulheres de Palmares, e sobre ela não há registros escritos. Seu nome representa hoje todas as mulheres negras que lutaram contra a escravidão e que a história oficial apagou. Desde 2019 está inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria."},{"kind":"verbete","title":"Algoritmo","href":"/glossario#algoritmo","area":"","context":"","text":"Sequência finita de passos bem definidos para resolver um problema. Veja a aula O que é um algoritmo."},{"kind":"verbete","title":"Alienação","href":"/glossario#alienacao","area":"","context":"","text":"Situação em que o trabalhador não se reconhece naquilo que produz. O produto do seu trabalho pertence a outro, o ritmo é imposto por outro, e o trabalho deixa de ser realização para virar apenas meio de sobreviver."},{"kind":"verbete","title":"Burguesia","href":"/glossario#burguesia","area":"","context":"","text":"A classe que é dona dos meios de produção: fábricas, terras, bancos, máquinas, grandes empresas. Vive do lucro obtido com o trabalho alheio."},{"kind":"verbete","title":"Capacitismo","href":"/glossario#capacitismo","area":"","context":"","text":"Preconceito e discriminação contra pessoas com deficiência, tratadas como incapazes ou como dignas de pena. Veja a aula Como falar: os termos corretos."},{"kind":"verbete","title":"Capital","href":"/glossario#capital","area":"","context":"","text":"Não é simplesmente dinheiro. É dinheiro (ou máquinas, ou terras) usado para produzir mais dinheiro por meio do trabalho assalariado. Uma enxada na mão de quem planta para comer é ferramenta. Mil enxadas nas mãos de quem contrata outros para plantar e fica com o lucro são capital."},{"kind":"verbete","title":"Comunismo","href":"/glossario#comunismo","area":"","context":"","text":"Para Marx e Engels, a sociedade sem classes, sem exploração e sem Estado; também o movimento que luta por ela. Veja a aula O que é comunismo."},{"kind":"verbete","title":"Consciência de classe","href":"/glossario#consciencia-de-classe","area":"","context":"","text":"A percepção de que os problemas que você enfrenta não são só seus, mas de todos os que vivem do próprio trabalho, e de que eles têm causas e soluções coletivas. "},{"kind":"verbete","title":"Efeito estufa","href":"/glossario#efeito-estufa","area":"","context":"","text":"Retenção de calor por gases da atmosfera, como o gás carbônico e o metano. É natural e necessário; o problema é a sua intensificação pelas atividades humanas. Veja a aula Efeito estufa e aquecimento global."},{"kind":"verbete","title":"Falácia","href":"/glossario#falacia","area":"","context":"","text":"Raciocínio que parece válido, mas não é: convence sem provar. Veja a aula Argumento e falácia."},{"kind":"verbete","title":"Feminicídio","href":"/glossario#feminicidio","area":"","context":"","text":"Assassinato de uma mulher por ela ser mulher, em contexto de violência doméstica ou de menosprezo à condição feminina. No Brasil, o termo entrou na lei em 2015. Veja a aula A Lei Maria da Penha."},{"kind":"verbete","title":"Hegemonia","href":"/glossario#hegemonia","area":"","context":"","text":"Conceito desenvolvido por Antonio Gramsci. A classe dominante não se mantém só pela força: ela também convence. Suas ideias aparecem na escola, na imprensa e na cultura como se fossem \"o normal\" e \"o bom senso\", e assim os dominados acabam aceitando a própria dominação."},{"kind":"verbete","title":"Ideologia","href":"/glossario#ideologia","area":"","context":"","text":"Conjunto de ideias que explica o mundo. No sentido crítico, são as ideias que apresentam os interesses de uma classe como se fossem os interesses de todos, escondendo a exploração."},{"kind":"verbete","title":"Imperialismo","href":"/glossario#imperialismo","area":"","context":"","text":"Fase do capitalismo em que grandes empresas e bancos, concentrados em poucos países ricos, dominam economicamente outros países, disputando mercados, matérias-primas e territórios. Veja O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo."},{"kind":"verbete","title":"Internacionalismo","href":"/glossario#internacionalismo","area":"","context":"","text":"A ideia de que os trabalhadores de todos os países têm os mesmos interesses e os mesmos adversários, e por isso devem ser solidários entre si, acima das fronteiras. "},{"kind":"verbete","title":"Juros compostos","href":"/glossario#juros-compostos","area":"","context":"","text":"Juros calculados sobre o valor inicial somado aos juros já acumulados: o \"juro sobre juro\". Veja a aula Juros: o preço do dinheiro e a ferramenta de juros compostos."},{"kind":"verbete","title":"Luta de classes","href":"/glossario#luta-de-classes","area":"","context":"","text":"O conflito permanente entre as classes que têm interesses opostos: quem vive do trabalho quer salário maior e jornada menor; quem vive do lucro quer o contrário. Esse conflito aparece nas greves, nas leis, nas eleições e até nas ideias. Veja a aula Classes sociais e capitalismo."},{"kind":"verbete","title":"Mais-valia","href":"/glossario#mais-valia","area":"","context":"","text":"A diferença entre o valor que o trabalhador produz e o salário que recebe. É a parte da jornada trabalhada de graça para o patrão, e a origem do lucro. Veja a aula Mais-valia."},{"kind":"verbete","title":"Materialismo histórico","href":"/glossario#materialismo-historico","area":"","context":"","text":"Método de estudo da história criado por Marx e Engels. Parte de uma pergunta simples: como as pessoas produzem o que precisam para viver? A resposta ajuda a entender as leis, a política e as ideias de cada época. Veja a aula Materialismo histórico."},{"kind":"verbete","title":"Medida protetiva","href":"/glossario#medida-protetiva","area":"","context":"","text":"Ordem judicial urgente que protege a mulher em situação de violência, por exemplo afastando o agressor de casa. Prevista na Lei Maria da Penha. Veja a aula."},{"kind":"verbete","title":"Meios de produção","href":"/glossario#meios-de-producao","area":"","context":"","text":"Tudo o que é necessário para produzir, além do próprio trabalho: terra, ferramentas, máquinas, fábricas, matérias-primas. "},{"kind":"verbete","title":"Neoliberalismo","href":"/glossario#neoliberalismo","area":"","context":"","text":"Política econômica que ganhou força a partir dos anos 1970 e 1980. Defende privatizar empresas públicas, cortar gastos sociais, reduzir direitos trabalhistas e deixar o mercado decidir. Na prática, transfere renda e poder de quem trabalha para quem é dono do capital."},{"kind":"verbete","title":"Proletariado","href":"/glossario#proletariado","area":"","context":"","text":"A classe de quem não possui meios de produção e, para viver, precisa vender a sua força de trabalho em troca de um salário. Inclui o operário da fábrica, a atendente de telemarketing, o entregador de aplicativo e a professora."},{"kind":"verbete","title":"Quilombo","href":"/glossario#quilombo","area":"","context":"","text":"Comunidade formada por pessoas que escaparam da escravidão no Brasil. Mais que refúgio, os quilombos eram sociedades organizadas, com agricultura, comércio e defesa próprios. O maior foi Palmares. Hoje, as comunidades quilombolas lutam pelo reconhecimento de suas terras."},{"kind":"verbete","title":"Reforma agrária","href":"/glossario#reforma-agraria","area":"","context":"","text":"Redistribuição da terra concentrada nas mãos de poucos proprietários para as famílias que nela querem trabalhar e viver. "},{"kind":"verbete","title":"Socialismo","href":"/glossario#socialismo","area":"","context":"","text":"Proposta de sociedade em que os grandes meios de produção pertencem à coletividade e a produção atende às necessidades de todos, e não ao lucro de poucos. Veja a aula O que é socialismo."},{"kind":"verbete","title":"Soviete","href":"/glossario#soviete","area":"","context":"","text":"Conselho, em russo: assembleia de delegados eleitos por operários, soldados e camponeses. Os sovietes surgiram na Rússia em 1905 e tomaram o poder em 1917. Veja a aula A Revolução Russa de 1917."},{"kind":"checagem","title":"O nazismo era de esquerda, porque o partido tinha 'socialista' no nome.","href":"/checagens#o-nazismo-era-de-esquerda","area":"","context":"Falso","text":"O nome engana O partido de Hitler chamava-se Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. O nome foi escolhido, no começo dos anos 1920, para disputar os operários com os partidos de esquerda, então muito fortes na Alemanha. Nome não é programa: há ditaduras que se chamam \"república democrática\". O que os nazistas fizeram com a esquerda Os historiadores que estudam o período são praticamente unânimes em classificar o nazismo como um movimento de extrema direita . Os fatos: - Os primeiros presos do regime foram comunistas, social-democratas e sindicalistas. O campo de concentração de Dachau foi aberto em março de 1933, semanas depois da chegada de Hitler ao poder, para receber presos políticos. - Em 2 de maio de 1933 , os sindicatos livres foram fechados, suas sedes ocupadas e seus dirigentes presos. As greves foram proibidas. - O Partido Comunista e o Partido Social-Democrata foram banidos ainda em 1933. - Hitler chegou ao poder em aliança com partidos conservadores e com o apoio de parte dos grandes industriais e banqueiros, que viam nele uma barreira contra o comunismo. - A ideologia nazista tinha no centro a desigualdade entre \"raças\" e a ideia de que a luta entre nações, e não entre classes, move a história: o oposto do que defendem os socialistas. Por que isso importa A afirmação costuma ser usada para igualar os dois campos e apagar quem foram as primeiras vítimas do nazismo. Na Segunda Guerra, cerca de 27 milhões de soviéticos morreram combatendo-o. Veja a aula A União Soviética: da revolução à dissolução."},{"kind":"checagem","title":"Vacinas causam autismo.","href":"/checagens#vacinas-causam-autismo","area":"","context":"Falso","text":"De onde veio o boato Em 1998, um médico britânico publicou na revista The Lancet um artigo, baseado em apenas doze crianças, que sugeria uma ligação entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e o autismo. Investigações posteriores mostraram que os dados haviam sido manipulados e que o autor tinha interesses financeiros não declarados. Em 2010, a revista retirou o artigo, e o autor perdeu o direito de exercer a medicina no Reino Unido. O que os estudos mostram Desde então, a hipótese foi testada em pesquisas com milhões de crianças, em vários países. Uma das maiores acompanhou mais de 650 mil crianças nascidas na Dinamarca entre 1999 e 2010 e comparou as vacinadas com as não vacinadas. O risco de autismo foi o mesmo nos dois grupos. Por que o boato persiste Os primeiros sinais do autismo costumam ser notados na mesma idade em que a criança toma várias vacinas. Uma coisa acontece perto da outra no tempo, e isso é confundido com causa. É a falácia do \"depois disso, logo por causa disso\", explicada na aula Argumento e falácia. O risco real Quando a vacinação cai, doenças que estavam controladas voltam. O Brasil recebeu em 2016 o certificado de eliminação do sarampo, perdeu-o em 2019, depois de novos surtos, e só o recuperou em 2024. O sarampo pode matar, principalmente crianças pequenas. A vacina é gratuita no SUS."},{"kind":"debate","title":"Cotas são um privilégio e ferem a igualdade.","href":"/debates#cotas-sao-privilegio","area":"","context":"","text":"A Lei de Cotas reserva metade das vagas das universidades federais para quem estudou em escola pública, com critérios de renda e de raça. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade que as cotas raciais são constitucionais: tratar de forma diferente quem parte de condições desiguais é um meio de chegar à igualdade, e não de negá-la. A Constituição de 1988 fala em \"reduzir as desigualdades sociais\" como objetivo do país (artigo 3º). As cotas são uma das políticas criadas para cumprir esse objetivo."},{"kind":"debate","title":"No socialismo, vão tomar a minha casa e as minhas coisas.","href":"/debates#vao-tomar-a-minha-casa","area":"","context":"","text":"A proposta socialista trata dos meios de produção (grandes fábricas, terras, bancos), e não dos bens de uso pessoal. O próprio Manifesto Comunista responde a essa acusação: o que se quer abolir não é a propriedade em geral, mas a propriedade que permite viver do trabalho dos outros. A confusão vem de usar a mesma palavra, \"propriedade\", para duas coisas diferentes: a casa em que a família mora e a fazenda de dez mil hectares em que centenas de pessoas trabalham para um dono. Veja a aula O que é socialismo."},{"kind":"debate","title":"Os direitos trabalhistas foram um presente do governo.","href":"/debates#direitos-trabalhistas-foram-um-presente","area":"","context":"","text":"As leis vieram depois de décadas de greves e de organização. Desde o começo do século XX, operárias e operários brasileiros paravam fábricas pela jornada de oito horas, pelo descanso semanal e pelo fim do trabalho infantil. A CLT, de 1943, reuniu em lei o que a luta já vinha arrancando. Veja a aula O que é a CLT e, na linha do tempo, a greve geral de 1917."},{"kind":"pergunta","title":"Por que eu trabalho tanto e o dinheiro nunca sobra?","href":"/perguntas#p1","area":"","context":"","text":"O salário paga só uma parte do valor que o trabalho produz. Entender de onde vem o lucro ajuda a enxergar que o aperto no fim do mês não é falha pessoal."},{"kind":"pergunta","title":"Quais são os meus direitos no trabalho?","href":"/perguntas#p2","area":"","context":"","text":"Jornada, hora extra, férias, décimo terceiro, FGTS: os direitos básicos estão na CLT e na Constituição, e vale conhecê-los antes de precisar deles."},{"kind":"pergunta","title":"Por que a dívida do cartão cresce tão rápido?","href":"/perguntas#p3","area":"","context":"","text":"Por causa dos juros compostos: a cada mês, os juros são cobrados também sobre os juros do mês anterior. Faça a conta com os seus números."},{"kind":"pergunta","title":"Por que existem ricos e pobres?","href":"/perguntas#p4","area":"","context":"","text":"A desigualdade não é obra do acaso nem do merecimento: ela nasce da forma como a sociedade organiza a produção e reparte o que é produzido."},{"kind":"pergunta","title":"Socialismo e comunismo são a mesma coisa?","href":"/perguntas#p5","area":"","context":"","text":"Não exatamente. As duas palavras têm história e significados próprios, muito diferentes das caricaturas que circulam por aí."},{"kind":"pergunta","title":"Como saber se uma notícia é verdadeira?","href":"/perguntas#p6","area":"","context":"","text":"Pergunte quem escreveu, de onde vem o dado e se outras fontes confirmam. E, na dúvida, não compartilhe."},{"kind":"pergunta","title":"Sofro violência em casa. O que a lei garante?","href":"/perguntas#p7","area":"","context":"","text":"A Lei Maria da Penha protege contra a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, e prevê medidas de proteção urgentes. O Ligue 180 atende de graça, 24 horas."},{"kind":"pergunta","title":"Parei de estudar cedo. Dá para retomar a matemática?","href":"/perguntas#p8","area":"","context":"","text":"Dá. Quase sempre o que trava é uma base que ficou para trás. Comece pelas frações, pelos decimais e pelas porcentagens, que aparecem em toda conta do dia a dia."},{"kind":"pergunta","title":"Nunca mexi direito em computador. Por onde começo?","href":"/perguntas#p9","area":"","context":"","text":"Pelo básico: o que existe dentro da máquina, como a informação é guardada e como a internet funciona. Com isso, o resto fica mais fácil."},{"kind":"pergunta","title":"Quero aprender a programar do zero. É possível?","href":"/perguntas#p10","area":"","context":"","text":"É. Antes de qualquer linguagem vem a lógica: aprender a explicar um problema passo a passo. Depois, Python e PHP, praticando aqui mesmo."},{"kind":"pergunta","title":"Quero aprender música, mas não sei ler partitura.","href":"/perguntas#p11","area":"","context":"","text":"Ninguém nasce sabendo. A partitura anota quatro coisas que o seu ouvido já conhece, e dá para aprender uma de cada vez."},{"kind":"pergunta","title":"Dá para aprender inglês sem pagar curso?","href":"/perguntas#p12","area":"","context":"","text":"Dá para ir bem longe. Comece pelos sons e pelas primeiras frases, e use a ferramenta de pronúncia para treinar o ouvido."},{"kind":"pergunta","title":"A inteligência artificial vai tirar o meu emprego?","href":"/perguntas#p13","area":"","context":"","text":"A tecnologia não decide sozinha: quem decide como ela é usada são empresas e governos. Entender o que essas máquinas fazem, e o que não fazem, é o primeiro passo para discutir o assunto."},{"kind":"pergunta","title":"Por que se fala tanto em aquecimento global?","href":"/perguntas#p14","area":"","context":"","text":"Porque a temperatura média do planeta já subiu mais de um grau, e as consequências caem com mais força sobre quem menos contribuiu para o problema."}]